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‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

[Dicionário particular II]

‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

Há poucos meses, em Espanha, foi descoberto o corpo mumificado de um idoso que morreu há 15 anos sem que ninguém desse pela sua ausência. O caso chocou pela crueza: o homem vivia sozinho, afastado da família, e só foi encontrado porque uma infiltração incomodou um vizinho. Durante uma década e meia, ninguém bateu à sua porta. Ninguém perguntou. Ninguém estranhou. [Texto de Júlia Costa].

Sair pelo mundo juntos

[Metáforas vivas]

Sair pelo mundo juntos

Este texto corresponde à homilia de sábado, 18 de agosto (Festa de S. Lucas Evangelista) proferida pelo Pe Joaquim Félix na igreja de Santa Cruz, em Braga.

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

[Dicionário particular II]

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

Dizem que o amor salva, e eu acredito. Mas também sei, por experiência própria, que há dias em que sobrevivo graças ao humor, em silêncio, sem aplausos, sem palco. O Humor e o Amor traduzem-se através de gestos de resistência contra o absurdo da existência, são ambos forma de abraçar o caos sem que me deixe engolir por ele. [Texto de Júlia Costa].

Outros merecedores do Nobel da Paz

[Os dias da semana]

Outros merecedores do Nobel da Paz

Entre os que poderiam ter recebido o Nobel da Paz, incluem-se ainda os Repórteres Sem Fronteiras. O assassinato de mais de 200 jornalistas em Gaza em dois anos justificaria, por si só, uma distinção da organização que tem erguido a voz para defender os que arriscam a vida para cumprir a missão de informar. [Texto de Eduardo Jorge Madureira].

‘g’ de gente — gente que não bate assim

[Dicionário particular II]

‘g’ de gente — gente que não bate assim

Há gente que não bate assim. Não bate à porta, não bate o pé, não bate no peito. É gente que não exige, mas que está. Está nos bairros, nos transportes, nas filas, nos corredores dos supermercados, à porta de lojas. É “aquela gente” que vive ao nosso lado, no nosso prédio, mas que raramente vemos, nem queremos ver! [Texto de Júlia Costa].

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

[Dicionário particular II]

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

Quando foi a última vez que ouviu alguém dizer “frugalidade”? Falo da palavra dita com seriedade, como quem assume um ideal de vida. Pois, provavelmente, nunca, ou raras vezes, porque frugalidade é uma daquelas palavras que, por não ser dita e vivida, poucos sabem o que é e o que quer dizer. E quando alguém a diz, o mais comum é ouvir: “Frugalidade? Isso é o quê?” [Texto de Júlia Costa].

Quando o portão é raiz de abismos

[Metáforas vivas]

Quando o portão é raiz de abismos

Este texto corresponde à homilia de domingo, 28 de setembro, [domingo XXVI do tempo comum ― c ― 2025. Dia Mundial do Migrante e do Refugiado], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo do Seminário Conciliar de Braga.

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[Dicionário particular II]

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[Dicionário particular II]

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Dizem que o amor salva, e eu acredito. Mas também sei, por experiência própria, que há dias em que sobrevivo graças ao humor, em silêncio, sem aplausos, sem palco. O Humor e o Amor traduzem-se através de gestos de resistência contra o absurdo da existência, são ambos forma de abraçar o caos sem que me deixe engolir por ele. [Texto de Júlia Costa].

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Entre os que poderiam ter recebido o Nobel da Paz, incluem-se ainda os Repórteres Sem Fronteiras. O assassinato de mais de 200 jornalistas em Gaza em dois anos justificaria, por si só, uma distinção da organização que tem erguido a voz para defender os que arriscam a vida para cumprir a missão de informar. [Texto de Eduardo Jorge Madureira].

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Há gente que não bate assim. Não bate à porta, não bate o pé, não bate no peito. É gente que não exige, mas que está. Está nos bairros, nos transportes, nas filas, nos corredores dos supermercados, à porta de lojas. É “aquela gente” que vive ao nosso lado, no nosso prédio, mas que raramente vemos, nem queremos ver! [Texto de Júlia Costa].

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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