Leio que o nosso primeiro-ministro avisou: “Uma coisa é certa: não haverá Páscoa para ninguém” e “este ano a Páscoa não será a Páscoa que nós conhecemos”. E que Páscoa conhecemos nós?
Leio que o nosso primeiro-ministro avisou: “Uma coisa é certa: não haverá Páscoa para ninguém” e “este ano a Páscoa não será a Páscoa que nós conhecemos”. E que Páscoa conhecemos nós?
Quando, há cerca de um ano, fomos confrontados com a tragédia que, desde então, tem feito parte das nossas vidas, perspetivei, em intervenção pública, um conjunto de aspetos, a seguir referidos, não antevendo que, um ano depois, se mantinham atuais.
(e foto da página principal): Tollymore Forest Park, Irlanda do Norte. © Maria Marujo Quando fiz treze anos passei a interessar-me pelos bichos da seda. Passava horas debruçada sobre uma caixa de cartão onde uma vintena de lagartas tosavam folhas de...
Numa rua com uma simples brisa, não há motivo para não mostrar a minha cara. Os aerossóis são dispersos por uma simples brisa. Só nos espaços mais fechados ou pouco ventilados é que corremos o risco de nos infectarmos. Tenho saudades das caras, e penso que esta pandemia ajudar-nos-á a descobrir facetas desconhecidas da nossa identidade, ou a re-definir o que nos identifica.
Neste segundo confinamento, já com algum distanciamento de março 2020 e a reviver novamente esta estranha rotina, surgem-me duas pequenas partilhas que partem da minha experiência individual, necessariamente enviesada.
Um dos colegas partilhava connosco um vídeo de um cidadão asiático, provavelmente chinês, que após uma medição de temperatura, se vira compelido, com alguma agressividade, a entrar no carro da autoridade policial. Incrédulos, questionámos a atitude desta autoridade e individualmente, em silêncio, agradecíamos por vivermos num país de brandos costumes.
Aprendi muito – e continuo a apender – nesta pandemia. Para já, não andar para aí sempre a queixar-me. Como diz um provérbio chinês que eu cito muito: “Se tem solução, por que é que te queixas? Se não tem solução, por que é que te queixas?”
Leio que o nosso primeiro-ministro avisou: “Uma coisa é certa: não haverá Páscoa para ninguém” e “este ano a Páscoa não será a Páscoa que nós conhecemos”. E que Páscoa conhecemos nós?
Quando, há cerca de um ano, fomos confrontados com a tragédia que, desde então, tem feito parte das nossas vidas, perspetivei, em intervenção pública, um conjunto de aspetos, a seguir referidos, não antevendo que, um ano depois, se mantinham atuais.
(e foto da página principal): Tollymore Forest Park, Irlanda do Norte. © Maria Marujo Quando fiz treze anos passei a interessar-me pelos bichos da seda. Passava horas debruçada sobre uma caixa de cartão onde uma vintena de lagartas tosavam folhas de...
Numa rua com uma simples brisa, não há motivo para não mostrar a minha cara. Os aerossóis são dispersos por uma simples brisa. Só nos espaços mais fechados ou pouco ventilados é que corremos o risco de nos infectarmos. Tenho saudades das caras, e penso que esta pandemia ajudar-nos-á a descobrir facetas desconhecidas da nossa identidade, ou a re-definir o que nos identifica.
Neste segundo confinamento, já com algum distanciamento de março 2020 e a reviver novamente esta estranha rotina, surgem-me duas pequenas partilhas que partem da minha experiência individual, necessariamente enviesada.
Um dos colegas partilhava connosco um vídeo de um cidadão asiático, provavelmente chinês, que após uma medição de temperatura, se vira compelido, com alguma agressividade, a entrar no carro da autoridade policial. Incrédulos, questionámos a atitude desta autoridade e individualmente, em silêncio, agradecíamos por vivermos num país de brandos costumes.
Aprendi muito – e continuo a apender – nesta pandemia. Para já, não andar para aí sempre a queixar-me. Como diz um provérbio chinês que eu cito muito: “Se tem solução, por que é que te queixas? Se não tem solução, por que é que te queixas?”
Testemunho
Perseu declara-se vítima novidadeEscrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].
Anunciado esta sexta-feira
Nobel da Paz distingue Navi Pillay, jurista que liderou investigação da ONU sobre genocídio em GazaA jurista sul-africana Navi Pillay, antiga alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, foi distinguida esta sexta-feira, 9 de outubro, com o Prémio Nobel da Paz de 2026, pelo seu trabalho em defesa da paz e do direito internacional, anunciou o Comité Nobel norueguês.
Padre da Obra da Rua morreu
Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profeciaO padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONUA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
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