Quando se entra pelas portas automáticas de uma urgência hospitalar o tempo cronológico fica lá fora. Ali dentro, a medida é outra: é a da ansiedade, do compasso de espera e do sobressalto. Sentei-me numa das cadeiras azuis de plástico, geometricamente alinhadas, que parecem desenhadas para lembrar a nossa própria fragilidade. [Texto de Júlia Costa].












