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A luz que falhou

[Crónica da Europa]

A luz que falhou

Há momentos na história em que o mundo parece entrar num crepúsculo. Não um colapso repentino, mas uma acumulação de sinais: guerras que se multiplicam, fronteiras que se fecham, sociedades que se dividem. Vivemos um desses momentos.

O irreparável

[Olhar de teóloga]

O irreparável

Há uma pessoa que, a cada dia, se mostra mais como uma luz na escuridão. Refiro-me a Hannah Arendt. Ela disse: “O mal moderno não precisa de monstros: pode ser administrado como um procedimento.” Pois é nisso que estamos.

A alegria do humanismo em Michel Serres

[Crónica da Europa]

A alegria do humanismo em Michel Serres

Michel Serres (1930-2019) pertence à linhagem rara dos pensadores que ampliam o horizonte sem esmagar o detalhe. Quando o comandante do couraçado Richelieu lhe perguntou, “diga-nos o que é o mal” ele pediu aos oficiais que o seguissem até à ponte, apontou os canhões de 244 mm e exclamou “Está aqui, o mal”.

Desce, lenta seral

[Metáforas vivas]

Desce, lenta seral

À semelhança de Santo Agostinho, na drenagem do íntimo através das Confissões, não tenhamos receio de declarar que já tínhamos sede do sol que parecia tardo ou esquecido em visitar-nos.

Na reabertura do Terraço

Nas margens da filosofia (LXXXIII)

Na reabertura do Terraço

Aos poucos a vida tem regressado à normalidade e os velhos hábitos, esquecidos com o medo da pandemia, voltaram a fazer parte do nosso quotidiano. Assim aconteceu com as Conferências do Terraço, durante anos promovidas pelo Graal num espaço onde as pessoas se conheciam (ou passaram a conhecer-se). Texto de Maria Luísa Ribeiro Ferreira.

Não há catástrofes naturais

[Crónica da Europa]

Não há catástrofes naturais

Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

‘b’ de boa vontade: um fogo de artifício ou fogo lento?

[Dicionário particular III]

‘b’ de boa vontade: um fogo de artifício ou fogo lento?

Deram-lhe o nome de Kristin, e foi a tempestade que atravessou o centro do país deixando um rasto de destruição que transformou a paisagem num cenário desolador. A resposta do povo português não se fez esperar: reagiu com a boa vontade visceral e a generosidade que o caracterizam. E nas primeiras horas, enquanto as entidades estatais tentavam comandar e coordenar as suas ações, o que vimos foi um país em movimento. [Texto de Júlia Costa].

“Le Boerenbond Belge”

[Livre Acesso]

“Le Boerenbond Belge”

Quando em 1981 Umberto Eco pronunciou, na Biblioteca Municipal de Milão, a conferência que daria origem ao livro A Biblioteca, já intuía os múltiplos desafios que a estas se colocariam até aos nossos dias. [Texto Rui Vasconcelos].

A luz que falhou

[Crónica da Europa]

A luz que falhou

Há momentos na história em que o mundo parece entrar num crepúsculo. Não um colapso repentino, mas uma acumulação de sinais: guerras que se multiplicam, fronteiras que se fecham, sociedades que se dividem. Vivemos um desses momentos.

O irreparável

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O irreparável

Há uma pessoa que, a cada dia, se mostra mais como uma luz na escuridão. Refiro-me a Hannah Arendt. Ela disse: “O mal moderno não precisa de monstros: pode ser administrado como um procedimento.” Pois é nisso que estamos.

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Michel Serres (1930-2019) pertence à linhagem rara dos pensadores que ampliam o horizonte sem esmagar o detalhe. Quando o comandante do couraçado Richelieu lhe perguntou, “diga-nos o que é o mal” ele pediu aos oficiais que o seguissem até à ponte, apontou os canhões de 244 mm e exclamou “Está aqui, o mal”.

Desce, lenta seral

[Metáforas vivas]

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À semelhança de Santo Agostinho, na drenagem do íntimo através das Confissões, não tenhamos receio de declarar que já tínhamos sede do sol que parecia tardo ou esquecido em visitar-nos.

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Aos poucos a vida tem regressado à normalidade e os velhos hábitos, esquecidos com o medo da pandemia, voltaram a fazer parte do nosso quotidiano. Assim aconteceu com as Conferências do Terraço, durante anos promovidas pelo Graal num espaço onde as pessoas se conheciam (ou passaram a conhecer-se). Texto de Maria Luísa Ribeiro Ferreira.

Não há catástrofes naturais

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Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Deram-lhe o nome de Kristin, e foi a tempestade que atravessou o centro do país deixando um rasto de destruição que transformou a paisagem num cenário desolador. A resposta do povo português não se fez esperar: reagiu com a boa vontade visceral e a generosidade que o caracterizam. E nas primeiras horas, enquanto as entidades estatais tentavam comandar e coordenar as suas ações, o que vimos foi um país em movimento. [Texto de Júlia Costa].

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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