“Zan. Zendegi. Azadi”. Quando as três palavras em persa soaram, pausadamente, na manhã desta sexta-feira, 6 de outubro, a abrir o discurso de anúncio do Prémio Nobel da Paz 2023, muitos perceberam de imediato que a laureado seria uma iraniana. Essas mesmas palavras – que em português significam “mulher, vida, liberdade”, têm servido de slogan para as inúmeras manifestações contra a opressão das mulheres no Irão, na sequência da morte da jovem Mahsa Amini, há pouco mais de um ano. E correspondem a um “lema que expressa adequadamente a dedicação e trabalho de Narges Mohammadi”, a ativista de 51 anos premiada, que começou há mais de 30 a lutar pela liberdade das mulheres no país, e que não para de lutar, mesmo estando presa.












