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Celebrar como comunidade em tempo de confinamento

Celebrar como comunidade em tempo de confinamento

A Comunidade de Acolhimento Cristão João XXIII, uma comunidade eclesial de base viva em Coimbra, que se reúne semanalmente desde finais dos anos noventa, partilha aqui o seu testemunho sobre o modo como entende a sua experiência neste tempo de pandemia.

Embriaguez sem vinho

Embriaguez sem vinho

A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?

É o vírus, estúpido!

É o vírus, estúpido!

No princípio da semana (22 março),  Angela Merkel reuniu com os ministros-presidentes dos estados alemães para tomar decisões sobre o que fazer perante o actual descontrolo da situação na Alemanha. As hesitações dos políticos e os truques que alguns responsáveis regionais arranjaram para iludir as regras combinadas por todos foram fatais para a luta contra a mutação inglesa. Esta terceira vaga está a ser ainda mais rápida e avassaladora do que já se temia.

Pecados em quarentena

Pecados em quarentena

Também há pandemias que atacam os assuntos mais sérios, destruindo a seriedade e independência com que deles devemos falar. E exigem cuidados especiais muito intensivos, quando está em jogo a formação de espírito crítico nas novas gerações e o esforço de darmos o exemplo: chamando bom ao que justificadamente consideramos bom e mau ao que justificadamente ajuizamos ser mau.

Ato de resistência

Ato de resistência

A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.

Um novo isolamento, uma nova oportunidade

Um novo isolamento, uma nova oportunidade

A solidão é uma espécie de monstro que todos tememos, principalmente com o avançar dos anos, onde aquela se vai agarrando a nós com uma terrível força, fruto da nossa rotina e do aprofundar dos nossos pensamentos. É o local onde mais ninguém nos pode ouvir, onde somos confrontados com as nossas próprias vozes, sem distrações ou amparos, apenas o silêncio dos nossos receios. É claro que ter a companhia e o amor do nosso próximo é impreterível a uma vida mais feliz.

Deitar a toalha ao chão – ou ajuda mútua

Deitar a toalha ao chão – ou ajuda mútua

As pessoas estão angustiadas, ansiosas, deprimidas, cansadas. Cansadas de ter de lutar em prol de não sei quê e contra um invisível que pode tornar-se avassalador; cansadas de fingir que acreditam no futuro; cansadas de ter de fazer de conta que conseguem ser felizes; cansadas de serem incompreendidas na sua dor; cansadas de não serem escutadas nos seus apelos; cansadas de disfarçar os seus reais problemas; cansadas de ver desonestidades e incompetências de alguns com consequências nefastas para quase todos.

E se confinássemos?

E se confinássemos?

Inclinado, como é meu hábito, a confiar nas explicações científicas, e até mesmo na humilde incerteza que toda a séria certeza tem, aceito, evidentemente, que estamos a percorrer o caminho mais seguro para limitar a tragédia e assegurar, tanto quanto possível é prever, uma evolução favorável. Igualmente convicto da boa-fé, rectidão de motivos e sentido do serviço público de quem, em tempos tão difíceis, tem conduzido o país, não me resta qualquer paciência para opiniões avulsas ou teorias da conspiração.

Celebrar como comunidade em tempo de confinamento

Celebrar como comunidade em tempo de confinamento

A Comunidade de Acolhimento Cristão João XXIII, uma comunidade eclesial de base viva em Coimbra, que se reúne semanalmente desde finais dos anos noventa, partilha aqui o seu testemunho sobre o modo como entende a sua experiência neste tempo de pandemia.

Embriaguez sem vinho

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A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?

É o vírus, estúpido!

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No princípio da semana (22 março),  Angela Merkel reuniu com os ministros-presidentes dos estados alemães para tomar decisões sobre o que fazer perante o actual descontrolo da situação na Alemanha. As hesitações dos políticos e os truques que alguns responsáveis regionais arranjaram para iludir as regras combinadas por todos foram fatais para a luta contra a mutação inglesa. Esta terceira vaga está a ser ainda mais rápida e avassaladora do que já se temia.

Pecados em quarentena

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Ato de resistência

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A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.

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A solidão é uma espécie de monstro que todos tememos, principalmente com o avançar dos anos, onde aquela se vai agarrando a nós com uma terrível força, fruto da nossa rotina e do aprofundar dos nossos pensamentos. É o local onde mais ninguém nos pode ouvir, onde somos confrontados com as nossas próprias vozes, sem distrações ou amparos, apenas o silêncio dos nossos receios. É claro que ter a companhia e o amor do nosso próximo é impreterível a uma vida mais feliz.

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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