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Artigos de Dina Matos Ferreira
As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

No dia que a Igreja Católica Romana celebra liturgicamente Santa Teresa de Ávila (no passado dia 15 de outubro), o Papa Francisco deu ao mundo uma exortação apostólica denominada C’est la Confiance (“É a confiança”), por ocasião do 150º aniversário do nascimento de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, que considera ser “um fruto maduro da reforma do Carmelo” (nº 4). (Dina Matos Ferreira)

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

O descanso como princípio de eternidade

A época revela-nos o cansaço, próprio e alheio. O cansaço da rotina, de todos os pesos que levamos sem nos apercebermos e sem questionarmos, e que, a dada altura, são tão pesados que nos fazem doer os ossos e a alma. “Vinde aqui e descansai um pouco” (Marcos 6, 31), diz Jesus.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Sou porventura o guarda do meu irmão?

O pequeníssimo relato do primeiro homicídio da humanidade dado pelos livros sagrados é entre irmãos. Vale a pena ler com detalhe aquelas poucas linhas aos olhos de hoje, vendo que tudo começa porque aparentemente Deus olha com benignidade para a oferta de Abel, mas não olha com benignidade para a oferta de Caim (Génesis 4, 2-10).

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

A vida por inteiro, uma ode ao amor de Deus

É difícil descortinar Deus na vida toda: a que nos agrada e a que não nos agrada, a que nos edifica e a que nos abate, a que entendemos e a que nos lança na escuridão. Todos os dias vivemos muitos momentos que nos atiram para tudo isso, e só não percebemos estas nuances se não as quisermos ver. É fácil encontrarmos Deus quando a vida corre bem: tudo encaixa, os nossos talentos estão à vista e vão crescendo, somos reconhecidos, acordamos com vontade para novos dias, que vão ser cheios de coisas boas, previsíveis nas suas causas e nos seus efeitos.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Aqueles 12 – ou como a unidade é possível

Não precisamos de nos deter imenso sobre as escolhas de Jesus para percebermos que havia ali muito potencial de discórdia. O cobrador de impostos Mateus, a soldo dos romanos, e o agitador Simão (Zelota) que os queria derrubar. Natanael que vinha de Canã e descredibilizou Jesus antes ainda de o conhecer. Vários pescadores de empresas diferentes, concorrentes, onde havia muito mau feitio (Tiago e João eram “filhos do Trovão”). Iscariotes foi quem ficou com a bolsa, mas o perito em contas era Mateus…

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Na ressaca da abundância

Fruir é o verbo do presente e andamos pelo mundo atrás de abundâncias: de coisas, de experiências, de bem-estar e de divertimentos, cada vez mais sofisticados e inacessíveis. Vivemos como se a felicidade estivesse fora de nós, nas coisas que corremos para comprar, nas pessoas com quem estamos, nas experiências que vivemos.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Peritos em Deus, ou como o conhecimento destrói o Mistério

É curioso como muitas das cisões entre os religiosos partiram e partem dos que se consideram mais próximos de Deus, por praticarem uma religião mais pura. Os peritos em Deus correm o sério risco e O desfigurarem, porque O capturam e porque se fecham aos Seus sinais, à sua volta e nos outros.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

O melhor seria

Tive três filhos e perdi quatro. Por um deles, que não sobreviveu in utero, fui levada para uma ala da maternidade onde havia mulheres com os seus filhos, já nascidos ou prestes a nascer. Havia uma outra ala, a de quem estava para abortar.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

No dia que a Igreja Católica Romana celebra liturgicamente Santa Teresa de Ávila (no passado dia 15 de outubro), o Papa Francisco deu ao mundo uma exortação apostólica denominada C’est la Confiance (“É a confiança”), por ocasião do 150º aniversário do nascimento de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, que considera ser “um fruto maduro da reforma do Carmelo” (nº 4). (Dina Matos Ferreira)

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

O descanso como princípio de eternidade

A época revela-nos o cansaço, próprio e alheio. O cansaço da rotina, de todos os pesos que levamos sem nos apercebermos e sem questionarmos, e que, a dada altura, são tão pesados que nos fazem doer os ossos e a alma. “Vinde aqui e descansai um pouco” (Marcos 6, 31), diz Jesus.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Sou porventura o guarda do meu irmão?

O pequeníssimo relato do primeiro homicídio da humanidade dado pelos livros sagrados é entre irmãos. Vale a pena ler com detalhe aquelas poucas linhas aos olhos de hoje, vendo que tudo começa porque aparentemente Deus olha com benignidade para a oferta de Abel, mas não olha com benignidade para a oferta de Caim (Génesis 4, 2-10).

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

A vida por inteiro, uma ode ao amor de Deus

É difícil descortinar Deus na vida toda: a que nos agrada e a que não nos agrada, a que nos edifica e a que nos abate, a que entendemos e a que nos lança na escuridão. Todos os dias vivemos muitos momentos que nos atiram para tudo isso, e só não percebemos estas nuances se não as quisermos ver. É fácil encontrarmos Deus quando a vida corre bem: tudo encaixa, os nossos talentos estão à vista e vão crescendo, somos reconhecidos, acordamos com vontade para novos dias, que vão ser cheios de coisas boas, previsíveis nas suas causas e nos seus efeitos.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Aqueles 12 – ou como a unidade é possível

Não precisamos de nos deter imenso sobre as escolhas de Jesus para percebermos que havia ali muito potencial de discórdia. O cobrador de impostos Mateus, a soldo dos romanos, e o agitador Simão (Zelota) que os queria derrubar. Natanael que vinha de Canã e descredibilizou Jesus antes ainda de o conhecer. Vários pescadores de empresas diferentes, concorrentes, onde havia muito mau feitio (Tiago e João eram “filhos do Trovão”). Iscariotes foi quem ficou com a bolsa, mas o perito em contas era Mateus…

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Na ressaca da abundância

Fruir é o verbo do presente e andamos pelo mundo atrás de abundâncias: de coisas, de experiências, de bem-estar e de divertimentos, cada vez mais sofisticados e inacessíveis. Vivemos como se a felicidade estivesse fora de nós, nas coisas que corremos para comprar, nas pessoas com quem estamos, nas experiências que vivemos.

As preferências de Francisco – “C’est la confiance”

Peritos em Deus, ou como o conhecimento destrói o Mistério

É curioso como muitas das cisões entre os religiosos partiram e partem dos que se consideram mais próximos de Deus, por praticarem uma religião mais pura. Os peritos em Deus correm o sério risco e O desfigurarem, porque O capturam e porque se fecham aos Seus sinais, à sua volta e nos outros.

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O melhor seria

Tive três filhos e perdi quatro. Por um deles, que não sobreviveu in utero, fui levada para uma ala da maternidade onde havia mulheres com os seus filhos, já nascidos ou prestes a nascer. Havia uma outra ala, a de quem estava para abortar.

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