“Uma tragédia humanitária” – assim define o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon, os últimos acontecimentos na Birmânia, no seguimento do golpe de estado liderado pela Junta Militar, no início de fevereiro.
Birmânia
Uma “tragédia humanitária”, denuncia cardeal Charles Bo“Uma tragédia humanitária” – assim define o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon, os últimos acontecimentos na Birmânia, no seguimento do golpe de estado liderado pela Junta Militar, no início de fevereiro.
Khet Thi, conhecido poeta e voz da resistência ao golpe de Estado na Birmânia (Myanmar), em 1 de fevereiro foi preso, junto com a sua mulher, no sábado passado. Depois de libertada, esta foi chamada, no domingo, ao hospital da cidade de Shwebo para recuperar o cadáver do seu marido, que tinha sinais evidentes de ter sido torturado e de os “seus órgãos internos terem sido removidos”.
A situação na Birmânia continua a degradar-se, na sequência do golpe militar de 1 de fevereiro último. Este domingo surgiram notícias de que a Junta no poder condenou à morte 19 ativistas opositores. Ao mesmo tempo, os indicadores económicos revelam que a situação do país está a piorar.
Pelo menos 114 pessoas, incluindo algumas crianças, foram mortas neste sábado, 27 de março, pelas forças militares que dispararam indiscriminadamente sobre manifestantes que saíram à rua em Rangum e noutras cidades da Birmânia (Myanmar) em protesto contra o golpe militar de 1 de fevereiro, noticiou o Myanmar News.
A maioria dos 77 migrantes vindos da Birmânia (Myanmar), Laos e Camboja e mantidos em dois sobrelotados campos de detenção tailandeses contraiu a covid-19. De acordo com ativistas locais de direitos humanos, esta é a prova das péssimas condições a que são sujeitos os estrangeiros que entram ilegalmente na Tailândia, noticiou nesta sexta-feira, 19 de março, a agência UCA News.
O golpe de estado de 1 de fevereiro fez o país regressar ao “pesadelo da repressão militar, da brutalidade, da violência e da ditadura”, declarou nesta quinta-feira, 11 de março, o cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Rangum (Birmânia), num vídeo difundido pela Radio Veritas Asia em que apelou aos militares para que “deixem o poder”, servindo o país em vez de serem os seus donos e para que “defendam o povo em vez de o atacar”, noticiou a Asia News.
A irmã Ann Rosa Nu Tawng, cuja imagem icónica deu a volta ao mundo quando se ajoelhou diante de militares birmaneses interpondo-se entre eles e manifestantes, voltou a repetir o gesto nesta terça-feira, dia 9, diante de vários polícias, alguns dos quais também acabaram por se ajoelhar, numa atitude de solidariedade e empatia.
Um nome, Ann Rosa Nu Thawng, e uma poderosa imagem estão a percorrer o mundo, chamando a atenção para a violência policial sobre manifestantes pacíficos que contestam o golpe de estado de há um mês na Birmânia: uma freira, ajoelhada diante do pelotão da polícia, implora: “Não atirem sobre estas vidas jovens. Matai-me antes a mim”.
Birmânia
Uma “tragédia humanitária”, denuncia cardeal Charles Bo“Uma tragédia humanitária” – assim define o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon, os últimos acontecimentos na Birmânia, no seguimento do golpe de estado liderado pela Junta Militar, no início de fevereiro.
Khet Thi, conhecido poeta e voz da resistência ao golpe de Estado na Birmânia (Myanmar), em 1 de fevereiro foi preso, junto com a sua mulher, no sábado passado. Depois de libertada, esta foi chamada, no domingo, ao hospital da cidade de Shwebo para recuperar o cadáver do seu marido, que tinha sinais evidentes de ter sido torturado e de os “seus órgãos internos terem sido removidos”.
A situação na Birmânia continua a degradar-se, na sequência do golpe militar de 1 de fevereiro último. Este domingo surgiram notícias de que a Junta no poder condenou à morte 19 ativistas opositores. Ao mesmo tempo, os indicadores económicos revelam que a situação do país está a piorar.
Pelo menos 114 pessoas, incluindo algumas crianças, foram mortas neste sábado, 27 de março, pelas forças militares que dispararam indiscriminadamente sobre manifestantes que saíram à rua em Rangum e noutras cidades da Birmânia (Myanmar) em protesto contra o golpe militar de 1 de fevereiro, noticiou o Myanmar News.
A maioria dos 77 migrantes vindos da Birmânia (Myanmar), Laos e Camboja e mantidos em dois sobrelotados campos de detenção tailandeses contraiu a covid-19. De acordo com ativistas locais de direitos humanos, esta é a prova das péssimas condições a que são sujeitos os estrangeiros que entram ilegalmente na Tailândia, noticiou nesta sexta-feira, 19 de março, a agência UCA News.
O golpe de estado de 1 de fevereiro fez o país regressar ao “pesadelo da repressão militar, da brutalidade, da violência e da ditadura”, declarou nesta quinta-feira, 11 de março, o cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Rangum (Birmânia), num vídeo difundido pela Radio Veritas Asia em que apelou aos militares para que “deixem o poder”, servindo o país em vez de serem os seus donos e para que “defendam o povo em vez de o atacar”, noticiou a Asia News.
A irmã Ann Rosa Nu Tawng, cuja imagem icónica deu a volta ao mundo quando se ajoelhou diante de militares birmaneses interpondo-se entre eles e manifestantes, voltou a repetir o gesto nesta terça-feira, dia 9, diante de vários polícias, alguns dos quais também acabaram por se ajoelhar, numa atitude de solidariedade e empatia.
Um nome, Ann Rosa Nu Thawng, e uma poderosa imagem estão a percorrer o mundo, chamando a atenção para a violência policial sobre manifestantes pacíficos que contestam o golpe de estado de há um mês na Birmânia: uma freira, ajoelhada diante do pelotão da polícia, implora: “Não atirem sobre estas vidas jovens. Matai-me antes a mim”.
[Entre Margens]
Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidadeNo próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].
[Arquipélago Jerusalém]
Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidadeAcordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].
“Viola Lei”
Comissão da Liberdade Religiosa condena presença do patriarca em bênção de escola pública novidadeA Comissão da Liberdade Religiosa considera que a presença do patriarca Rui Valério na cerimónia de inauguração de uma escola pública de Cascais onde estiveram o Presidente da República, primeiro-ministro e ministro da Educação “viola claramente” a Lei da Liberdade Religiosa” e o princípio da não confessionalidade”.
Exéquias este sábado
Morreu António Vitalino, bispo emérito de Beja, aos 84 anos novidadeAntónio Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja, morreu esta sexta-feira, 9 de outubro, aos 84 anos, no Hospital de Braga. As exéquias estão marcadas para este sábado, 10 de outubro, com missa às 16h00, na igreja Matriz de Parada de Gatim.
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