O Sentido talvez consista numa entrega total a algo, causa ou ideia, com amor. Mas não estou certo de que todas as causas suscitem a mesma plenitude de sentido. O que trará essa plenitude? A dimensão ou integridade do amor que se dedica, ou a causa em si, objeto desse amor? É certo que o “muito amar” justifica até a causa aparentemente mais insignificante, contanto seja um amor sincero, até certo ponto desinteressado, e não uma tábua de salvação para a angústia da solidão ou da falta de sentido. (Ruben Azevedo)





