Dossiês
Dossiês
Precisamos de nos ouvir (41) – Dina Pinto: Rostos que não vemos, ecos que não ouvimos
Olhamos ao nosso redor e nem sempre compreendemos que, embora nos cruzemos com rostos que não vemos e com ecos que não ouvimos, há em cada pessoa uma essência verdadeiramente extraordinária. A máscara como mediação, através da qual um Eu olha para o mistério de outro Eu, faz ressoar a verdadeira essência da vida em sociedade: por detrás de cada máscara, há um rosto a ser cuidado mas, ao mesmo tempo, uma grande batalha a ser vencida.
Precisamos de nos ouvir (40): Um texto escrito a quatro mãos
A pandemia alterou vários domínios das nossas vidas. No âmbito familiar e social a minha vivência não é, com certeza, diferente da coletiva e foi, e infelizmente continua a ser, marcada por um distanciamento doloroso.
Precisamos de nos ouvir (39) – Helena Valentim: Entre o absurdo e a melhor viagem
Nada como ser gráfico, para que nos restem muitas dúvidas sobre a justeza da forma como estamos a viver. Há dois mil anos, também o Nazareno precisou de procurar as palavras desenhando com o dedo no chão. O que desenhava ele diante do absurdo?
Precisamos de nos ouvir (38) – Tomás Sopas Bandeira: Apontamentos sobre um mundo indiferente a ele mesmo
O sofrimento não se mede por uma escala. Não há vidas mais e menos importantes. Mas não consigo negar o meu ensimesmamento diante de um mundo que me parece demasiado estranho. Venho de um país que vive numa bolha, de uma sociedade que desconhece o mundo em que habitamos. As campanhas de vacinação vão avançando em alguns países. Há quem levante a voz por uma distribuição global das vacinas mais igualitária. Mas quantos de nós em Portugal sequer ouvimos falar desse milhão de vidas que de um dia para o outro perderam tudo o que tinham?
Precisamos de nos ouvir (37) – Paulo Melo: Memória de meu Pai
O meu Pai era assim. Evitava as festas e encontros de sociedade, criava cumplicidades com aqueles, familiares ou amigos, de quem gostava. Cultivava uma indolência que não era necessariamente estéril e que, para mim, foi, neste segundo confinamento, motivo de reflexão e edificação. Num tempo em que a produtividade, a performance, o reconhecimento público são valores socialmente dominantes, reconheço no jeito de viver do meu Pai, com defeitos e manias, um desafio a reavaliar o que realmente conta na vida.
Precisamos de nos ouvir (36): Margarida Paulino: Teleterapia… ou telequalquer coisa
É incrível como num espaço de apenas um ano já adquirimos tantas competências informáticas e já temos a vivência de dois confinamentos e por isso uma experiência vasta em teletrabalho – no meu caso, teleterapia. Sou psicóloga e trabalho num Centro de Recursos para a Inclusão que presta apoio terapêutico a cerca de 300 crianças de vários agrupamentos do distrito de Lisboa.
Precisamos de nos ouvir (35) – Alice Caldeira Cabral: Desafio à desinstitucionalização e à esperança
Segundo a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, as pessoas com deficiência têm o direito de escolher com quem querem viver. A lei portuguesa tem que garantir esse direito, mas em Portugal não há, na prática, o direito à habitação, nem um acompanhamento das pessoas com deficiência que carecem de menos acompanhamento.
Precisamos de nos ouvir (34) – Joana e Andrea Rigato: Chegar ao lugar onde está o outro
Estamos por estes dias a passar o marco de um ano de pandemia, que nos levou ao limite. A maior dificuldade nesta fase da nossa vida, foi um desafio de muitas cabeças.
Precisamos de nos ouvir (33) – Emília Leitão: uma procura orante diante da pandemia
Desde muito cedo e em particular nesta última fase da pandemia, vivo, recorrentemente, habitada por esta imagem – Jesus a chorar diante de Jerusalém. No silêncio das cidades desertas ecoam gritos de sofrimentos.
Precisamos de nos ouvir (40): Um texto escrito a quatro mãos
A pandemia alterou vários domínios das nossas vidas. No âmbito familiar e social a minha vivência não é, com certeza, diferente da coletiva e foi, e infelizmente continua a ser, marcada por um distanciamento doloroso.
Precisamos de nos ouvir (39) – Helena Valentim: Entre o absurdo e a melhor viagem
Nada como ser gráfico, para que nos restem muitas dúvidas sobre a justeza da forma como estamos a viver. Há dois mil anos, também o Nazareno precisou de procurar as palavras desenhando com o dedo no chão. O que desenhava ele diante do absurdo?
Precisamos de nos ouvir (38) – Tomás Sopas Bandeira: Apontamentos sobre um mundo indiferente a ele mesmo
O sofrimento não se mede por uma escala. Não há vidas mais e menos importantes. Mas não consigo negar o meu ensimesmamento diante de um mundo que me parece demasiado estranho. Venho de um país que vive numa bolha, de uma sociedade que desconhece o mundo em que habitamos. As campanhas de vacinação vão avançando em alguns países. Há quem levante a voz por uma distribuição global das vacinas mais igualitária. Mas quantos de nós em Portugal sequer ouvimos falar desse milhão de vidas que de um dia para o outro perderam tudo o que tinham?
Precisamos de nos ouvir (37) – Paulo Melo: Memória de meu Pai
O meu Pai era assim. Evitava as festas e encontros de sociedade, criava cumplicidades com aqueles, familiares ou amigos, de quem gostava. Cultivava uma indolência que não era necessariamente estéril e que, para mim, foi, neste segundo confinamento, motivo de reflexão e edificação. Num tempo em que a produtividade, a performance, o reconhecimento público são valores socialmente dominantes, reconheço no jeito de viver do meu Pai, com defeitos e manias, um desafio a reavaliar o que realmente conta na vida.
Precisamos de nos ouvir (36): Margarida Paulino: Teleterapia… ou telequalquer coisa
É incrível como num espaço de apenas um ano já adquirimos tantas competências informáticas e já temos a vivência de dois confinamentos e por isso uma experiência vasta em teletrabalho – no meu caso, teleterapia. Sou psicóloga e trabalho num Centro de Recursos para a Inclusão que presta apoio terapêutico a cerca de 300 crianças de vários agrupamentos do distrito de Lisboa.
Precisamos de nos ouvir (35) – Alice Caldeira Cabral: Desafio à desinstitucionalização e à esperança
Segundo a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, as pessoas com deficiência têm o direito de escolher com quem querem viver. A lei portuguesa tem que garantir esse direito, mas em Portugal não há, na prática, o direito à habitação, nem um acompanhamento das pessoas com deficiência que carecem de menos acompanhamento.
Precisamos de nos ouvir (34) – Joana e Andrea Rigato: Chegar ao lugar onde está o outro
Estamos por estes dias a passar o marco de um ano de pandemia, que nos levou ao limite. A maior dificuldade nesta fase da nossa vida, foi um desafio de muitas cabeças.
Precisamos de nos ouvir (33) – Emília Leitão: uma procura orante diante da pandemia
Desde muito cedo e em particular nesta última fase da pandemia, vivo, recorrentemente, habitada por esta imagem – Jesus a chorar diante de Jerusalém. No silêncio das cidades desertas ecoam gritos de sofrimentos.
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