Opinião
Opinião
[Sete Partidas]
Não nos deixemos distrair
“Milhões de crianças neste mundo são simplesmente sujeitas à desgraça, à nascença. Repitamos: não têm escolha. Nem vez. Nem voz. Apenas a fatalidade de ter nascido no lugar errado, no momento errado da história. Porque os há. Não nos deixemos iludir.” [Texto de Luís Castanheira Pinto]
Era uma vez na Alemanha
No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]
Como lutar contra a extrema-direita
Perante os ataques à Democracia – pérfida e cuidadosamente preparados – a que assistimos de momento em tantos países, perante sondagens que apresentam valores assustadores para a intenção de voto na extrema-direita, a questão que está na ordem do dia é: que fazer? [Texto de Helena Araújo, em Berlim]
Esfregar sal na ferida
Tenho-me perguntado muitas vezes o que estará na origem da escolha do pior horror nazi como termo de comparação para o que Israel – ou o governo de Netanyahu – está a fazer em Gaza. De onde vem esta facilidade (talvez até: este prazer?) em dizer “Holocausto” quando falamos dos crimes cometidos por Israel? — uma reflexão de Helena Araújo
A revolta dos cidadãos com sentido de decência
Perante o avanço da extrema-direita populista que se tem vindo a consolidar na última década, a maioria silenciosa da Alemanha fez finalmente ouvir a sua voz. No passado fim-de-semana, mais de um milhão de pessoas saíram à rua para afirmar – alto e bom som, com todas as letras e com todas as cores – que querem ter uma sociedade aberta, com lugar para todos e para tudo, excepto para a banalização de discursos fascistóides. [Texto de Helena Araújo, Berlim]
A doença e a culpa
A culpa. Em Portugal aprende-se, desde a infância, “a culpa”. Uma culpa tem de ser atribuída. “A culpa não pode morrer solteira”, diz-se, alterando o provérbio. Surge quase sempre uma explicação que arruma, de preferência, o assunto. Infelizmente, mais que explicação, geralmente é uma opinião. De graça, não pedida, não reflectida, pouco discutida. (Inês Patrício, Berlim).
A Beleza e a Sobriedade
Ouvi Mujica, que passou mais de 10 anos preso numa solitária, 7 anos sem poder ler um livro. Tendo tido muito tempo para pensar, concluiu: “ou somos felizes com pouco, com pouca bagagem, pois a felicidade está dentro de nós, ou não conseguimos nada. “ Ele acrescentou, “Isto não é a apologia da pobreza, mas a apologia da sobriedade. (Inês Patrício, Berlim)
Uma linha apenas, invisível
Ligo a televisão. Leio o jornal. A notícia parece a mesma. Cada semana. Cada dia. Mas não é. São factos diferentes. Apenas parecidos. Na realidade, iguais. Tristemente idênticos. Os protagonistas são outros. As vítimas acumulam-se de cada vez. Uma destas...
Se o Evangelho não é migração, então é o quê?
Jornada extensa. Temporã. Três da manhã. Viagem longa. Escalas. Fuso horário. Reuniões à chegada. Demasiadas. Oito da noite. O cansaço a impor-se. A fome a acusar negligência. Ingredientes de sobra para encerrar o dia. Pausar. Parar mesmo. No entanto insuficientes para ignorar os relatos que começáramos a escutar.
Era uma vez na Alemanha
No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]
Como lutar contra a extrema-direita
Perante os ataques à Democracia – pérfida e cuidadosamente preparados – a que assistimos de momento em tantos países, perante sondagens que apresentam valores assustadores para a intenção de voto na extrema-direita, a questão que está na ordem do dia é: que fazer? [Texto de Helena Araújo, em Berlim]
Esfregar sal na ferida
Tenho-me perguntado muitas vezes o que estará na origem da escolha do pior horror nazi como termo de comparação para o que Israel – ou o governo de Netanyahu – está a fazer em Gaza. De onde vem esta facilidade (talvez até: este prazer?) em dizer “Holocausto” quando falamos dos crimes cometidos por Israel? — uma reflexão de Helena Araújo
A revolta dos cidadãos com sentido de decência
Perante o avanço da extrema-direita populista que se tem vindo a consolidar na última década, a maioria silenciosa da Alemanha fez finalmente ouvir a sua voz. No passado fim-de-semana, mais de um milhão de pessoas saíram à rua para afirmar – alto e bom som, com todas as letras e com todas as cores – que querem ter uma sociedade aberta, com lugar para todos e para tudo, excepto para a banalização de discursos fascistóides. [Texto de Helena Araújo, Berlim]
A doença e a culpa
A culpa. Em Portugal aprende-se, desde a infância, “a culpa”. Uma culpa tem de ser atribuída. “A culpa não pode morrer solteira”, diz-se, alterando o provérbio. Surge quase sempre uma explicação que arruma, de preferência, o assunto. Infelizmente, mais que explicação, geralmente é uma opinião. De graça, não pedida, não reflectida, pouco discutida. (Inês Patrício, Berlim).
A Beleza e a Sobriedade
Ouvi Mujica, que passou mais de 10 anos preso numa solitária, 7 anos sem poder ler um livro. Tendo tido muito tempo para pensar, concluiu: “ou somos felizes com pouco, com pouca bagagem, pois a felicidade está dentro de nós, ou não conseguimos nada. “ Ele acrescentou, “Isto não é a apologia da pobreza, mas a apologia da sobriedade. (Inês Patrício, Berlim)
Uma linha apenas, invisível
Ligo a televisão. Leio o jornal. A notícia parece a mesma. Cada semana. Cada dia. Mas não é. São factos diferentes. Apenas parecidos. Na realidade, iguais. Tristemente idênticos. Os protagonistas são outros. As vítimas acumulam-se de cada vez. Uma destas...
Se o Evangelho não é migração, então é o quê?
Jornada extensa. Temporã. Três da manhã. Viagem longa. Escalas. Fuso horário. Reuniões à chegada. Demasiadas. Oito da noite. O cansaço a impor-se. A fome a acusar negligência. Ingredientes de sobra para encerrar o dia. Pausar. Parar mesmo. No entanto insuficientes para ignorar os relatos que começáramos a escutar.
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