Dossiês
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Documentos inéditos
Investigação internacional revela que Vaticano encobriu ainda mais abusos do que se pensava
Que a Igreja ocultou durante décadas casos de pedofilia no seu seio não é propriamente novidade. Mas “a responsabilidade do Vaticano pelos abusos sexuais é significativamente maior do que se pensava anteriormente”, revela investigação internacional.
Por todo o país
Grupo Vita inicia ações de formação dentro e fora da Igreja
Depois de ter reunido com inúmeras entidades, desde o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) à Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), passando pela Ordem dos Advogados ou a Direção Geral da Educação, o Grupo Vita – criado em abril pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) – deu já início às primeiras ações de sensibilização e formação sobre o cuidado de menores e adultos vulneráveis, tendo como principal objetivo prevenir situações de abusos. A partir de setembro, muitas mais se seguirão.
Na diocese de Lisboa
Catequistas terão de apresentar registo criminal “limpo”
O procedimento já é seguido pelo Corpo Nacional de Escutas para os seus dirigentes há mais de dez anos e a partir de agora será adotado pelo Patriarcado de Lisboa: todos aqueles que queiram dar catequese nas 18 vigararias da diocese serão obrigados a apresentar registo criminal “limpo”.
Relatório chocante publicado em França
Responsabilidades sistémicas da Igreja numa “cultura de abusos”
Morreu em 2006, com 93 anos. E, como se costuma dizer em meios católicos, “em odor de santidade”. As suas obras e a veneração de tanta gente pelo seu exemplo abriam eventualmente a possibilidade do processo de beatificação. Afinal, não passava de um escroque, do ponto de vista moral e, sabe-se agora, foi ao longo de décadas, um abusador moral e sexual de largas dezenas de religiosos e religiosas. O seu nome: Marie-Dominique Philippe. O jornal Religion Digital chama-lhe “o Maciel francês”.
Diocese de Knoxville
Grupos de defesa de vítimas criticam Vaticano por não divulgar razões da aceitação da renúncia do bispo
O Vaticano fez mal em “aceitar o pedido de renúncia” do bispo de Knoxville (Tennesse, EUA), Richard Stika, “em vez de o ter removido do seu cargo, acusando-o de crimes canónicos”, refere um comunicado divulgado pelo Awake Milwaukee, um grupo católico de defesa das vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica, no próprio dia 27 de junho em que o Vaticano tornou pública aquela decisão.
Primeiro mês de trabalho
Grupo Vita vai enviar 23 novas denúncias de abusos aos bispos e Ministério Público
O Grupo Vita, criado pela hierarquia católica, mas com autonomia de funcionamento, para receber queixas de abusos, irá enviar esta semana, aos bispos e responsáveis de institutos religiosos os elementos de 23 novas denúncias contra padres acusados de abusos sexuais. “Apesar dos relatos serem de acontecimentos ocorridos há dezenas de anos, os sacerdotes estão todos no ativo e estão a ser sinalizados”, disse a responsável do Vita, Rute Agulhas.
Um padre abusado na infância
“Não me lembro de ter decidido calar-me: a palavra não aflorou”
Tomei a decisão de escrever ao bispo de Verdun para informá-lo deste padre pedófilo, na sua diocese. Não o fiz sem hesitação. Embora um jesuíta de confiança me tivesse aconselhado a não remexer em tudo isto, senti fortemente, pelo contrário, que tinha de falar. Tomei a decisão num espaço de silêncio, esmagado, mas não derrotado.
O autor e a obra de arte
Sem nunca minimizar o efeito nefasto do inaceitável comportamento sexual de que é acusado o padre Rupnik, parece-me que se deve manter a obra estritamente separada do autor. Não é a bondade ou maldade do autor que torna a obra de arte boa ou má. — a opinião de Jorge Paulo
Reunidos em Roma
Especialistas esperam que o Sínodo contribua para prevenir abusos
O potencial do Sínodo sobre a Sinodalidade para reformar as estruturas de poder e promover o diálogo no interior da Igreja Católica pode ser um forte contributo para “melhorar a prevenção dos abusos” e “aumentar a responsabilização” das estruturas eclesiais, concluíram mais de 200 especialista em prevenção de abusos reunidos em Roma entre 19 e 22 de junho.
Por todo o país
Grupo Vita inicia ações de formação dentro e fora da Igreja
Depois de ter reunido com inúmeras entidades, desde o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) à Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), passando pela Ordem dos Advogados ou a Direção Geral da Educação, o Grupo Vita – criado em abril pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) – deu já início às primeiras ações de sensibilização e formação sobre o cuidado de menores e adultos vulneráveis, tendo como principal objetivo prevenir situações de abusos. A partir de setembro, muitas mais se seguirão.
Na diocese de Lisboa
Catequistas terão de apresentar registo criminal “limpo”
O procedimento já é seguido pelo Corpo Nacional de Escutas para os seus dirigentes há mais de dez anos e a partir de agora será adotado pelo Patriarcado de Lisboa: todos aqueles que queiram dar catequese nas 18 vigararias da diocese serão obrigados a apresentar registo criminal “limpo”.
Relatório chocante publicado em França
Responsabilidades sistémicas da Igreja numa “cultura de abusos”
Morreu em 2006, com 93 anos. E, como se costuma dizer em meios católicos, “em odor de santidade”. As suas obras e a veneração de tanta gente pelo seu exemplo abriam eventualmente a possibilidade do processo de beatificação. Afinal, não passava de um escroque, do ponto de vista moral e, sabe-se agora, foi ao longo de décadas, um abusador moral e sexual de largas dezenas de religiosos e religiosas. O seu nome: Marie-Dominique Philippe. O jornal Religion Digital chama-lhe “o Maciel francês”.
Diocese de Knoxville
Grupos de defesa de vítimas criticam Vaticano por não divulgar razões da aceitação da renúncia do bispo
O Vaticano fez mal em “aceitar o pedido de renúncia” do bispo de Knoxville (Tennesse, EUA), Richard Stika, “em vez de o ter removido do seu cargo, acusando-o de crimes canónicos”, refere um comunicado divulgado pelo Awake Milwaukee, um grupo católico de defesa das vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica, no próprio dia 27 de junho em que o Vaticano tornou pública aquela decisão.
Primeiro mês de trabalho
Grupo Vita vai enviar 23 novas denúncias de abusos aos bispos e Ministério Público
O Grupo Vita, criado pela hierarquia católica, mas com autonomia de funcionamento, para receber queixas de abusos, irá enviar esta semana, aos bispos e responsáveis de institutos religiosos os elementos de 23 novas denúncias contra padres acusados de abusos sexuais. “Apesar dos relatos serem de acontecimentos ocorridos há dezenas de anos, os sacerdotes estão todos no ativo e estão a ser sinalizados”, disse a responsável do Vita, Rute Agulhas.
Um padre abusado na infância
“Não me lembro de ter decidido calar-me: a palavra não aflorou”
Tomei a decisão de escrever ao bispo de Verdun para informá-lo deste padre pedófilo, na sua diocese. Não o fiz sem hesitação. Embora um jesuíta de confiança me tivesse aconselhado a não remexer em tudo isto, senti fortemente, pelo contrário, que tinha de falar. Tomei a decisão num espaço de silêncio, esmagado, mas não derrotado.
O autor e a obra de arte
Sem nunca minimizar o efeito nefasto do inaceitável comportamento sexual de que é acusado o padre Rupnik, parece-me que se deve manter a obra estritamente separada do autor. Não é a bondade ou maldade do autor que torna a obra de arte boa ou má. — a opinião de Jorge Paulo
Reunidos em Roma
Especialistas esperam que o Sínodo contribua para prevenir abusos
O potencial do Sínodo sobre a Sinodalidade para reformar as estruturas de poder e promover o diálogo no interior da Igreja Católica pode ser um forte contributo para “melhorar a prevenção dos abusos” e “aumentar a responsabilização” das estruturas eclesiais, concluíram mais de 200 especialista em prevenção de abusos reunidos em Roma entre 19 e 22 de junho.
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