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Artigos de Paulo Bateira
Completou-se o tempo

Completou-se o tempo

  Todos nós, em particular os católicos, deveríamos aferir a nossa vida pelo critério supremo da fidelidade ao «seguimento radical da ‘vida em acto’ de Jesus de Nazaré». Todos os conflitos, que, com naturalidade, surgem nas nossas vidas (íntimas e sociais),...

Reino, sim

A propósito da consulta sinodal

Reino, sim

Seria muito triste que, depois de termos colocado no centro do nosso olhar precisamente aquilo que Jesus colocou no centro do seu olhar ‒ um Reino de paz e de justiça sem verdugos ou vítimas, mas apenas ‘agapê’ (C. Spicq) ‒ voltássemos, neste século XXI, a olhar apenas para o nosso umbigo…

Completou-se o tempo

30 dias depois…

Vindo de muito longe, vejo insinuar-se-me no coração, pelo ecrã da televisão, esse caldeirão de fel e fogo que um ‘puto’ de olhos hérulos acendeu na Ucrânia. No preciso momento em que tal aconteceu, acenderam-se também os restantes corações dos filhos de Noé. Foi há 30 dias que este tsunami começou.

Um Natal muito (pouco) sentimental…

Um Natal muito (pouco) sentimental…

Os relatos do Nascimento de Jesus não são meramente sentimentais. Os relatos são ao mesmo tempo pessoais e políticos. Falam de transformação pessoal e política. Situados no contexto do século I, são visões globais e apaixonadas por uma outra maneira de ver a vida e de viver as nossas vidas. Levam a tribunal a vida actual corrente, o status quo da maioria dos tempos e lugares. Causam tensão e dificuldade. Confrontam aquilo a que chamamos a “normalidade da civilização”.

Reforma conciliar da Igreja, só a partir do injustiçado

Reforma conciliar da Igreja, só a partir do injustiçado

Quando a carta de Tomás Halík (O sinal das igrejas vazias – Para um Cristianismo que volta a partir) começa por perguntar “Que tipo de desafio representa esta ‘situação de templos esvaziados’ para o cristianismo, para a Igreja e para a teologia?”, somos levados a crer que nos irá oferecer uma análise histórico-teológica movida por um “sentimento muito vivo e impaciente de mudanças” (Y. Congar, 1969). Porém, ela restringe-se ao intra-eclesial: nela não ressoa a interpelação da cultura moderna à Igreja.

Reforma conciliar da Igreja, só a partir do injustiçado

Eutanásia: Para que os que não vêem, vejam…

Foi elucidativo e frutuoso o diálogo entre a deputada Isabel Moreira, constitucionalista, e o padre José Nuno, porta-voz do Grupo Inter-Religioso Religiões-Saúde, levado a cabo pela TVI24, quinta-feira, 13 de Fevereiro, no Jornal das 8 (aqui um pequeno excerto; até às 20h do próximo dia 20 ainda é possível, para quem tem operador de televisão digital, ver o debate na íntegra).

José Veiga Torres – um rio de águas profundas

José Veiga Torres – um rio de águas profundas

José Veiga Torres (JVT), professor catedrático jubilado da Universidade de Coimbra, editou, em Abril de 2013, o livro Ser cristão? Porquê? Para quê? Que discurso, que projecto? (ed. Lápis de Memórias), obra com mais de quatrocentas páginas, em formato de bolso. Trata-se de um exaustivo “tratado de teologia e história” que esmiúça pormenorizadamente somente isto: todos os documentos do Novo Testamento, vários testemunhos pós-apostólicos e toda a História da Igreja desde o século I até ao século XXI (Bento XVI). Merece a expressão: “É obra!” É, de facto, uma obra única, ímpar em língua portuguesa de Portugal, vademécum para catecúmenos e cristãos curiosos.

Completou-se o tempo

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A propósito da consulta sinodal

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Seria muito triste que, depois de termos colocado no centro do nosso olhar precisamente aquilo que Jesus colocou no centro do seu olhar ‒ um Reino de paz e de justiça sem verdugos ou vítimas, mas apenas ‘agapê’ (C. Spicq) ‒ voltássemos, neste século XXI, a olhar apenas para o nosso umbigo…

Completou-se o tempo

30 dias depois…

Vindo de muito longe, vejo insinuar-se-me no coração, pelo ecrã da televisão, esse caldeirão de fel e fogo que um ‘puto’ de olhos hérulos acendeu na Ucrânia. No preciso momento em que tal aconteceu, acenderam-se também os restantes corações dos filhos de Noé. Foi há 30 dias que este tsunami começou.

Um Natal muito (pouco) sentimental…

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Os relatos do Nascimento de Jesus não são meramente sentimentais. Os relatos são ao mesmo tempo pessoais e políticos. Falam de transformação pessoal e política. Situados no contexto do século I, são visões globais e apaixonadas por uma outra maneira de ver a vida e de viver as nossas vidas. Levam a tribunal a vida actual corrente, o status quo da maioria dos tempos e lugares. Causam tensão e dificuldade. Confrontam aquilo a que chamamos a “normalidade da civilização”.

Reforma conciliar da Igreja, só a partir do injustiçado

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Quando a carta de Tomás Halík (O sinal das igrejas vazias – Para um Cristianismo que volta a partir) começa por perguntar “Que tipo de desafio representa esta ‘situação de templos esvaziados’ para o cristianismo, para a Igreja e para a teologia?”, somos levados a crer que nos irá oferecer uma análise histórico-teológica movida por um “sentimento muito vivo e impaciente de mudanças” (Y. Congar, 1969). Porém, ela restringe-se ao intra-eclesial: nela não ressoa a interpelação da cultura moderna à Igreja.

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João da Cruz, o domínio do verso

Ano Jubilar de São João da Cruz (8)

João da Cruz, o domínio do verso novidade

Até Dezembro decorre o ano jubilar de São João da Cruz, celebrando o terceiro centenário da canonização e os 100 anos da sua proclamação como Doutor da Igreja Católica. O jubileu tem como lema “A esperança alcança tanto quanto espera” e propõe itinerários de renovação espiritual e mística. A propósito do ano jubilar, o 7MARGENS propõe mensalmente, aos dias 13/14 (assinalando o dia da sua morte, a 14 de Dezembro de 1591), um conjunto de textos do padre carmelita e teólogo Armindo Vaz. 

Um livro também nos pode revelar memórias

Trago comigo (16)

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Neste décimo sexto texto, e último dessa rubrica que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória, José Centeio, usando como pretexto o livro de Irene Vallejo “Manifesto pela Leitura”, revela-nos as suas memórias na descoberta da leitura e a sua paixão pelos livros.

Vinte e cinco anos depois

7Partidas

Vinte e cinco anos depois

Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].

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