Dossiês
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Diários de quarentena (43): Fechados em casa com uma janela para o mundo
Guardado na gaveta estava um projeto de um novo site para a paróquia da Vera-Cruz, em Aveiro. As limitações de tempo eram sempre a desculpa para que tal acontecesse mas, em tempo de isolamento social e reunidas as vontades entre o pároco e a equipa de comunicação, a ideia foi sendo concretizada com mais vigor, intensidade e assertividade.
Diários de quarentena (17): Manual de sobrevivência e treinar a mente em casa
Isto assim não pode ser! Após poucos dias de quarentena forçada estou mais cansado do que andava com a rotina habitual de trabalho-netos-amigos-casa. A agitação máxima atingiu as redes sociais. Toda a gente fechada em casa está possessa de enorme vontade de comunicar. Mais é impossível. A todo o segundo um novo toque: SMS, WhatsApp; mail.
Diários de quarentena (16): Labirinto sem saída
Por estes dias em que se começam a ouvir algumas queixas por este confinamento a que estamos sujeitos, tenho pensado no que será estar preso “a sério”.
Diários de quarentena (15): Uma pandemia, um desafio à solidariedade
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
Diários de quarentena (14): Tudo ao contrário? Em tempos de “des-samaritanização”
A ação social básica, própria das relações de família, vizinhança e amizade, tem sido bastante descurada: ao longo da história, relevaram-se mais as diferentes instituições que foram sendo criadas, seguindo-se-lhes a consagração e desenvolvimento do Estado social. Deste modo, o patamar básico da ação social foi menosprezado, a favor do intermédio, ou institucional, e do estatal.
Diários de quarentena (13): Um “Va, pensiero” através da música, gravado em casa de cada um dos membros do coro
A música começa com os violinos e a flauta e só depois se junta a orquestra e, finalmente, todo o coro: Va, pensiero sull’ali dorate… “Vai, pensamento, nas asas douradas. Vai, pousa nas falésias, nas colinas… Do Jordão saúda a costa, de Sião…”
Diários de quarentena (12): Entre a solidão e o medo só o amor nos liberta
Os dias parecem-nos intermináveis e as noites demasiado longas para um descanso que se torna desassossego. As rotinas sucedem-se mais iguais do que nunca por se confinarem a um espaço que, sendo o nosso, parece querer sufocar-nos. Terrível experiência esta, nunca antes vivida, em que, sendo livres, nos sentimos aprisionados no lugar que ainda há dias era de acolhimento.
Diários de quarentena (11): Quando vier a Primavera, poema de Alberto Caeiro
Quando vier a Primavera – um poema de Alberto Caeiro, escolhido por J. Lopes Morgado
Diários de quarentena (10): E nós aqui tão perto
Depois de jantar, quando não há ninguém nas ruas, saio e vou até ao jardim público. Procuro não tocar em nada. Caminho durante meia hora. Cruzo-me à distância com três ou quatro pessoas. Cumprimentos com acenos de cabeça, cada qual numa borda do passeio. Um rente às casas, outro na borda da rua. Passamos.
Diários de quarentena (17): Manual de sobrevivência e treinar a mente em casa
Isto assim não pode ser! Após poucos dias de quarentena forçada estou mais cansado do que andava com a rotina habitual de trabalho-netos-amigos-casa. A agitação máxima atingiu as redes sociais. Toda a gente fechada em casa está possessa de enorme vontade de comunicar. Mais é impossível. A todo o segundo um novo toque: SMS, WhatsApp; mail.
Diários de quarentena (16): Labirinto sem saída
Por estes dias em que se começam a ouvir algumas queixas por este confinamento a que estamos sujeitos, tenho pensado no que será estar preso “a sério”.
Diários de quarentena (15): Uma pandemia, um desafio à solidariedade
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
Diários de quarentena (14): Tudo ao contrário? Em tempos de “des-samaritanização”
A ação social básica, própria das relações de família, vizinhança e amizade, tem sido bastante descurada: ao longo da história, relevaram-se mais as diferentes instituições que foram sendo criadas, seguindo-se-lhes a consagração e desenvolvimento do Estado social. Deste modo, o patamar básico da ação social foi menosprezado, a favor do intermédio, ou institucional, e do estatal.
Diários de quarentena (13): Um “Va, pensiero” através da música, gravado em casa de cada um dos membros do coro
A música começa com os violinos e a flauta e só depois se junta a orquestra e, finalmente, todo o coro: Va, pensiero sull’ali dorate… “Vai, pensamento, nas asas douradas. Vai, pousa nas falésias, nas colinas… Do Jordão saúda a costa, de Sião…”
Diários de quarentena (12): Entre a solidão e o medo só o amor nos liberta
Os dias parecem-nos intermináveis e as noites demasiado longas para um descanso que se torna desassossego. As rotinas sucedem-se mais iguais do que nunca por se confinarem a um espaço que, sendo o nosso, parece querer sufocar-nos. Terrível experiência esta, nunca antes vivida, em que, sendo livres, nos sentimos aprisionados no lugar que ainda há dias era de acolhimento.
Diários de quarentena (11): Quando vier a Primavera, poema de Alberto Caeiro
Quando vier a Primavera – um poema de Alberto Caeiro, escolhido por J. Lopes Morgado
Diários de quarentena (10): E nós aqui tão perto
Depois de jantar, quando não há ninguém nas ruas, saio e vou até ao jardim público. Procuro não tocar em nada. Caminho durante meia hora. Cruzo-me à distância com três ou quatro pessoas. Cumprimentos com acenos de cabeça, cada qual numa borda do passeio. Um rente às casas, outro na borda da rua. Passamos.
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