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Artigos de Ruben Azevedo
Amor e Sentido

Amor e Sentido

O Sentido talvez consista numa entrega total a algo, causa ou ideia, com amor. Mas não estou certo de que todas as causas suscitem a mesma plenitude de sentido. O que trará essa plenitude? A dimensão ou integridade do amor que se dedica, ou a causa em si, objeto desse amor? É certo que o “muito amar” justifica até a causa aparentemente mais insignificante, contanto seja um amor sincero, até certo ponto desinteressado, e não uma tábua de salvação para a angústia da solidão ou da falta de sentido. (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Abraçar o vazio

Enfrentar o vazio é necessário. Abraçar o vazio. Porque é no deserto que a revelação acontece. O homem não foi feito para estar sempre saciado, antes pelo contrário, a insatisfação e o inacabamento são a sua condição. Tal não significa que ele não deva buscar satisfazer-se, contanto que seja a partir daquilo que lhe é próprio, essencial. E o essencial, em nós, nem está dado nem é passível de conquista definitiva.

Amor e Sentido

Haverá outro caminho?

Temo que o preço a pagar para eliminar o Hamas venha a ser demasiado alto. Já está a ser. Em vidas humanas inocentes. Não haverá outra forma de resolver o problema que não implique o continuar dos bombardeamentos e uma invasão em larga escala, que só trará mais mortandade de ambos os lados? Como é que se extirpa uma ideologia radical e uma organização cujo braço armado atinge os 100 mil homens? (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Saúde mental e ócio

Num artigo do DN do último domingo sobre saúde mental, a psicóloga Inês Barroca escreve que «As crianças e adolescentes parecem já não saber aborrecerem-se. Várias vezes prescrevi, em consulta, como receita, “não fazer nada” e, até agora, não tive ninguém que o tivesse efetivamente conseguido.» (DN, domingo 15/10/2023, artigo “Não há saúde sem saúde mental”) (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Contra o fanatismo

Estou a ler um livrinho pequenino chamado Contra o Fanatismo, do escritor israelita Amos Oz. Ele diz que o fanatismo começa na superioridade moral que o fanático supõe deter em relação ao Outro. E isto encontra-se até nas coisas mais comezinhas. [Um artigo de Ruben Azevedo]

Amor e Sentido

Humanizar a Educação (em todos os sentidos)

“Todo o professor, seja qual for a sua especialidade, é acima de tudo um mestre de humanidade”. Esta frase de Georges Gusdorf, professor e filósofo francês, autor de um livro extraordinário que todos os professores deviam ler (Professores para quê?, Livraria Morais Editora, Lisboa, 1967), diz bem acerca do ideal a que qualquer professor deve aspirar, ao serviço da educação integral do ser humano, e não apenas do ensino em sentido estrito.

Amor e Sentido

O desafio da liberdade

No passado, o grande desafio foi o de conquistar direitos e liberdades civis, como a liberdade de pensar e manifestar livremente opiniões políticas ou outras, ou o direito à segurança pessoal e dos bens, ou o direito a um julgamento justo, ou à presunção de inocência, ou de escolher livremente os seus representantes políticos, etc. – tudo direitos e liberdades que pressupõem que cada indivíduo é dotado incondicionalmente de certos direitos, liberdades e garantias inalienáveis.

Amor e Sentido

Nada e Criação

Neste artigo, o que procuro discutir não é tanto a questão do tempo, mas antes a questão da suposta criação ex-nihilo do universo, isto é, a partir do absoluto nada. Ora, o que é o absoluto nada? É isso mesmo, tal como o nome sugere: nada, coisa nenhuma, nulidade irredutível. Sabe-se hoje que nada há no universo que não esteja pleno de alguma coisa; o vazio absoluto não existe.

Amor e Sentido

Amor e Sentido

O Sentido talvez consista numa entrega total a algo, causa ou ideia, com amor. Mas não estou certo de que todas as causas suscitem a mesma plenitude de sentido. O que trará essa plenitude? A dimensão ou integridade do amor que se dedica, ou a causa em si, objeto desse amor? É certo que o “muito amar” justifica até a causa aparentemente mais insignificante, contanto seja um amor sincero, até certo ponto desinteressado, e não uma tábua de salvação para a angústia da solidão ou da falta de sentido. (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Abraçar o vazio

Enfrentar o vazio é necessário. Abraçar o vazio. Porque é no deserto que a revelação acontece. O homem não foi feito para estar sempre saciado, antes pelo contrário, a insatisfação e o inacabamento são a sua condição. Tal não significa que ele não deva buscar satisfazer-se, contanto que seja a partir daquilo que lhe é próprio, essencial. E o essencial, em nós, nem está dado nem é passível de conquista definitiva.

Amor e Sentido

Haverá outro caminho?

Temo que o preço a pagar para eliminar o Hamas venha a ser demasiado alto. Já está a ser. Em vidas humanas inocentes. Não haverá outra forma de resolver o problema que não implique o continuar dos bombardeamentos e uma invasão em larga escala, que só trará mais mortandade de ambos os lados? Como é que se extirpa uma ideologia radical e uma organização cujo braço armado atinge os 100 mil homens? (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Saúde mental e ócio

Num artigo do DN do último domingo sobre saúde mental, a psicóloga Inês Barroca escreve que «As crianças e adolescentes parecem já não saber aborrecerem-se. Várias vezes prescrevi, em consulta, como receita, “não fazer nada” e, até agora, não tive ninguém que o tivesse efetivamente conseguido.» (DN, domingo 15/10/2023, artigo “Não há saúde sem saúde mental”) (Ruben Azevedo)

Amor e Sentido

Contra o fanatismo

Estou a ler um livrinho pequenino chamado Contra o Fanatismo, do escritor israelita Amos Oz. Ele diz que o fanatismo começa na superioridade moral que o fanático supõe deter em relação ao Outro. E isto encontra-se até nas coisas mais comezinhas. [Um artigo de Ruben Azevedo]

Amor e Sentido

Humanizar a Educação (em todos os sentidos)

“Todo o professor, seja qual for a sua especialidade, é acima de tudo um mestre de humanidade”. Esta frase de Georges Gusdorf, professor e filósofo francês, autor de um livro extraordinário que todos os professores deviam ler (Professores para quê?, Livraria Morais Editora, Lisboa, 1967), diz bem acerca do ideal a que qualquer professor deve aspirar, ao serviço da educação integral do ser humano, e não apenas do ensino em sentido estrito.

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O desafio da liberdade

No passado, o grande desafio foi o de conquistar direitos e liberdades civis, como a liberdade de pensar e manifestar livremente opiniões políticas ou outras, ou o direito à segurança pessoal e dos bens, ou o direito a um julgamento justo, ou à presunção de inocência, ou de escolher livremente os seus representantes políticos, etc. – tudo direitos e liberdades que pressupõem que cada indivíduo é dotado incondicionalmente de certos direitos, liberdades e garantias inalienáveis.

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Relatórios propõem leigos nas visitas ad limina e cuidado na aprovação de novos movimentos eclesiais

Grupos de estudo pós-Sínodo

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O bispo diocesano deve convocar o seu povo para que este participe na redação do relatório sobre a situação da diocese a enviar à Santa Sé antes da visita ad limina, na qual se deve fazer acompanhar por alguns leigos, e a clarificação dos critérios de aprovação das formas emergentes de associações de leigos ou de vida consagrada são algumas das recomendações dos relatórios dos Grupos de Estudo 6 e 7.

Tudo é para sempre

[Entre Margens]

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Friedrich Nietzsche, na sua famosa teoria do eterno retorno, propôs que a existência de cada indivíduo se repete infinitamente até à eternidade. De facto, se concebermos o universo como infinito no tempo, é inevitável que concluamos que, o que quer que tenha alguma probabilidade de acontecer, mesmo a mais ínfima, não só já aconteceu infinitas vezes no passado como ocorrerá infinitas vezes no futuro. [Texto de Rúben Azevedo].

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