Dois assuntos me preocupam de momento e trago-os para partilhar com os leitores deste jornal: a diversidade de género, que é mais do que a binaridade mulher/homem, já instituídas, e a invisibilidade da mulher na construção de mentalidades.
[Moçambique, margem Sul]
Caminhos das mulheres entre sinuosidades de relaçõesDois assuntos me preocupam de momento e trago-os para partilhar com os leitores deste jornal: a diversidade de género, que é mais do que a binaridade mulher/homem, já instituídas, e a invisibilidade da mulher na construção de mentalidades.
[Moçambique, margem Sul]
Tranças e forças: ambiguidades e magias identitáriasOs cabelos têm poder, sim, mas não devem alienar as nossas vidas, julgo.
[Moçambique, margem Sul]
Arte, tatuagens e valores estéticos: os macondes de MoçambiqueA arte maconde é característica de um povo oriundo do Planalto de Mueda, no Norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado. É conhecido estereotipicamente como guerreiro e extremamente ligado à arte, de tal sorte que essa manifestação cultural não só é representada em objectos, como também é colocada no corpo.
[Moçambique, margem Sul]
O murmurar dos búzios e as miudezas da alma: “xlaxluvar” a nossa espiritualidadeTive, há dias, a árdua tarefa de abrir uma exposição designada “O Murmurar dos Búzios e as Miudezas da Alma”, da autoria de Pedro Maurana. Este artista pintou uma série de quadros a ilustrar poemas de um livro com o mesmo título da exposição, obra da autoria de Rudêncio Morais, O Falso Poeta, seu pseudónimo.
[Moçambique, margem Sul]
Ubuntu: ser, construir e cuidar a Humanidade, na pressa em que vivemosSinto, cada vez mais, necessidade de dialogar com filósofos, a fim de que me ensinem o equilíbrio necessário para prosseguir como humana. Tenho-me preocupado em como criar e viver Ubuntu, termo que caracteriza uma filosofia de vida africana, a partir da qual se preconiza apoio mútuo entre seres humanos. A filosofia vive da defesa do bem-estar mútuo, no qual se defende “eu sou, porque tu és”, ou seja, só estarei bem se o outro estiver, daí que o apoio mútuo seja sempre premente.
Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.
Um texto a propósito de algumas atitudes pouco abonatórias adoptadas como política ou como procedimento em algumas instituições moçambicanas. Refiro-me ao preconceito de que os ombros das mulheres são sedutores e que os seus cabelos, quanto menos naturais, melhor. Ainda não me fiz entender, eu sei.
A mulher e os temas de Paulina Chiziane
Tambores rufando ao sabor dos ventos do Prémio Camões 2021A primeira vez que ouvi falar na Paulina Chiziane foi na Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane, instituição na qual ela e eu estudámos. Frequentámos o curso de Linguística, com saídas para essa área de saber, mais a Literatura. Não fomos colegas de turma. Ela tinha sido de um ano anterior ao meu. Feitas as contas, foi admitida nos anos 89/90 e eu fui aceite no semestre 90/91, segundo ano após a reabertura dessa instituição ora encerrada.
[Moçambique, margem Sul]
Caminhos das mulheres entre sinuosidades de relaçõesDois assuntos me preocupam de momento e trago-os para partilhar com os leitores deste jornal: a diversidade de género, que é mais do que a binaridade mulher/homem, já instituídas, e a invisibilidade da mulher na construção de mentalidades.
[Moçambique, margem Sul]
Tranças e forças: ambiguidades e magias identitáriasOs cabelos têm poder, sim, mas não devem alienar as nossas vidas, julgo.
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Arte, tatuagens e valores estéticos: os macondes de MoçambiqueA arte maconde é característica de um povo oriundo do Planalto de Mueda, no Norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado. É conhecido estereotipicamente como guerreiro e extremamente ligado à arte, de tal sorte que essa manifestação cultural não só é representada em objectos, como também é colocada no corpo.
[Moçambique, margem Sul]
O murmurar dos búzios e as miudezas da alma: “xlaxluvar” a nossa espiritualidadeTive, há dias, a árdua tarefa de abrir uma exposição designada “O Murmurar dos Búzios e as Miudezas da Alma”, da autoria de Pedro Maurana. Este artista pintou uma série de quadros a ilustrar poemas de um livro com o mesmo título da exposição, obra da autoria de Rudêncio Morais, O Falso Poeta, seu pseudónimo.
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Ubuntu: ser, construir e cuidar a Humanidade, na pressa em que vivemosSinto, cada vez mais, necessidade de dialogar com filósofos, a fim de que me ensinem o equilíbrio necessário para prosseguir como humana. Tenho-me preocupado em como criar e viver Ubuntu, termo que caracteriza uma filosofia de vida africana, a partir da qual se preconiza apoio mútuo entre seres humanos. A filosofia vive da defesa do bem-estar mútuo, no qual se defende “eu sou, porque tu és”, ou seja, só estarei bem se o outro estiver, daí que o apoio mútuo seja sempre premente.
Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.
Um texto a propósito de algumas atitudes pouco abonatórias adoptadas como política ou como procedimento em algumas instituições moçambicanas. Refiro-me ao preconceito de que os ombros das mulheres são sedutores e que os seus cabelos, quanto menos naturais, melhor. Ainda não me fiz entender, eu sei.
A mulher e os temas de Paulina Chiziane
Tambores rufando ao sabor dos ventos do Prémio Camões 2021A primeira vez que ouvi falar na Paulina Chiziane foi na Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane, instituição na qual ela e eu estudámos. Frequentámos o curso de Linguística, com saídas para essa área de saber, mais a Literatura. Não fomos colegas de turma. Ela tinha sido de um ano anterior ao meu. Feitas as contas, foi admitida nos anos 89/90 e eu fui aceite no semestre 90/91, segundo ano após a reabertura dessa instituição ora encerrada.
Relatora especial da ONU
“Tortura e genocídio” de palestinianos denunciados no novo livro de Francesca Albanese novidadeA utilização sistemática da tortura por parte de Israel contra os palestinianos, em centros de detenção e não só, e a criação de um “ambiente de tortura” em todo o território palestiniano ocupado são o tema de Tortura e genocidio, o novo livro de Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados.
Iniciativa do KAICIID
Do mundo árabe para o Vaticano, líderes religiosos procuram caminhos de diálogo novidadeLíderes religiosos, académicos e representantes políticos de vários países do mundo árabe reúnem-se em Roma nesta terça e quarta-feira para a reunião anual do Comité de Direção da Plataforma Inter-religiosa para o Diálogo e a Cooperação no Mundo Árabe (IPDC), uma iniciativa promovida pelo Centro Internacional de Diálogo KAICIID, com sede em Lisboa.
[Metáforas vivas]
Sentinelas da Casa Comum novidadeEste texto corresponde à homilia de domingo, 6 de setembro, [domingo xxiii do tempo comum ― a ― 2026], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja matriz de Fragoso (S. Pedro), no arciprestado de Barcelos.
Na ilha do Fogo
“Profunda consternação”: acidente de autocarro faz 25 mortos em Cabo VerdeA Diocese de Santiago, em Cabo Verde, reagiu com “profunda tristeza e consternação” ao acidente de viação ocorrido na ilha do Fogo, que provocou 25 mortos, entre os quais vários “acólitos, catequistas e membros de grupos corais”.
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