O Papa Francisco recordou este domingo, 14, no Vaticano, os dez anos sobre o início do “sangrento conflito na Síria, que causou uma das mais graves catástrofes humanas do nosso tempo”.
O Papa Francisco recordou este domingo, 14, no Vaticano, os dez anos sobre o início do “sangrento conflito na Síria, que causou uma das mais graves catástrofes humanas do nosso tempo”.
Há que prestar atenção aos que estão desprotegidos, aos idosos, às crianças e aos jovens. Atender aos adultos, a quem as oportunidades de viver dignamente tenham sido dificultadas. Estas atenções não se resumem a dar o que consideramos ser melhor, mas a dar ouvindo as suas inquietações e agindo em colaboração.
A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.
A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.
Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.
O conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa decidiu que as celebrações da eucaristia poderão ser retomadas a partir da próxima segunda-feira, 15 de Março, a par com o reinício de algumas actividades públicas e económicas hoje deliberado pelo Governo. No entanto, procissões e vários ritos e tradições das celebrações da Semana Santa e da Páscoa devem ser evitados, dizem os bispos.
E, de repente, o absurdo! Um vírus mau chegou-se à globalização e aproveitou-se dela. Um novo Anti-Cristo levou-nos a fugir das igrejas, a correr para casa, a guardar aí a fé e a descobrirmos como é pequena a diferença entre ciência e filosofia. Da ciência, reclamamos agora vacina, tratamento e cura. À filosofia, pedimos vida, isto é, pensamento, compaixão, humanidade.
Uma das certezas que temos na vida é a da impermanência. O mundo é dinâmico e a vida também. Nada é estático, nem o que é bom nem o que é difícil. “Isso passa”, como se costuma dizer, e passa mesmo. Perante eventos de dor e sofrimento, podemos fazer de tudo para que eles passem por nós o mais rapidamente possível ou podemos olhar de frente a realidade e transpor os limites do que nos acontece, não deixando que o que somos fique confinado.
O Papa Francisco recordou este domingo, 14, no Vaticano, os dez anos sobre o início do “sangrento conflito na Síria, que causou uma das mais graves catástrofes humanas do nosso tempo”.
Há que prestar atenção aos que estão desprotegidos, aos idosos, às crianças e aos jovens. Atender aos adultos, a quem as oportunidades de viver dignamente tenham sido dificultadas. Estas atenções não se resumem a dar o que consideramos ser melhor, mas a dar ouvindo as suas inquietações e agindo em colaboração.
A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.
A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.
Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.
O conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa decidiu que as celebrações da eucaristia poderão ser retomadas a partir da próxima segunda-feira, 15 de Março, a par com o reinício de algumas actividades públicas e económicas hoje deliberado pelo Governo. No entanto, procissões e vários ritos e tradições das celebrações da Semana Santa e da Páscoa devem ser evitados, dizem os bispos.
E, de repente, o absurdo! Um vírus mau chegou-se à globalização e aproveitou-se dela. Um novo Anti-Cristo levou-nos a fugir das igrejas, a correr para casa, a guardar aí a fé e a descobrirmos como é pequena a diferença entre ciência e filosofia. Da ciência, reclamamos agora vacina, tratamento e cura. À filosofia, pedimos vida, isto é, pensamento, compaixão, humanidade.
Uma das certezas que temos na vida é a da impermanência. O mundo é dinâmico e a vida também. Nada é estático, nem o que é bom nem o que é difícil. “Isso passa”, como se costuma dizer, e passa mesmo. Perante eventos de dor e sofrimento, podemos fazer de tudo para que eles passem por nós o mais rapidamente possível ou podemos olhar de frente a realidade e transpor os limites do que nos acontece, não deixando que o que somos fique confinado.
Testemunho
Perseu declara-se vítimaEscrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].
Anunciado esta sexta-feira
Nobel da Paz distingue Navi Pillay, jurista que liderou investigação da ONU sobre genocídio em GazaA jurista sul-africana Navi Pillay, antiga alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, foi distinguida esta sexta-feira, 9 de outubro, com o Prémio Nobel da Paz de 2026, pelo seu trabalho em defesa da paz e do direito internacional, anunciou o Comité Nobel norueguês.
Padre da Obra da Rua morreu
Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profeciaO padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONUA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
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