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Aprender a olhar para as insignificâncias

Aprender a olhar para as insignificâncias

O António Lobo Antunes acaba por dizer, num dos seus textos, que terminar uma crónica é fácil: “Põe-se o ponto final e deixa-se o resto da página em branco, pronto.” Cá para mim escrever crónicas é a maneira mais dolorosa de dar significado ao insignificante. A crónica – quando se lê Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Rui Zink, Miguel Esteves Cardoso – parece a forma literária de mais fácil execução, como se aquilo que se lê sempre tivesse estado lá, assim tão óbvio. (Ana Sofia Brito)

O que fazer dos nossos livros?

[Nas margens da filosofia – L]

O que fazer dos nossos livros?

Que fazer dos quase dezasseis mil livros que ao longo da nossa vida temos comprado e herdado? Dos meus irmãos recebi praticamente todos os nossos livros de infância pois nenhum pretendia guardá-los. A esses se acrescentam os livros de direito do meu marido, os meus de filosofia e as centenas de obras de história, de literatura, de enciclopédias, de dicionários etc., etc.. A casa de férias tem ajudado a solucionar esta situação e nela guardamos essencialmente a literatura infantil e policial.

Alma de pobres (II)

[Olhar de teóloga]

Alma de pobres (II)

Continuo com a reflexão a partir de As Sandálias do Pescador, de Morris West. Fico agora com a figura de David Telemond, o sacerdote que Kiril escolhe como secretário, apesar da sua obra teológica estar a ser submetida a revisão. Por certo, Kiril não favorecerá David Telemond quando chegar a rejeição da sua obra por parte da então Congregação para a Doutrina da Fé.

O que sabemos dos nossos refugiados?

[Nas margens da filosofia]

O que sabemos dos nossos refugiados?

Assistimos de novo àquilo que pensávamos nunca mais voltar a acontecer na Europa depois das duas últimas grandes guerras – a fuga massiva de migrantes obrigados a sair do seu país para se manterem vivos. E trata-se de gente que até há poucos meses vivia bem, em cidades cuidadas e bonitas, com jardins, monumentos, escolas e igrejas maravilhosas, num ambiente pacífico que os seus habitantes nunca sonhariam ter de abandonar.

A tralha natalícia

[Os dias da semana]

A tralha natalícia

No período do advento natalício, o frenesi consumista nota-se mais. O dinheiro esbanjado em coisas desnecessárias é mais ostensivo. Em vez de ser uma festa que aponta para a alegria e a liberdade, o Natal parece homenagear a tristeza de uma insaciabilidade cumulada de tralha.

Aprender a olhar para as insignificâncias

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O António Lobo Antunes acaba por dizer, num dos seus textos, que terminar uma crónica é fácil: “Põe-se o ponto final e deixa-se o resto da página em branco, pronto.” Cá para mim escrever crónicas é a maneira mais dolorosa de dar significado ao insignificante. A crónica – quando se lê Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Rui Zink, Miguel Esteves Cardoso – parece a forma literária de mais fácil execução, como se aquilo que se lê sempre tivesse estado lá, assim tão óbvio. (Ana Sofia Brito)

O que fazer dos nossos livros?

[Nas margens da filosofia – L]

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Que fazer dos quase dezasseis mil livros que ao longo da nossa vida temos comprado e herdado? Dos meus irmãos recebi praticamente todos os nossos livros de infância pois nenhum pretendia guardá-los. A esses se acrescentam os livros de direito do meu marido, os meus de filosofia e as centenas de obras de história, de literatura, de enciclopédias, de dicionários etc., etc.. A casa de férias tem ajudado a solucionar esta situação e nela guardamos essencialmente a literatura infantil e policial.

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Continuo com a reflexão a partir de As Sandálias do Pescador, de Morris West. Fico agora com a figura de David Telemond, o sacerdote que Kiril escolhe como secretário, apesar da sua obra teológica estar a ser submetida a revisão. Por certo, Kiril não favorecerá David Telemond quando chegar a rejeição da sua obra por parte da então Congregação para a Doutrina da Fé.

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