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A retórica inconsequente dos bispos católicos – uma leitura

A retórica inconsequente dos bispos católicos – uma leitura

É tudo isso que falta: Bíblia, Concílio, pensamento social, magistério dos papas, ousadia, criatividade, abertura ao diálogo. Sem nada disto, o catolicismo português prosseguirá o seu caminho para a irrelevância. Trabalhar para evitar isso será pedir muito?

Impotência ou inércia?

Impotência ou inércia?

No último à Margem, Jorge Wemans brindou-nos com um excelente texto que eu senti como um grito de revolta face à “normalização do intolerável” e, simultaneamente, como um grito de desespero por não se saber qual o caminho para a construção de um futuro alternativo perante um presente demasiado sombrio. Neste texto, em diálogo com o que o Jorge escreveu, tento refletir sobre qual o caminho ou caminhos a percorrer rumo a um futuro que desconhecemos, mas que confiamos seja melhor.

A normalização do intolerável

A normalização do intolerável

“A estupefação com que olhamos o que está a acontecer nos nossos dias já não provoca a indignação que convoca à ação. E nem os meios que temos à nossa disposição utilizamos para denunciar a mentira, a violência, o intolerável. Todos os dias um pequeno passo mais.” – A reflexão de Jorge Wemans, para ler no À Margem desta semana

A instrumentalização do ódio

A instrumentalização do ódio

Há mais ódio hoje do que outrora? Uns dirão que sim; outros, que não. Na comparação entre antes e agora, as respostas variarão muito em função de múltiplos factores, como o lugar onde se vive, o ordenado que se recebe, a idade que se tem, a ideologia que se professa.

Desta vez, o Papa desiludiu?

Desta vez, o Papa desiludiu?

Francisco é o primeiro a admitir que as mulheres continuam hoje, em muitos locais e circunstâncias, a ser “diáconos”. Faz sentido que seja negada às mulheres a graça sacramental da ordenação, em vez de celebrado e apoiado esse magistério que tão bem podem exercer – e que a Igreja Católica tanto precisa que exerçam?

Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?

Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?

Os mais trágicos acontecimentos, como o que ocorre neste momento em Gaza, são frequentemente cenários em que, a par das mais primitivas e aviltantes formas de mal, se descobrem sinais da grandeza da alma humana. Essa grandeza expressa-se em gestos e testemunhos de quem é capaz de vencer a indiferença e o medo, arriscando o futuro e até a própria vida.

Impotência ou inércia?

O nosso encontro com a História: que significa hoje ser português?

Os países construíram – constroem – a sua identidade a partir de acontecimentos históricos que foram marcantes para a sua vida coletiva enquanto comunidade. E há acontecimentos que por aquilo que representam, factualmente ou simbolicamente, são centrais na definição dessa matriz identitária.

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“A estupefação com que olhamos o que está a acontecer nos nossos dias já não provoca a indignação que convoca à ação. E nem os meios que temos à nossa disposição utilizamos para denunciar a mentira, a violência, o intolerável. Todos os dias um pequeno passo mais.” – A reflexão de Jorge Wemans, para ler no À Margem desta semana

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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