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Artigos de Marta Saraiva
Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

[Entre Margens]

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Dar uma de Dr. House da neurose millennial obriga a dar razões para o diagnóstico. Não dá para sair desse buraco maior que a mina escura e funda que era o trem da vida da Elis Regina na Romaria sem, pelo menos, ter uma estória de como chegamos aqui. A minha começa nesse lugar que cremos longínquo, o mundo emocional dos nossos avós ou bisavós. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

2025 – O ano da mulher selvagem

A mulher selvagem tomou a minha vida de assalto ou, pelo menos, o meu instagram. Ainda bem, já era tempo de nos reencontrarmos. Todos nos cruzámos com ela, pelo menos uma vez na vida. Espero bem que sim. Demos por ter entrado no café, pelo qualquer coisa na voz ou na cadência da passada que nos fez instintivamente voltar a cabeça na sua direcção. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Entre Margens

Geração Esgotamento | Terminal 2

Enquanto cuspimos o pó e sacudimos o entulho da cabeça, vamos fazendo uma certa cartografia do caos para tentar, ao menos, perceber o que terá acontecido para tamanha implosão e evitar pirar de vez… Por fora, a vida segue, impassível. Por dentro, virou o mundo dos cogumelos mágicos. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

Os adultos de Adolescence

Os adultos de Adolescence

Há uns meses, Adolescence deixou as pessoas sensíveis em sobressalto. Aquele sobressalto “tapa na cara” que chega num rotineiro olhar ao espelho numa manhã de quinta-feira, e em que as olheiras, a pele mortiça, e o cabelo quebradiço confirmam os estragos inevitáveis de tempo a mais no carreiro da negação. Espelho, não. Sala de espelhos. Talvez seja isso que a série seja. Uma sala de espelhos muito desconfortável. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Uma vida muito confortável

Talvez asneire sobre as eleições, os resultados das eleições ou as reacções a esses resultados. Talvez divague, ventile ou ressaque muito ao retardatário. Não escolhi ser portuguesa, e vejo nos desbragados ódios, orgulhos e lealdades nacionais inúteis coreografias de medo. Seria, no entanto, ingénuo até à idiotia negar que o sítio onde nascemos nos molda, e é demasiado evidente quanto o estado actual desse sítio nos prejudica a todos. Ou o quanto nos prejudicamos colectivamente.[Texto de Marta Saraiva]

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Cristo Cachorro, versão 2024

Invejo de morte a paixão que os cartazes da Semana Santa de Sevilha conseguem despertar. Os sevilhanos importam-se com a sua cidade, as festas e com a imagem que o cartaz projecta, se bem que com o seu quê de possessivo, mas bem melhor que a apatia. Não fossem frases como “É absolutamente uma vergonha e uma aberração” e as missas de desagravo e o quadro cartaz deste ano teria passado ao lado.

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (II)

Escrevo para perceber como sinto o mundo, essencialmente. Deve haver formas mais eficientes de organização mental, esta é a minha. Enquanto escrevia, fui-me dando conta do quão formatada fui para agir. Isso é bom, mas em épocas de mudança é preciso arriscar o não fazer, e observar. Foi isso que procurei propor na primeira parte: cultivar a atitude de observar o que herdámos e o que nos rodeia. (Marta Saraiva).

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

[Entre Margens]

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Dar uma de Dr. House da neurose millennial obriga a dar razões para o diagnóstico. Não dá para sair desse buraco maior que a mina escura e funda que era o trem da vida da Elis Regina na Romaria sem, pelo menos, ter uma estória de como chegamos aqui. A minha começa nesse lugar que cremos longínquo, o mundo emocional dos nossos avós ou bisavós. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

2025 – O ano da mulher selvagem

A mulher selvagem tomou a minha vida de assalto ou, pelo menos, o meu instagram. Ainda bem, já era tempo de nos reencontrarmos. Todos nos cruzámos com ela, pelo menos uma vez na vida. Espero bem que sim. Demos por ter entrado no café, pelo qualquer coisa na voz ou na cadência da passada que nos fez instintivamente voltar a cabeça na sua direcção. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Entre Margens

Geração Esgotamento | Terminal 2

Enquanto cuspimos o pó e sacudimos o entulho da cabeça, vamos fazendo uma certa cartografia do caos para tentar, ao menos, perceber o que terá acontecido para tamanha implosão e evitar pirar de vez… Por fora, a vida segue, impassível. Por dentro, virou o mundo dos cogumelos mágicos. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

Os adultos de Adolescence

Os adultos de Adolescence

Há uns meses, Adolescence deixou as pessoas sensíveis em sobressalto. Aquele sobressalto “tapa na cara” que chega num rotineiro olhar ao espelho numa manhã de quinta-feira, e em que as olheiras, a pele mortiça, e o cabelo quebradiço confirmam os estragos inevitáveis de tempo a mais no carreiro da negação. Espelho, não. Sala de espelhos. Talvez seja isso que a série seja. Uma sala de espelhos muito desconfortável. [Texto de Marta Saraiva].

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

Uma vida muito confortável

Talvez asneire sobre as eleições, os resultados das eleições ou as reacções a esses resultados. Talvez divague, ventile ou ressaque muito ao retardatário. Não escolhi ser portuguesa, e vejo nos desbragados ódios, orgulhos e lealdades nacionais inúteis coreografias de medo. Seria, no entanto, ingénuo até à idiotia negar que o sítio onde nascemos nos molda, e é demasiado evidente quanto o estado actual desse sítio nos prejudica a todos. Ou o quanto nos prejudicamos colectivamente.[Texto de Marta Saraiva]

Geração Esgotamento: de Salazar a Jung

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Invejo de morte a paixão que os cartazes da Semana Santa de Sevilha conseguem despertar. Os sevilhanos importam-se com a sua cidade, as festas e com a imagem que o cartaz projecta, se bem que com o seu quê de possessivo, mas bem melhor que a apatia. Não fossem frases como “É absolutamente uma vergonha e uma aberração” e as missas de desagravo e o quadro cartaz deste ano teria passado ao lado.

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“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (II)

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Últimas Notícias

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João da Cruz, o domínio do verso

Ano Jubilar de São João da Cruz (8)

João da Cruz, o domínio do verso novidade

Até Dezembro decorre o ano jubilar de São João da Cruz, celebrando o terceiro centenário da canonização e os 100 anos da sua proclamação como Doutor da Igreja Católica. O jubileu tem como lema “A esperança alcança tanto quanto espera” e propõe itinerários de renovação espiritual e mística. A propósito do ano jubilar, o 7MARGENS propõe mensalmente, aos dias 13/14 (assinalando o dia da sua morte, a 14 de Dezembro de 1591), um conjunto de textos do padre carmelita e teólogo Armindo Vaz. 

Um livro também nos pode revelar memórias

Trago comigo (16)

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Neste décimo sexto texto, e último dessa rubrica que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória, José Centeio, usando como pretexto o livro de Irene Vallejo “Manifesto pela Leitura”, revela-nos as suas memórias na descoberta da leitura e a sua paixão pelos livros.

Vinte e cinco anos depois

7Partidas

Vinte e cinco anos depois

Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].

A missão voltada para a habitação acessível

A missão voltada para a habitação acessível

A missão nasce de um coração capaz de olhar para os outros com esperança e responsabilidade, conforme considerava José Allamano, fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata. Foi com o mesmo espírito que nasceu a Fundação Allamano, instrumento ao serviço, de modo particular, das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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