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Artigos de Dina Matos Ferreira
Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros, o amor passional, e ágape, o amor sacrificial, continuam em batalha campal nas nossas vidas, como se não fosse possível juntá-los à mesma mesa, que é como quem diz, assumi-los por inteiro e integrá-los a ambos no leque dos bons amigos. A confusão radica nas dualidades que somos propensos a fazer, dividindo o que está destinado a ser junto e atribuindo dísticos de “bom” e “mau” a realidades que se limitam a ser.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Desamores, dores e redenção

Habituamo-nos a tudo na vida, até a ter a alma em frangalhos, cheia de dores, pisaduras, feridas novas e velhas, algumas ainda com sangue a jorrar. Como são dores na alma, não sabemos o que fazer com elas e vamo-las mascarando com distrações várias, pecúlios, alegrias breves e ilusões de felicidade, numa superficialidade tão mais evidente quanto mais fundo é o abismo que levamos dentro.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Viver é Cristo, morrer é lucro

Tantos milénios soma a humanidade e a morte continua envolta numa densa névoa, como se não fosse um dos poucos factos de que podemos estar certos enquanto vivemos, para os outros e para nós próprios. Estranhamente, a morbidez escura e em surdina com que se vive o momento da morte e os que se lhe seguem alastra para todos os ambientes, incluindo os cristãos, como se não houvesse forma de contornar o politicamente correto negro de cara, veste e alma.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Do tudo ao nada – o caminho necessário

Ao longo da sua itinerância, os crentes podem apresentar-se diante de Deus de duas formas: com as mãos cheias de méritos, esforços e conquistas ou com as mãos simplesmente vazias. Na génese das duas atitudes estão corações ávidos e comprometidos com Deus; o que varia é o modo e o modo pode fazer muita diferença. Penso que em geral todos começamos com grandes ímpetos de “acumulação”.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Por que estais com tanto medo, homens de pouca fé?

O crescimento pessoal e da humanidade não se dão numa linha contínua, mas costumam acontecer abruptamente, com “saltos” que nos levam para o nível seguinte: verifica-se nas eras da história humana e acontece na vida de cada um de nós. Cada uma dessas etapas é normalmente precedida por crises, sofrimentos e, não raramente, confrontos decisivos. São os tempos dos labirintos e das escolhas difíceis – porque sabemos que, no que quer que escolhamos, outros caminhos ficam para trás.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

A Paz é uma conquista interior

Costumamos inaugurar os anos com desejos de paz, o primeiro dia do ano é o Dia Mundial da Paz. Falamos de paz como se ela dependesse apenas ou predominantemente de fatores externos. Raramente nos questionamos como é o ambiente de paz dentro de nós e como podemos ser construtores da paz, cada dia, cada hora, cada minuto que vivemos. Porque, na verdade, sem essa paz conquistada sobre nós mesmos jamais conseguiremos ser construtores de paz no mundo.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Entre a Terra e o Céu

Toda a realidade clama a glória de Deus – as pedras da calçada, a natureza inteira e todas as criaturas. Depois da vinda de Cristo, o reino de Deus está efetivamente próximo. Não se trata apenas de uma proximidade temporal (no entendimento de que, perante a eternidade, o tempo é nada). Trata-se, sim, de uma proximidade espacial – o Reino já está no meio de nós, está em nós.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Reaprender a conjugar o “Nós” – A importância de sermos Povo

De facto, muito facilmente caímos nos particularismos do Eu e esquecemos que, perante Deus, somos essencialmente Povo. É como Povo que o próprio Deus gosta de nos olhar, apesar de conhecer o coração de cada um de nós melhor do que nós mesmos. Mas é como “nós” e não como “eu”, que nos apresenta a atitude correta perante Ele.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros, o amor passional, e ágape, o amor sacrificial, continuam em batalha campal nas nossas vidas, como se não fosse possível juntá-los à mesma mesa, que é como quem diz, assumi-los por inteiro e integrá-los a ambos no leque dos bons amigos. A confusão radica nas dualidades que somos propensos a fazer, dividindo o que está destinado a ser junto e atribuindo dísticos de “bom” e “mau” a realidades que se limitam a ser.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Desamores, dores e redenção

Habituamo-nos a tudo na vida, até a ter a alma em frangalhos, cheia de dores, pisaduras, feridas novas e velhas, algumas ainda com sangue a jorrar. Como são dores na alma, não sabemos o que fazer com elas e vamo-las mascarando com distrações várias, pecúlios, alegrias breves e ilusões de felicidade, numa superficialidade tão mais evidente quanto mais fundo é o abismo que levamos dentro.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Viver é Cristo, morrer é lucro

Tantos milénios soma a humanidade e a morte continua envolta numa densa névoa, como se não fosse um dos poucos factos de que podemos estar certos enquanto vivemos, para os outros e para nós próprios. Estranhamente, a morbidez escura e em surdina com que se vive o momento da morte e os que se lhe seguem alastra para todos os ambientes, incluindo os cristãos, como se não houvesse forma de contornar o politicamente correto negro de cara, veste e alma.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Do tudo ao nada – o caminho necessário

Ao longo da sua itinerância, os crentes podem apresentar-se diante de Deus de duas formas: com as mãos cheias de méritos, esforços e conquistas ou com as mãos simplesmente vazias. Na génese das duas atitudes estão corações ávidos e comprometidos com Deus; o que varia é o modo e o modo pode fazer muita diferença. Penso que em geral todos começamos com grandes ímpetos de “acumulação”.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Por que estais com tanto medo, homens de pouca fé?

O crescimento pessoal e da humanidade não se dão numa linha contínua, mas costumam acontecer abruptamente, com “saltos” que nos levam para o nível seguinte: verifica-se nas eras da história humana e acontece na vida de cada um de nós. Cada uma dessas etapas é normalmente precedida por crises, sofrimentos e, não raramente, confrontos decisivos. São os tempos dos labirintos e das escolhas difíceis – porque sabemos que, no que quer que escolhamos, outros caminhos ficam para trás.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

A Paz é uma conquista interior

Costumamos inaugurar os anos com desejos de paz, o primeiro dia do ano é o Dia Mundial da Paz. Falamos de paz como se ela dependesse apenas ou predominantemente de fatores externos. Raramente nos questionamos como é o ambiente de paz dentro de nós e como podemos ser construtores da paz, cada dia, cada hora, cada minuto que vivemos. Porque, na verdade, sem essa paz conquistada sobre nós mesmos jamais conseguiremos ser construtores de paz no mundo.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Entre a Terra e o Céu

Toda a realidade clama a glória de Deus – as pedras da calçada, a natureza inteira e todas as criaturas. Depois da vinda de Cristo, o reino de Deus está efetivamente próximo. Não se trata apenas de uma proximidade temporal (no entendimento de que, perante a eternidade, o tempo é nada). Trata-se, sim, de uma proximidade espacial – o Reino já está no meio de nós, está em nós.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Reaprender a conjugar o “Nós” – A importância de sermos Povo

De facto, muito facilmente caímos nos particularismos do Eu e esquecemos que, perante Deus, somos essencialmente Povo. É como Povo que o próprio Deus gosta de nos olhar, apesar de conhecer o coração de cada um de nós melhor do que nós mesmos. Mas é como “nós” e não como “eu”, que nos apresenta a atitude correta perante Ele.

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