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“Vemos, ouvimos e lemos…”

“Vemos, ouvimos e lemos…”

Num tempo de medo e de incerteza pela ameaça do novo coronavírus, importa não perder a cabeça fria. Com afirmou José Gil há dias, a lição que estamos a ter deve preparar-nos para o tema da salvaguarda do Planeta e da Humanidade. A exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco é, assim, de leitura obrigatória.

“Querida Amazónia”: as portas não estão fechadas, mas não dependem só do Papa

“Querida Amazónia”: as portas não estão fechadas, mas não dependem só do Papa

Sou dos que teriam gostado de ver na exortação apostólica Querida Amazónia, publicada no passado dia 12, um gesto do Papa Francisco de abertura à revisão da disciplina do celibato obrigatório. Assim como de ver a possibilidade de as mulheres poderem assumir ministérios ordenados, no quadro de dinâmicas comunitárias que tal requeressem.

Papa não abre mão do celibato obrigatório, mas quer “ampliar horizontes” do catolicismo na Amazónia (análise)

Papa não abre mão do celibato obrigatório, mas quer “ampliar horizontes” do catolicismo na Amazónia (análise)

O Papa não ouviu (para já?) os pedidos dos bispos reunidos no sínodo sobre a Amazónia, acerca da ordenação de homens casados, um rito litúrgico próprio e um ministério específico para as mulheres. Na exortação Querida Amazónia, publicada nesta quarta-feira, Francisco não poupa críticas ao sistema económico predador da região e pede que se ampliem horizontes.

A carta de amor do Papa Francisco para a “querida Amazónia”

A carta de amor do Papa Francisco para a “querida Amazónia”

Querida Amazónia é o título da exortação apostólica pós-sinodal que o Papa escreveu e que será apresentada na próxima quarta-feira, 12, segundo anúncio do Vaticano na página do Sínodo dos Bispos. O documento recolhe o contributo da assembleia do Sínodo que decorreu em Outubro passado, e cujo tema era “Amazónia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

A carta de amor do Papa Francisco para a “querida Amazónia”

“Novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral”

A Amazónia é o lugar a partir do qual os bispos católicos reunidos em sínodo refletiram sobre os novos caminhos para a Igreja e para ecologia integral. Um lugar ultra-periférico de um ponto de vista social e no centro da vida natural terrestre: um terço das florestas nativas do planeta, um terço da biodiversidade, um quinto da água doce não congelada. Um lugar onde, em tempos de globalização acelerada, subsiste uma lacuna antropológica entre a nossa civilização e o modo de vida de muitos dos 385 povos indígenas.

A carta de amor do Papa Francisco para a “querida Amazónia”

Amazónia já está mais seca e vulnerável, confirma a NASA

O aumento do desmantelamento e das queimadas na Amazónia, aliada a uma alta concentração de gases de efeito de estufa, está a tornar a floresta tropical mais seca, resultando na necessidade de água e causando uma vulnerabilidade dos ecossistemas aos incêndios e à própria seca, revelou um estudo da NASA, agência espacial norte-americana.

Indígenas acusam Governo brasileiro de ter sangue do líder morto

Indígenas acusam Governo brasileiro de ter sangue do líder morto

“O governo de Bolsonaro tem sangue indígena nas suas mãos, o aumento da violência nos territórios indígenas é reflexo direto do seu discurso de ódio e medidas contra os povos indígenas do Brasil.” Com estas palavras duras, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) acusa o Governo brasileiro de ter também culpas no assassinato do giardião indígena Paulo Paulino Guajajara.

“Vemos, ouvimos e lemos…”

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