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Ainda de volta à eutanásia

Ainda de volta à eutanásia

Foi com alívio que vi serem aprovados, por maioria de votos, os cinco projectos-lei para despenalização da eutanásia, apresentados por cinco dos partidos com assento parlamentar. Do seu debate na Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, resultará um só diploma a votar no Parlamento. Aí se decide se terá ainda lugar, ou não, um referendo (espero que não).

Bem-viver e bem-morrer

Bem-viver e bem-morrer

Ouvi há dias, na Antena 1, os meus amigos e afilhados de casamento, o Rogério e a Ana, sobre a doença com que ele se debate, a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Além de meu camarada de armas – estivemos os dois em Angola, na guerra –, o Rogério Santos, escritor e professor universitário da Católica, é um investigador inveterado da rádio, continuando a produzir livros e a manter brilhantemente no Facebook uma aturada história da rádio em Portugal, apesar da ELA.

Da eutanásia às Cinzas

Da eutanásia às Cinzas

Viveremos (os cristãos), nesta quarta-feira, a imposição das Cinzas, lindíssima celebração pela qual muitos cristãos (incluindo eu) têm verdadeira devoção, sejam quais forem as interpretações, significados pessoais (ou teológicos) desse gesto: para mim, é sagrado. Passada a Quarta-Feira de Cinzas iniciaremos a caminhada quaresmal.

Despenalização da eutanásia aprovada, debate político e religioso continua nos próximos meses

Despenalização da eutanásia aprovada, debate político e religioso continua nos próximos meses

Os cinco projectos-lei sobre a despenalização da eutanásia que tinham sido apresentados na Assembleia da República (AR) foram todos aprovados, baixando agora à Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias para discussão na especialidade. Segue-se, no entanto, um período de alguns meses até que haja uma conclusão deste processo – que pode desembocar na aprovação da lei ou, esperam ainda alguns sectores, com a realização de um referendo.

Sempre mais sós (Debate Eutanásia)

Sempre mais sós (Debate Eutanásia)

Reli várias vezes o artigo de opinião de Nuno Caiado publicado no 7MARGENS. Aprendi alguns aspetos novos das questões que a descriminalização da eutanásia ativa envolve. Mas essa aprendizagem não me fez mudar de opinião. Ao contrário do autor, não creio que a questão central da eutanásia agora em discussão seja a do sofrimento do doente em situação terminal. A questão central é a da nossa resposta ao seu pedido para que o ajudemos a morrer.

Opção pela morte?

Opção pela morte?

Li recentemente, numa notícia na Ecclesia que “eutanásia e suicídio assistido não acabam com o sofrimento, acabam com uma vida”. Parece um slogan próprio de grandes marchas públicas. O autor (D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga) propõe que a Assembleia da República deve votar “não à eutanásia e suicídio assistido»”, porque se trata de uma “interrupção voluntária do amor e da vida”.

Eutanásia: Não podemos passar sem o referendo

Eutanásia: Não podemos passar sem o referendo

Vemos, ouvimos e lemos o que se tem dito nestes dias sobre a eutanásia. Mas não vemos, não ouvimos, nem lemos argumentos sobre a essência da questão que está em cima da mesa. Trata-se, pura e simplesmente, de saber se devemos dar ao Estado a possibilidade de matar um cidadão alegadamente a pedido do próprio, em nome do seu próprio interesse individual.

O sofrimento como elemento axiomático da reflexão sobre a eutanásia

O sofrimento como elemento axiomático da reflexão sobre a eutanásia

Após umas notas na página do 7MARGENS no Facebook, pedem-me para lhes dar forma de artigo a fim de poder ser publicado. Está bem. Por alguma razão, que não estará fora do entendimento de quem venha a ler estas linhas, lembrei-me de ir buscar à estante o disco Requiem for My Friend, do compositor contemporâneo Zbigniew Preisner. Há muito que penso que gostaria de o ter no meu funeral e, por maioria de razão, se algum dia eu for sujeito a eutanásia, no momento da passagem.

Ainda de volta à eutanásia

Ainda de volta à eutanásia

Foi com alívio que vi serem aprovados, por maioria de votos, os cinco projectos-lei para despenalização da eutanásia, apresentados por cinco dos partidos com assento parlamentar. Do seu debate na Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, resultará um só diploma a votar no Parlamento. Aí se decide se terá ainda lugar, ou não, um referendo (espero que não).

Bem-viver e bem-morrer

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Ouvi há dias, na Antena 1, os meus amigos e afilhados de casamento, o Rogério e a Ana, sobre a doença com que ele se debate, a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Além de meu camarada de armas – estivemos os dois em Angola, na guerra –, o Rogério Santos, escritor e professor universitário da Católica, é um investigador inveterado da rádio, continuando a produzir livros e a manter brilhantemente no Facebook uma aturada história da rádio em Portugal, apesar da ELA.

Da eutanásia às Cinzas

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Viveremos (os cristãos), nesta quarta-feira, a imposição das Cinzas, lindíssima celebração pela qual muitos cristãos (incluindo eu) têm verdadeira devoção, sejam quais forem as interpretações, significados pessoais (ou teológicos) desse gesto: para mim, é sagrado. Passada a Quarta-Feira de Cinzas iniciaremos a caminhada quaresmal.

Despenalização da eutanásia aprovada, debate político e religioso continua nos próximos meses

Despenalização da eutanásia aprovada, debate político e religioso continua nos próximos meses

Os cinco projectos-lei sobre a despenalização da eutanásia que tinham sido apresentados na Assembleia da República (AR) foram todos aprovados, baixando agora à Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias para discussão na especialidade. Segue-se, no entanto, um período de alguns meses até que haja uma conclusão deste processo – que pode desembocar na aprovação da lei ou, esperam ainda alguns sectores, com a realização de um referendo.

Sempre mais sós (Debate Eutanásia)

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Reli várias vezes o artigo de opinião de Nuno Caiado publicado no 7MARGENS. Aprendi alguns aspetos novos das questões que a descriminalização da eutanásia ativa envolve. Mas essa aprendizagem não me fez mudar de opinião. Ao contrário do autor, não creio que a questão central da eutanásia agora em discussão seja a do sofrimento do doente em situação terminal. A questão central é a da nossa resposta ao seu pedido para que o ajudemos a morrer.

Opção pela morte?

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Li recentemente, numa notícia na Ecclesia que “eutanásia e suicídio assistido não acabam com o sofrimento, acabam com uma vida”. Parece um slogan próprio de grandes marchas públicas. O autor (D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga) propõe que a Assembleia da República deve votar “não à eutanásia e suicídio assistido»”, porque se trata de uma “interrupção voluntária do amor e da vida”.

Eutanásia: Não podemos passar sem o referendo

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Vemos, ouvimos e lemos o que se tem dito nestes dias sobre a eutanásia. Mas não vemos, não ouvimos, nem lemos argumentos sobre a essência da questão que está em cima da mesa. Trata-se, pura e simplesmente, de saber se devemos dar ao Estado a possibilidade de matar um cidadão alegadamente a pedido do próprio, em nome do seu próprio interesse individual.

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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