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“Prezava a verdade”

[Os dias da semana]

“Prezava a verdade”

Os futebolistas não são os únicos heróis destes dias. A França honrou Marc Bloch, levando-o, com a sua mulher Simonne Vidal, para o Panteão. A generalidade dos textos coincide em relação ao que caracteriza este homem: espírito brilhante, renovador da ciência histórica, intelectual comprometido, patriota, resistente, etc. [A crónica de Eduardo Jorge Madureira]

O budismo caviar

[Arquipélago Jerusalém]

O budismo caviar

A indústria cultural devora os seus profetas com a voracidade de Saturno. Foi assim no S. João, no Porto, no Babell –  festival literário que soa a Torre de Babel revisitada pela Livraria Lello e onde Byung-Chul Han ( ou Pyong-Chol Han ) protagonizou um episódio que merecia ser pintado por Hogarth, narrado por Camilo Castelo Branco, ou posto em filme por Wes Anderson. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Proximidade precisa-se

[Entre Margens]

Proximidade precisa-se

A proximidade é a linguagem do cristianismo. Não é um adorno da fé, nem uma categoria pastoral simpática. É a forma concreta como Deus escolheu entrar no mundo. Cristo é proximidade. Cura em proximidade, fala em proximidade, escuta em proximidade, olha em proximidade. [Texto de Dina Matos Ferreira].

Ateísmo e crise ecológica

[Entre Margens]

Ateísmo e crise ecológica

«A destruição niilista da natureza é o ateísmo posto em prática», escreveu o teólogo Jürgen Moltmann. Trata-se, acima de tudo, do ateísmo prático: a atitude que trata a natureza como simples recurso disponível, explorável sem limites, como se não houvera qualquer instância transcendente, perante a qual somos responsáveis. [Texto de Artur Morão].

‘r’ de razão, de retórica, de redes: uma tragédia anunciada

[Dicionário particular III]

‘r’ de razão, de retórica, de redes: uma tragédia anunciada

Deixem-me apresentar-vos o trio mais perigoso da atualidade. Não são ministros, nem influencers, e também não são aqueles comentadores que aparecem sempre à mesma hora nos canais do costume, são três letras: R, R e R. De Razão, Retórica e Redes. Não são exatamente os três mosqueteiros, são talvez os três cavaleiros do apocalipse na discussão pública. [Texto de Júlia Costa]

Sinodalizando

[Entre Margens]

Sinodalizando

Atualmente somos um pequeno grupo de cinco pessoas. Se nos perguntarem o que temos andado a fazer ao longo destes últimos três anos e meio, talvez respondamos em uníssono: – andamos a construir Igreja, lugar de comunhão e participação. É legítimo que nos considerem tolos e loucos. Que pode um grupo anónimo de cinco pessoas numa instituição com quase um bilião e meio de pessoas, com uma estrutura tão complexa e rígida, fazer? Responderíamos: andamos a fazer a nossa parte.

“Prezava a verdade”

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A indústria cultural devora os seus profetas com a voracidade de Saturno. Foi assim no S. João, no Porto, no Babell –  festival literário que soa a Torre de Babel revisitada pela Livraria Lello e onde Byung-Chul Han ( ou Pyong-Chol Han ) protagonizou um episódio que merecia ser pintado por Hogarth, narrado por Camilo Castelo Branco, ou posto em filme por Wes Anderson. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Tinha 73 anos

[Olhar de teóloga]

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Decidi que, sempre que, infelizmente, escrever sobre o suicídio de um padre, vou intitular o artigo com a idade daquele que não encontrou outra saída.
Bernard Card, da diocese de Dijon, em França, suicidou-se na casa paroquial. Ao que parece, era um padre activo, envolvido em várias atividades diocesanas e de trato fácil e próximo. [Texto de Cristina Inogés Sanz]

Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas

[Entre o quadro e o mundo (32)]

Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas

Ter reuniões marcadas, tempo reservado nos horários e instrumentos para registar o trabalho conjunto não significa necessariamente que exista colaboração entre professores. No novo episódio do podcast “Entre o Quadro e o Mundo”, Luís Francisco Marques questiona uma escola cada vez mais capaz de organizar e medir o que é feito por todos, mas nem sempre capaz de criar uma cultura em que os professores pensem verdadeiramente em conjunto.

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