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Cultivemos a amizade na era das redes sociais

Nas margens da filosofia (XXXIX)

Cultivemos a amizade na era das redes sociais

As redes sociais em que hoje nos movimentamos põem em causa o conceito de amizade e as suas exigências. Todos os dias somos inundados com mensagens de pessoas que se apresentam como amigos e que permanentemente nos comunicam os seus estados de alma, partilhando alegrias e tristezas, anunciando eventos, dando-nos conta das suas preocupações, revelando intimidades que as mais das vezes preferíamos ignorar.

Apologia da simplicidade

Apologia da simplicidade

Provavelmente, nos tempos que correm, este título não interessa mesmo nada. Ainda assim há que arriscar. Todos temos imensas coisas para dizer e um manancial infindável de opiniões a dar. Vamos assoberbando os canais através dos quais comunicamos com dezenas de assuntos, ditos e reditos de milhares de maneiras.

Morrer de “selfie”

[Segunda leitura]

Morrer de “selfie”

Anda imensa gente a morrer só por arriscar demais nessa atividade (que devia ser) lúdica a que chamamos (sem grande possibilidade de tradução) “tirar selfies”. Imensa gente mesmo. Lá voltamos à notícia: o estudo ali citado revela que, entre janeiro de 2008 e julho de 2021, morreram no mundo, no contexto de “tirar selfies”, pelo menos 379 pessoas. Trezentas e setenta e nove pessoas. Dá, em média, uma morte cada 13 dias.

O “efeito trincheira”

O “efeito trincheira”

A forma como boa parte das pessoas vivenciam hoje a política é um atraso de vida. Literalmente. Voltámos atrás 100 anos, às batalhas de trincheiras que caracterizaram a I Guerra Mundial. Bem sei que é o medo que está na origem das reacções mais violentas observadas no ser humano.

Quem segue o padre TikTok segue Jesus?

Quem segue o padre TikTok segue Jesus?

Serão as redes sociais a versão moderna de seguir o padre em vez de seguir Jesus? No Seu tempo, seguir Jesus era uma experiência literal. Para onde Jesus ia, as pessoas seguiam-no para O ouvir. Hoje, se Jesus estivesse presente nas redes sociais e tivesse biliões de seguidores dado o número de cristãos no mundo, teria o mesmo efeito na vida das pessoas?

Fugir das redes sociais

Os dias da semana

Fugir das redes sociais

Leïla Slimani tem “a impressão de que vivemos no mito da caverna de Platão e acreditamos que as sombras são a realidade. O que não é mais do que uma opinião faz-se passar por certeza, conhecimento, e colocamos todas as palavras ao mesmo nível”. Ao observar esta confusão, a escritora formula algumas questões: “Será que, na verdade, todas são iguais? A opinião de pancake44 sobre as vacinas ou a ameaça nuclear vale tanto quanto a de um professor de medicina ou a de um físico?”

Quem segue o padre TikTok segue Jesus?

A necessidade de fricção na comunicação

A comunicação é a capacidade que o ser humano desenvolveu para sobreviver ao longo dos milénios da nossa existência sobre a Terra. Por isso, qualquer coisa que afecta a nossa capacidade de comunicar, afecta a nossa sobrevivência. Assim, é legítimo questionar o que os meios de comunicação estão a fazer ao nosso modo de comunicar. Não me refiro, propriamente, aos que protagonizam esses meios, como os jornalistas, mas aos meios em si, sobretudo, os mais recentes como os que encontramos nos nossos telemóveis.

Os dias da semana – Barçagate ou como difamar para reinar

Os dias da semana – Barçagate ou como difamar para reinar

Sejam ou não provadas, as acusações contra Josep Maria Bartomeu são suficientemente exemplificativas do nível de degradação do dirigismo futebolístico, dessa singular ideologia de gestão que consiste em usar os clubes para proveito pessoal. O procedimento deveria merecer uma censura social vasta e veemente, mas a circunstância de as instâncias policiais e judiciais não se coibirem de investigar, julgar e punir os crimes cometidos nos subúrbios do mundo futebolístico oferece já um motivo de regozijo.

Cultivemos a amizade na era das redes sociais

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Apologia da simplicidade

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Morrer de “selfie”

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O “efeito trincheira”

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Quem segue o padre TikTok segue Jesus?

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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