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Eduardo Lourenço (1923-2020): O pensador levantou-se mais cedo para tentar apanhar Deus

Eduardo Lourenço (1923-2020): O pensador levantou-se mais cedo para tentar apanhar Deus

Ficou por entregar pessoalmente o Prémio Árvore da Vida, que lhe foi atribuído pela sua busca de uma “sabedoria trágica da vida porventura conciliável com a vivência eclesial da Fé” e a “incomensurável Transcendência divina”. O pensador, ensaísta e professor Eduardo Lourenço morreu na madrugada de dia 1, em Lisboa. O funeral é nesta quarta-feira. Portugal, a Europa, a literatura e a poesia, a música e o cinema foram objectos da sua atenção fina e crítica. Como também o cristianismo, experiência e matriz da qual nunca de desligou e que considerava a “grande revolução humana que se operou na história” cujos efeitos ainda “nem sequer começaram.”

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

A autora dedica a obra “Portugueses no Holocausto” a “todos os portugueses expulsos pela Inquisição e que se refugiaram em Amesterdão, Istambul e Salónica. Acreditaram que eram portugueses, mas Portugal não os reconheceu como tal. No momento em que precisavam desesperadamente da nacionalidade portuguesa, esta foi-lhes negada.

A revolução da misericórdia e um novo ecumenismo (ensaio de Tomáš Halík)

A revolução da misericórdia e um novo ecumenismo (ensaio de Tomáš Halík)

Há pessoas entre os evangélicos e os católicos ultra que se tornam numa espécie de robôs, sem razão nem consciência, logo que alguém carrega no botão “criminalizar o aborto” ou “fora com os homossexuais, os imigrantes e os estrangeiros”. Ao contrário, é preciso recordar que a identidade do cristianismo não se radica no imobilismo, mas sim nos sinais do Espírito que trabalha na história. Propostas do padre Tomáš Halík num ensaio sobre a revolução da misericórdia proposta pelo Papa Francisco e o necessário “novo ecumenismo”. Texto que o 7MARGENS publica, em Portugal, cedido pelo autor. 

Não podemos ignorar

Não podemos ignorar

Há muitas razões que tornam este pequeno livro maior do que a sua dimensão física. A bibliografia sobre a luta antifascista é já extensa, mas este ensaio é diferente. Ao fazer a história da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP) nos seus cinco anos de existência (1969-1974), Edgar Silva escolhe retratar a sociedade portuguesa daquele período a partir do conceito de medo.

Ensaio de Dimas Almeida (7): “A solidez das coisas” do Evangelho Segundo Lucas

Ensaio de Dimas Almeida (7): “A solidez das coisas” do Evangelho Segundo Lucas

O 7MARGENS publica hoje o sétimo capítulo do estudo do pastor presbiteriano Dimas de Almeida sobre a nova tradução da Bíblia – Os Quatro Evangelhos e os Salmos –publicada no ano passado pela Conferência Episcopal Portuguesa, cuja edição experimental pede sugestões, críticas e comentários. Neste sétimo capítulo, inicia-se a abordagem do Evangelho Segundo Lucas. 

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

O autor desta obra, escritor e historiador italiano, descreve pormenorizadamente o processo espiritual de um homem religioso do luteranismo alemão, Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Viveu na trágica situação da Europa antes da II Guerra Mundial, a ascensão do nazismo e do racismo anti-semita que colocou como objectivo final o extermínio total dos judeus: cerca de seis milhões de judeus foram massacrados; ciganos sinti e rom – entre 250 a 500 mil, além de muitos milhares de outros homens e mulheres.

Os filhos dos dias, de Eduardo Galeano

Os filhos dos dias, de Eduardo Galeano

Fazer corresponder a cada dia do ano uma breve história ocorrida nesse dia em tempos mais ou menos recentes ou mais ou menos remotos é o propósito de Eduardo Galeano em “Os filhos dos dias”. Protagonizadas por todo o tipo de gente, anónima ou famosa, desprezível ou admirável, de múltiplos cantos do planeta (incluindo Portugal), as histórias oferecem um testemunho quotidiano, que pode ser também um ensinamento ou uma interrogação.

Eduardo Lourenço (1923-2020): O pensador levantou-se mais cedo para tentar apanhar Deus

Eduardo Lourenço (1923-2020): O pensador levantou-se mais cedo para tentar apanhar Deus

Ficou por entregar pessoalmente o Prémio Árvore da Vida, que lhe foi atribuído pela sua busca de uma “sabedoria trágica da vida porventura conciliável com a vivência eclesial da Fé” e a “incomensurável Transcendência divina”. O pensador, ensaísta e professor Eduardo Lourenço morreu na madrugada de dia 1, em Lisboa. O funeral é nesta quarta-feira. Portugal, a Europa, a literatura e a poesia, a música e o cinema foram objectos da sua atenção fina e crítica. Como também o cristianismo, experiência e matriz da qual nunca de desligou e que considerava a “grande revolução humana que se operou na história” cujos efeitos ainda “nem sequer começaram.”

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

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A autora dedica a obra “Portugueses no Holocausto” a “todos os portugueses expulsos pela Inquisição e que se refugiaram em Amesterdão, Istambul e Salónica. Acreditaram que eram portugueses, mas Portugal não os reconheceu como tal. No momento em que precisavam desesperadamente da nacionalidade portuguesa, esta foi-lhes negada.

A revolução da misericórdia e um novo ecumenismo (ensaio de Tomáš Halík)

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Há pessoas entre os evangélicos e os católicos ultra que se tornam numa espécie de robôs, sem razão nem consciência, logo que alguém carrega no botão “criminalizar o aborto” ou “fora com os homossexuais, os imigrantes e os estrangeiros”. Ao contrário, é preciso recordar que a identidade do cristianismo não se radica no imobilismo, mas sim nos sinais do Espírito que trabalha na história. Propostas do padre Tomáš Halík num ensaio sobre a revolução da misericórdia proposta pelo Papa Francisco e o necessário “novo ecumenismo”. Texto que o 7MARGENS publica, em Portugal, cedido pelo autor. 

Não podemos ignorar

Não podemos ignorar

Há muitas razões que tornam este pequeno livro maior do que a sua dimensão física. A bibliografia sobre a luta antifascista é já extensa, mas este ensaio é diferente. Ao fazer a história da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP) nos seus cinco anos de existência (1969-1974), Edgar Silva escolhe retratar a sociedade portuguesa daquele período a partir do conceito de medo.

Ensaio de Dimas Almeida (7): “A solidez das coisas” do Evangelho Segundo Lucas

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O 7MARGENS publica hoje o sétimo capítulo do estudo do pastor presbiteriano Dimas de Almeida sobre a nova tradução da Bíblia – Os Quatro Evangelhos e os Salmos –publicada no ano passado pela Conferência Episcopal Portuguesa, cuja edição experimental pede sugestões, críticas e comentários. Neste sétimo capítulo, inicia-se a abordagem do Evangelho Segundo Lucas. 

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

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O autor desta obra, escritor e historiador italiano, descreve pormenorizadamente o processo espiritual de um homem religioso do luteranismo alemão, Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Viveu na trágica situação da Europa antes da II Guerra Mundial, a ascensão do nazismo e do racismo anti-semita que colocou como objectivo final o extermínio total dos judeus: cerca de seis milhões de judeus foram massacrados; ciganos sinti e rom – entre 250 a 500 mil, além de muitos milhares de outros homens e mulheres.

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Fazer corresponder a cada dia do ano uma breve história ocorrida nesse dia em tempos mais ou menos recentes ou mais ou menos remotos é o propósito de Eduardo Galeano em “Os filhos dos dias”. Protagonizadas por todo o tipo de gente, anónima ou famosa, desprezível ou admirável, de múltiplos cantos do planeta (incluindo Portugal), as histórias oferecem um testemunho quotidiano, que pode ser também um ensinamento ou uma interrogação.

Últimas Notícias

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As cápsulas

[Sete Partidas]

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No radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

Perseu declara-se vítima

Testemunho

Perseu declara-se vítima

Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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