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Os abusos contados na primeira pessoa

Relatório dá "voz ao silêncio"

Os abusos contados na primeira pessoa

O relatório final apresentado esta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que revelou que pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos na Igreja entre 1950 e 2022, inclui os testemunhos de muitas delas. Partilhamos na íntegra as sete histórias, contadas na primeira pessoa, cujos resumos foram lidos pelos sociólogos Ana Nunes de Almeida e Vasco Ramos, durante a sessão de apresentação do documento. 

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

Relatório sobre abusos

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

“Foi um passo importante, que ajuda a uma maior consciencialização do problema”, diz Alice (nome fictício), sobrevivente de abusos que criou o site Coração Silenciado, dedicado a vítimas de violência sexual na Igreja. Alice reagiu desta forma ao relatório da Comissão Independente (CI) que estudou esta realidade na Igreja Católica em Portugal, apresentado nesta segunda-feira em Lisboa.

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Primeira reacção dos bispos

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Os abusos sexuais cometidos por membros do clero português são “crimes que podem ter estado na origem de dramas e sofrimentos incomensuráveis que marcaram vidas inteiras”, é “uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP, José Ornelas, na primeira declaração acerca do relatório sobre os Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Padre Zollner, do Vaticano:

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Por detrás dos números que nesta segunda-feira foram apresentados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, “há vidas individuais”, há “um coração ferido, uma história de família ferida, há certamente muito que é preciso curar”, disse o padre jesuíta alemão Hans Zollner, membro da Comissão de Protecção de Menores, do Vaticano, e responsável do Instituto de Antropologia da Universidade Gregoriana.

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

Relatório apresentado esta segunda, em Lisboa

Testemunho de uma vítima de abuso ao 7M: “Não precisamos que nos julguem, precisamos de apoio”

O que Alice (nome fictício) gostaria era que os bispos católicos promovessem, a partir de agora, “ambientes seguros e de ajuda” para as vítimas de abuso sexual por parte de membros do clero, com uma estrutura destinada a acolher novas eventuais denúncias e capaz de dar “apoio psicológico, perguntando a cada vítima o que precisa e o que pode ser feito: não precisamos que nos julguem, precisamos de apoio”.

Os abusos contados na primeira pessoa

Relatório dá "voz ao silêncio"

Os abusos contados na primeira pessoa

O relatório final apresentado esta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que revelou que pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos na Igreja entre 1950 e 2022, inclui os testemunhos de muitas delas. Partilhamos na íntegra as sete histórias, contadas na primeira pessoa, cujos resumos foram lidos pelos sociólogos Ana Nunes de Almeida e Vasco Ramos, durante a sessão de apresentação do documento. 

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

Relatório sobre abusos

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“Foi um passo importante, que ajuda a uma maior consciencialização do problema”, diz Alice (nome fictício), sobrevivente de abusos que criou o site Coração Silenciado, dedicado a vítimas de violência sexual na Igreja. Alice reagiu desta forma ao relatório da Comissão Independente (CI) que estudou esta realidade na Igreja Católica em Portugal, apresentado nesta segunda-feira em Lisboa.

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Primeira reacção dos bispos

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Os abusos sexuais cometidos por membros do clero português são “crimes que podem ter estado na origem de dramas e sofrimentos incomensuráveis que marcaram vidas inteiras”, é “uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP, José Ornelas, na primeira declaração acerca do relatório sobre os Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Padre Zollner, do Vaticano:

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Por detrás dos números que nesta segunda-feira foram apresentados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, “há vidas individuais”, há “um coração ferido, uma história de família ferida, há certamente muito que é preciso curar”, disse o padre jesuíta alemão Hans Zollner, membro da Comissão de Protecção de Menores, do Vaticano, e responsável do Instituto de Antropologia da Universidade Gregoriana.

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Relatório apresentado esta segunda, em Lisboa

Testemunho de uma vítima de abuso ao 7M: “Não precisamos que nos julguem, precisamos de apoio”

O que Alice (nome fictício) gostaria era que os bispos católicos promovessem, a partir de agora, “ambientes seguros e de ajuda” para as vítimas de abuso sexual por parte de membros do clero, com uma estrutura destinada a acolher novas eventuais denúncias e capaz de dar “apoio psicológico, perguntando a cada vítima o que precisa e o que pode ser feito: não precisamos que nos julguem, precisamos de apoio”.

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