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Artigos de José Brissos-Lino
Falemos de censura

Falemos de censura

De momento existem duas novas formas de censura que têm sido profusamente utilizadas, mesmo nos países de regime democrático. A primeira delas é o excesso de informação irrelevante. Segundo Yuval Noah Harari: “No passado, a censura funcionava através da interrupção do fluxo de informação. No século XXI essa censura funciona através do excesso de informações irrelevantes fornecidas às pessoas” (Homo Deus, Elsinore, 2017).

Falemos de censura

Teologia da prosperidade: uma aberração capitalista

A teologia da prosperidade é uma aberração capitalista. A ideia de que Deus tem casas com piscina, aviões particulares e outras mordomias para distribuir a granel é um insulto ao evangelho, que é centrado no Ser e não no Ter, essa tara dos nossos dias. É sobretudo um insulto aos pobres, os quais Jesus declarou que sempre existirão: “Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” (João 12:8).

Falemos de censura

Esta crise das lideranças é dramática

Mesmo na velha Europa o que vemos são indivíduos muito pequeninos, em dívida para com a ética política, a moral pessoal e desprovidos de sentido de estado. A corrupção ronda estas figuras e contam-se pelos dedos das mãos as que conseguem manter uma postura decente. Temos ainda os grupos extremistas de direita e de esquerda que ameaçam os regimes democráticos, os quais por sua vez se vão deixando colapsar aos poucos por dentro.

Falemos de censura

A dialéctica do racismo

Qualquer pessoa de boa-fé reconhece a existência de um racismo estrutural na sociedade portuguesa. Negá-lo é pretender negar uma evidência. Por que razão um homem branco de 70 anos, se falar com um outro homem branco, de 40 anos, o trata por você, mas se se dirigir a um negro da mesma idade já o trata por tu?

Falemos de censura

O princípio da incerteza

O sector da saúde também está na expectativa, sem saber quando virá uma segunda vaga da pandemia ou se ela chegará mesmo. Os meios religiosos vão mantendo os serviços de forma condicional, mas sem saber por quanto tempo ou o que virá. No fundo, todos os sectores da economia e da sociedade estão pendentes do que vier a suceder nos tempos mais próximos, da banca aos seguros, da indústria à agricultura e pescas, da educação à saúde e às religiões, e em tudo quanto diz respeito às famílias e aos indivíduos.

Falemos de censura

Das notícias de Bob Dylan aos heróis

Em tempos que já lá vão, quando um desgraçado trazia uma má notícia ao rei corria um sério risco de ser executado. Matar o mensageiro era uma forma de exorcizar o mal. Agora as coisas viraram do avesso e as pessoas assumiram uma postura colectiva de tipo masoquista, em que gostam de premiar quem lhe traga as piores notícias. Se não fosse assim não existiriam tablóides e jornalismo de sarjeta.

Falemos de censura

Da Amália à religião do Fado

Já se sabe que os cépticos acharão que a perspectiva religiosa do fado será um disparate, e os fanáticos da religião dirão o mesmo, mas por outras razões. Uns porque pretendem remeter a fé para o submundo da sociedade e outros porque temem a dessacralização da expressão do sagrado e se pensam proprietários privilegiados da fé cristã. Mas para o universo do fado nem uns nem outros contam lá muito.

Falemos de censura

Memórias do Levante

À ideia da raça superior sucedeu a ideia da cultura superior, quase tão maléfica como aquela. E escravizar os seres humanos “inferiores” deu lugar a desvalorizar ou mesmo destruir as culturas “inferiores”. O resultado é que, se ninguém ganhou com isso, a verdade é que a humanidade perdeu e muito

Falemos de censura

Falemos de censura

De momento existem duas novas formas de censura que têm sido profusamente utilizadas, mesmo nos países de regime democrático. A primeira delas é o excesso de informação irrelevante. Segundo Yuval Noah Harari: “No passado, a censura funcionava através da interrupção do fluxo de informação. No século XXI essa censura funciona através do excesso de informações irrelevantes fornecidas às pessoas” (Homo Deus, Elsinore, 2017).

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A teologia da prosperidade é uma aberração capitalista. A ideia de que Deus tem casas com piscina, aviões particulares e outras mordomias para distribuir a granel é um insulto ao evangelho, que é centrado no Ser e não no Ter, essa tara dos nossos dias. É sobretudo um insulto aos pobres, os quais Jesus declarou que sempre existirão: “Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” (João 12:8).

Falemos de censura

Esta crise das lideranças é dramática

Mesmo na velha Europa o que vemos são indivíduos muito pequeninos, em dívida para com a ética política, a moral pessoal e desprovidos de sentido de estado. A corrupção ronda estas figuras e contam-se pelos dedos das mãos as que conseguem manter uma postura decente. Temos ainda os grupos extremistas de direita e de esquerda que ameaçam os regimes democráticos, os quais por sua vez se vão deixando colapsar aos poucos por dentro.

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A dialéctica do racismo

Qualquer pessoa de boa-fé reconhece a existência de um racismo estrutural na sociedade portuguesa. Negá-lo é pretender negar uma evidência. Por que razão um homem branco de 70 anos, se falar com um outro homem branco, de 40 anos, o trata por você, mas se se dirigir a um negro da mesma idade já o trata por tu?

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O sector da saúde também está na expectativa, sem saber quando virá uma segunda vaga da pandemia ou se ela chegará mesmo. Os meios religiosos vão mantendo os serviços de forma condicional, mas sem saber por quanto tempo ou o que virá. No fundo, todos os sectores da economia e da sociedade estão pendentes do que vier a suceder nos tempos mais próximos, da banca aos seguros, da indústria à agricultura e pescas, da educação à saúde e às religiões, e em tudo quanto diz respeito às famílias e aos indivíduos.

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Em tempos que já lá vão, quando um desgraçado trazia uma má notícia ao rei corria um sério risco de ser executado. Matar o mensageiro era uma forma de exorcizar o mal. Agora as coisas viraram do avesso e as pessoas assumiram uma postura colectiva de tipo masoquista, em que gostam de premiar quem lhe traga as piores notícias. Se não fosse assim não existiriam tablóides e jornalismo de sarjeta.

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“Estás tão bem para a idade!”

[Lugar (in)comum]

“Estás tão bem para a idade!”

“O envelhecimento passou a ser um exame contínuo, em que a nota de passagem é parecer ter, no mínimo, menos dez anos. E quem falha o teste – quem ganha rugas, assume os cabelos brancos, ajusta o tom da voz ou desacelera o ritmo – é visto como desleixado, como se envelhecer não fosse a consequência lógica de estar vivo.” [Texto de Júlia Costa]

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