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Na escola, já não se lê?

[Entre o quadro e o mundo (9)]

Na escola, já não se lê?

“Há alunos que atravessam toda a escolaridade obrigatória sem nunca terem lido um livro completo na escola”… e não são poucos, alerta Luís Francisco Marques neste episódio do podcast Entre o Quadro e o Mundo. De facto, a leitura e a escrita exigem um tempo e silêncio que parecem já não existir nos estabelecimentos de ensino. Será que isso está a “deslocar o eixo da educação”?

Política pública inovadora de incentivo à leitura corre risco de regredir

Em causa a autonomia

Política pública inovadora de incentivo à leitura corre risco de regredir

A eventual extinção ou desvalorização da Rede de Bibliotecas Escolares e do Plano Nacional de Leitura representaria “um retrocesso grave para a educação, para a cultura e para a coesão social do país”, alerta uma petição dirigida à Assembleia e ao Presidente da República, motivada pelas medidas de reestruturação anunciadas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Quem não pertence deixa de existir

Quem não pertence deixa de existir

Os versos não têm de ser invenções da roda ou máximas de originalidade. Os versos, as quadras, os textos, os capítulos de quaisquer coisas que se escrevam, podem ser apenas constatações, um género de descobertas como as de Pedro Álvares Cabral – ou seja, descobrir o que já existe sem que o descobridor saiba disso. [Texto de Ana Sofia Brito].

Os livros na nossa vida

Os livros na nossa vida

Sentada no metro reparo em algo cada vez mais raro: um jovem, no banco oposto ao meu, altamente concentrado lê um livro – e sem precisar de fones nos ouvidos…  Olhei-o intensamente, mas não levantou sequer os olhos da sua leitura. Nem consegui ler o título do livro. Gostei. Um precioso livro! Tive quase o impulso de lhe dizer alguma coisa mas ganhou o pudor de interromper. Lindo! [Texto de Teresa de Vasconcelos].

Uma Carta do Papa (4): A literatura importa aos discursos e práticas eclesiais? Deveria!

Uma Carta do Papa (4): A literatura importa aos discursos e práticas eclesiais? Deveria!

Como temos vindo a compreender, o Papa Francisco vê na literatura uma importante função, a de “ajuda[r] o leitor a quebrar os ídolos das linguagens autorreferenciais, falsamente autossuficientes, estaticamente convencionais, que por vezes correm o risco de contaminar até o nosso discurso eclesial, aprisionando a liberdade da Palavra” (n.º 42).

Uma Carta do Papa (4): A literatura importa aos discursos e práticas eclesiais? Deveria!

Uma Carta do Papa (3): A Literatura é para todos? Pois claro!

Como vimos nos textos anteriores desta série (“Literatura para fins beatos? Nem pensar!” e “A Literatura e a leitura são polifónicas? Assim é!”), o leitor competente é um leitor interveniente, dotado de capacidade crítica; até porque compreender o que lê é também integrar o que cada nova leitura lhe traz na experiência de vida e no conhecimento do seu mundo. [Texto de Maria do Sameiro Pedro].

Uma Carta do Papa (4): A literatura importa aos discursos e práticas eclesiais? Deveria!

Uma Carta do Papa (2): A literatura e a leitura são polifónicas? Assim é!

Não podemos ser papagaios. Sem dúvida, o contacto com a literatura contribui para nos definirmos como leitores. E esse é um contacto exigente, como nos lembra o Papa Francisco: “o leitor é muito mais ativo quando lê um livro. De certo modo, reescreve-o, amplia-o com a sua imaginação.” [texto de Maria do Sameiro Pedro]

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Como temos vindo a compreender, o Papa Francisco vê na literatura uma importante função, a de “ajuda[r] o leitor a quebrar os ídolos das linguagens autorreferenciais, falsamente autossuficientes, estaticamente convencionais, que por vezes correm o risco de contaminar até o nosso discurso eclesial, aprisionando a liberdade da Palavra” (n.º 42).

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