Luísa Ribeiro Ferreira

Que memórias guardamos da pandemia?

Nas margens da Filosofia (XXIX)   “Esquecer (…) é desprender-se da carga entorpecedora do desnecessário.” Antonio Muñoz Molina[1]   No livro X das Confissões, Santo Agostinho fala-nos da memória e sobre ela escreve: “Dirijo-me para as planícies e os vastos palácios da memória, onde estão tesouros de inumeráveis imagens...

Um livro que nos ajuda a resistir

Nas margens da Filosofia (XXVIII)   Um dos aspectos positivos (se é que os há) desta pandemia é o facto de termos tempo para ler, escrever e pensar sem o stress habitual. E um dos livros que mais apreciei enquanto confinada foi A Resistência Íntima. Ensaio de uma filosofia da proximidade, de Josep Maria Esquirol.[1] No prefácio que escreveu para...

Um Natal sem Herodes

  Não vou falar do Natal da minha infância, quando tinha pais e avós. Refiro-me ao Natal de hoje em que essa geração já não existe e somos nós agora os pais e os avós. A família foi crescendo (ou, realisticamente falando, envelhecendo) e o grupo restrito aumentou, ficando cada vez maior. Transformados em avós e a geração abaixo em pais,...

Uma nova normalidade

Nas margens da filosofia (XXVI) Nestes tempos de confinamento somos em grande parte privados da convivência social. Mas a convivência com outro tipo de amigos não foi, felizmente, afectada – estão neste caso os escritores e os filósofos. Embora sempre fizessem parte integrante das nossas vidas, a sua presença intensificou-se nestes meses,...

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