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“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Curtas de Vila do Conde

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Um silêncio gélido atravessou a sala quando começou Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais, cineasta, nome cimeiro do documentarismo mundial. As imagens traduzem o horror do extermínio nazi e uma voz off vai relatando a barbárie de milhões de judeus em Auschwitz e Majdanek. A guerra terminou em 1945, ou seja, 10 anos antes de Resnais produzir o filme e as imagens de rostos esqueléticos à beira da morte terem sido recolhidas pelos repórteres de guerra dos exércitos aliados após a libertação dos campos. E, no entanto, após a barbárie, será que o tempo varreu tudo e já só resta a memória?

Sou uma mulher comum, mas estou viva

Sou uma mulher comum, mas estou viva

  Alivia-me o facto de saber que sou uma mulher comum... uma daquelas cuja submissão à normalidade alegra. Sou uma mulher comum, “Ah, que alívio!”... Sou uma mulher comum dentro de casa e dentro da vida... lavo a loiça e a roupa, zango-me com a minha filha por...

Luz e negrume

Luz e negrume

As obras de Pedro Costa, cineasta, Rui Chafes, escultor, e Paulo Nozolino, fotógrafo, e de Simon Hantaï, artista plástico, estão expostas em Paris, respectivamente no Centre Georges Pompidou e na Fundação Louis Vitton. Um autor, identificado como Anonymous, estabelece com elas um diálogo em dois poemas traduzidos por João Paulo Costa, investigador na área de filosofia e autor de À sombra do invisível (Documenta, 2020).

Uma exposição que é prova do poder dos Museus

Para ver em Coimbra

Uma exposição que é prova do poder dos Museus

A exposição Resgatar a Ordem iconografias [s]em reserva[s], patente no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, até ao próximo dia 19, é motivo mais do que suficiente para uma visita àquele espaço museológico, e à cidade do Mondego, num dos próximos dois fins de semana, ainda por cima prolongados.

Paula Rego e os quadros de Belém

Ciclo da Natividade

Paula Rego e os quadros de Belém

No espaço do antigo oratório do Palácio de Belém, a imaginação criativa de Paula Rego (1935-2022) recontou as histórias de Maria de Nazaré, em oito quadradinhos [54×52 cm]. São imagens que necessitam de contemplação, de que deixemos pousar o nosso olhar nos quadros até sermos surpreendidos pela visão das pinturas sobre nós.

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Curtas de Vila do Conde

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