Passou Junho, mês em que, em Lisboa, houve três feriados no espaço curto de duas semanas; creio poder afirmar que meia cidade e arredores “fugiu” dos grandes centros para descansar, revisitar ou explorar mais algum canto do mundo ainda desconhecido.
Passou Junho, mês em que, em Lisboa, houve três feriados no espaço curto de duas semanas; creio poder afirmar que meia cidade e arredores “fugiu” dos grandes centros para descansar, revisitar ou explorar mais algum canto do mundo ainda desconhecido.
É incontestável que as circunstâncias de vida das pessoas são as mais diversas e, em algumas situações, assumem contornos improváveis e, muitas vezes, indesejáveis. À medida que se instalam limitações resultantes ou não de envelhecimento, alguns têm de habitar residências sénior, lares de idosos, casas de repouso,…
Agora olhamos para as vidas totalmente construídas que tudo deixaram para trás para salvar o corpo; conhecemos histórias de horror que podiam ser as nossas e se diluíram num abrir e fechar de olhos; compadecemo-nos e desabamos ao olhar imagens de tremenda violência que a todos ameaçam; queremos ajudar, o melhor que sabemos e podemos, a quantos, de algum modo, nos tocam mais de perto, “vá-se lá saber porquê”. Entretanto, o Estado e múltiplas organizações não governamentais vão criando soluções mais ou menos permanentes para os que tudo perderam, dizendo que não há limites para receber refugiados e para os apoiar, como se, atualmente, só estas pessoas em sofrimento existissem.
Ainda não refeitos das sequelas da pandemia de covid-19, estamos perante uma situação que muitos julgávamos improvável ou mesmo impossível. A guerra começou porque sim. Muito se foi falando da saúde mental das crianças e jovens durante a pandemia. Agora, em tempo de guerra, não se sabe como falar com elas, sobretudo com as mais pequenas.
Envelhecer é algo de que muitos não gostam de ouvir falar. Os mais novos porque consideram que isso nunca lhes vai acontecer. Os mais velhos porque adiam sistematicamente esse confronto, na esperança de que, sem saberem bem como, também não lhes aconteça. De facto, não é coisa agradável de se refletir, mas a sua negação é um processo mais insano, contrariamente ao verdadeiro e corajoso enfrentamento.
As decisões estão permanentemente a mudar em função de mais uma investigação incompleta, mas dada como segura. Transformámo-nos em cataventos humanos que, querendo saber imenso, não sabemos quase nada. Mas sim, como nunca, temos de cuidar das opiniões que damos. Elas têm impacto em outros já vulnerabilizados pelos medos circunstanciais e podem destruir-lhes a tranquilidade.
Vem aí o Natal. É o que todos sabemos. Um mote mais do que provável, talvez impertinentemente banal e desinteressante. O calendário marca a nossa vida sempre e, nestes momentos cruciais, se se pode dizer isto, marca ainda de forma mais notória. Nós, católicos, devemos ter os nossos corações em festa grande.
Provavelmente, nos tempos que correm, este título não interessa mesmo nada. Ainda assim há que arriscar. Todos temos imensas coisas para dizer e um manancial infindável de opiniões a dar. Vamos assoberbando os canais através dos quais comunicamos com dezenas de assuntos, ditos e reditos de milhares de maneiras.
Passou Junho, mês em que, em Lisboa, houve três feriados no espaço curto de duas semanas; creio poder afirmar que meia cidade e arredores “fugiu” dos grandes centros para descansar, revisitar ou explorar mais algum canto do mundo ainda desconhecido.
É incontestável que as circunstâncias de vida das pessoas são as mais diversas e, em algumas situações, assumem contornos improváveis e, muitas vezes, indesejáveis. À medida que se instalam limitações resultantes ou não de envelhecimento, alguns têm de habitar residências sénior, lares de idosos, casas de repouso,…
Agora olhamos para as vidas totalmente construídas que tudo deixaram para trás para salvar o corpo; conhecemos histórias de horror que podiam ser as nossas e se diluíram num abrir e fechar de olhos; compadecemo-nos e desabamos ao olhar imagens de tremenda violência que a todos ameaçam; queremos ajudar, o melhor que sabemos e podemos, a quantos, de algum modo, nos tocam mais de perto, “vá-se lá saber porquê”. Entretanto, o Estado e múltiplas organizações não governamentais vão criando soluções mais ou menos permanentes para os que tudo perderam, dizendo que não há limites para receber refugiados e para os apoiar, como se, atualmente, só estas pessoas em sofrimento existissem.
Ainda não refeitos das sequelas da pandemia de covid-19, estamos perante uma situação que muitos julgávamos improvável ou mesmo impossível. A guerra começou porque sim. Muito se foi falando da saúde mental das crianças e jovens durante a pandemia. Agora, em tempo de guerra, não se sabe como falar com elas, sobretudo com as mais pequenas.
Envelhecer é algo de que muitos não gostam de ouvir falar. Os mais novos porque consideram que isso nunca lhes vai acontecer. Os mais velhos porque adiam sistematicamente esse confronto, na esperança de que, sem saberem bem como, também não lhes aconteça. De facto, não é coisa agradável de se refletir, mas a sua negação é um processo mais insano, contrariamente ao verdadeiro e corajoso enfrentamento.
As decisões estão permanentemente a mudar em função de mais uma investigação incompleta, mas dada como segura. Transformámo-nos em cataventos humanos que, querendo saber imenso, não sabemos quase nada. Mas sim, como nunca, temos de cuidar das opiniões que damos. Elas têm impacto em outros já vulnerabilizados pelos medos circunstanciais e podem destruir-lhes a tranquilidade.
Vem aí o Natal. É o que todos sabemos. Um mote mais do que provável, talvez impertinentemente banal e desinteressante. O calendário marca a nossa vida sempre e, nestes momentos cruciais, se se pode dizer isto, marca ainda de forma mais notória. Nós, católicos, devemos ter os nossos corações em festa grande.
Provavelmente, nos tempos que correm, este título não interessa mesmo nada. Ainda assim há que arriscar. Todos temos imensas coisas para dizer e um manancial infindável de opiniões a dar. Vamos assoberbando os canais através dos quais comunicamos com dezenas de assuntos, ditos e reditos de milhares de maneiras.
Domingo, 4 de outubro
Marcha pela “água que dá a vida”, em defesa da Paz e da Terra nos 800 anos de São FranciscoA concentração dos caminhantes pela paz tem início pelas 16h00 deste domingo, 4 de outubro, diante do Centro Comercial das Amoreiras, de onde seguem em direção ao Jardim das Amoreiras, Parque Eduardo VII e jardim da Fundação Calouste Gulbenkian. Uma marcha em defesa da Terra e da Paz.
[A Palavra e a vida]
Bíblia e atenção aos anciãosA fé bíblica solicita com vigor o respeito para com o ancião, também por ele ser frágil: “Levanta-te diante dos cabelos brancos e honra o rosto do ancião; teme o teu Deus” (Lev 19,32). Honrar os anciãos era abrir o futuro aos jovens. O sábio Ben Sira recomenda-o: “Não desprezes um ancião, porque também nós envelheceremos” (8,6). [Texto de Armindo Vaz, frade da Ordem dos Carmelitas Descalços]
[Lugar (in)comum]
“As desculpas não se pedem, evitam-se!”“A lógica é muito simples: mais vale prevenir do que remediar. Contudo, sob uma aparente sabedoria popular, encontramos um ditado rígido que revela mais sobre a recusa em lidar com o erro do que sobre responsabilidade.” [Texto de Júlia Costa]
[Entre Margens]
Sínodo não tem princípio nem fimO caminho sinodal não se limita a um momento específico, mas constitui um processo contínuo de escuta, empenhamento e participação. A Igreja permanece sempre em caminho, procurando reconhecer, à luz do Evangelho, os desafios do presente e as respostas que o Espírito Santo lhe inspira. [Texto de Joaquim Armindo].
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