Este ano, numa tarde de agosto, contemplei uma imagem, que conservo na memória visual e sonora, a qual, por nada, desejaria que fosse apagada ou emudecida. Sim, vi, não «um anjo que subia do Nascente» (cf. Ap 7,2), mas uma cigarra verde subindo à corola de um crisântemo branco. E demorei-me naquela paisagem-icónica, pensando neste dia, ― o da Solenidade de Todos os Santos ― tantos são os crisântemos que, nos cemitérios dos cristãos,
cobrem de cor e de perfume as campas e os jazigos.






