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A viagem do vestido de casamento

A viagem do vestido de casamento

O cerne da questão das cerimónias de casamento, na minha sociedade, é o vestido de noiva. A existência do vestido de noiva é antecedida pelo anúncio do casamento, que traz felicidade a alguns familiares, tanto da noiva, quanto do noivo. Digo alguns, porque um casamento, para além da graça que carrega, reúne em torno de si muita agrura. Casar e ter filhos ainda é das coisas mais importantes na minha sociedade. Existe muito pouco deleite acima disso.

Precisamos de nos ouvir (9) – Sara Jona Laísse: Em tudo, os nossos rituais…

Precisamos de nos ouvir (9) – Sara Jona Laísse: Em tudo, os nossos rituais…

Apetece-me sair pelas ruas e gritar: usem máscaras, a uns; sejam mais humanos, às entidades patronais que ignoram as normas impostas contra a covid-19; sejam gente, a todos os que se aproveitam de regras impostas, para não cumprirem com o que devem, nos seus locais de trabalho; chega de mortes, ao universo, que continua a conspirar em nosso desfavor.

A viagem do vestido de casamento

A minha sogra merece, as outras também

Não é por ser eu a escrever que elogio a minha sogra. É que ela, de facto, merece elogios e uma boa lembrança da minha parte. Tenho pena de não ter convivido muito mais tempo com ela. Digo isso repetidas vezes.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Nas culturas bantu do sul de Moçambique, especificamente na xironga e na xitswa, após o nascimento de um bebé, a mãe e a sua criança ficam, por algum tempo, interditados do convívio com a família alargada, por se considerar que os seus corpos não se encontram fortes o suficiente para conviver com agentes impuros, sejam do ambiente poluído de fora de casa, sejam os que com eles habitam, pelo facto de viverem entre o resguardo do lar e outras actividades que realizam fora de casa.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Nhinguitimo ou vento sul: o que é que nos trazes, desta vez?

O nhinguitimo irrompe pelo vale e varre instantaneamente a poeira que enche o ar. Célere, vasculha as matas, derruba os pés de milho e dobra as micaias, que gemem de aflição. Luís Bernardo Honwana, Nós Matamos o Cão-Tinhoso (2008: 127) [1964].     Há dias...

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Rainhas anónimas, princesas reconhecidas: nomes com história

Sou filha de um matsua e de uma bitonga, ambos são da província de Inhambane. O meu pai era filho de uma bitonga, que o educara naquela cultura. Eu fui uma criança culturalmente bitonga, embora tenha nascido num território ronga, em Maputo. Somos todos do sul de Moçambique. Entretanto, depois de se separar do pai do meu pai, a minha avó tornou-se esposa de um machuabo.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Monstros lendários: a rainha corona, um bicho, um xitukulumukumba e uma zuzu são momomos

A geração dos anos 40 cresceu intimidada pelos pais, sobre a existência de um bicho que nunca chegou a ver. Mas foi um bicho que a educou de forma rígida. Viveu o tempo todo obedecendo cegamente aos pais, em tudo o que fosse necessário. Não foi uma geração questionadora, pelo menos no que a assuntos domésticos dizia respeito. Uma palavra dos seus pais era de ordem.

“Pfukùár” a humanidade

Vivíamos “aparentemente” felizes o limiar do ano 2020. O tal que, por ser capicua, dizia-se que prenunciava beleza, alegria, bem-estar e todas as boas coisas ligadas à estética. Mesmo quem não estivesse feliz, “entrava na onda” e era como se estivesse, porque a aura do início de um novo ano, de um modo geral, faz pensar que muita coisa irá mudar para o melhor. Alguns se esquecem, tal como se tem dito, que o dia que marca o ano novo é apenas mais uma data no calendário e que quem tem de mudar somos nós.

A viagem do vestido de casamento

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Não é por ser eu a escrever que elogio a minha sogra. É que ela, de facto, merece elogios e uma boa lembrança da minha parte. Tenho pena de não ter convivido muito mais tempo com ela. Digo isso repetidas vezes.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

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Nas culturas bantu do sul de Moçambique, especificamente na xironga e na xitswa, após o nascimento de um bebé, a mãe e a sua criança ficam, por algum tempo, interditados do convívio com a família alargada, por se considerar que os seus corpos não se encontram fortes o suficiente para conviver com agentes impuros, sejam do ambiente poluído de fora de casa, sejam os que com eles habitam, pelo facto de viverem entre o resguardo do lar e outras actividades que realizam fora de casa.

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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