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Deus, flauta da nossa obscuridade?

Ensaio

Deus, flauta da nossa obscuridade?

«Deus está vivo ou Deus está morto. E não vos extravieis pelo que de superficial, mecânico, sugeridor de um certo cheiro a cera e a santos óleos podereis descobrir nesta questão. Porque para lá de todos esses aspectos anedóticos e ridículos há um problema de radicalidade, de justificação basilar do próprio destino do homem.»

O risco é dispersar ou adormecer

O risco é dispersar ou adormecer

Estamos absolutamente no Absoluto, de tal maneira que não conseguimos vê-lo nem conhecê-lo. Sabemos, porém, algo, positivamente: é que o Ser que habitamos é Consciência, i.e., ser-para-si. Aí também o Absoluto está. Há algum lugar onde o Absoluto não esteja presente, ele que está em toda a parte e inteiramente em cada uma das suas partes? [Texto de Rúben Azevedo].

O risco é dispersar ou adormecer

Sentido da vida

Em que consiste o sentido da vida? Somos o único animal que coloca esta questão. Sobretudo depois de satisfeitas todas as necessidades materiais. Porque é evidente que o material não chega. Parece bastante evidente que o ser humano não foi feito para estar parado; ele age e deseja agir. O desejo de sentido último é um desejo de ação. Não de uma ação qualquer, não de um mero agitar-se, mas de um agir com propósito. [Texto de Rúben Azevedo]

O risco é dispersar ou adormecer

A utilidade e atualidade das provas clássicas da existência de Deus

Um admirável filósofo português que descobri muito recentemente, Eduardo Abranches de Soveral, o qual foi inclusive professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde estudei, escreveu acerca do Absoluto muitas coisas com as quais concordo e que eu próprio já escrevi. Uma das quais foi a de que a existência do Absoluto é “«óbvia, se aceitarmos a existência do relativo e do finito»”. [Texto de Rúben Azevedo]

A respiração das casas

[Nas margens da filosofia (LXII)]

A respiração das casas

As casas que me marcaram tiveram sempre corredor. O corredor da casa dos meus avós era uma faixa comprida que partia da cozinha, estendia-se ao longo de salas e terminava no quarto da minha avó. Percorrê-lo de patins foi sempre um sonho nunca concretizado, pelas razões óbvias do barulho e dos estragos na madeira encerada. [Luísa Ribeiro Ferreira]

E se S. Tomás vivesse nos dias de hoje?

E se S. Tomás vivesse nos dias de hoje?

Há anos, Umberto Eco perguntava: o que faria Tomás de Aquino se vivesse nos dias de hoje? Aperceber-se-ia de que “não poderia nem deveria elaborar um sistema definitivo, como uma arquitetura acabada, mas preferiria uma espécie de sistema móvel, uma Suma de folhas substituíveis, porque na sua enciclopédia das ciências entraria a noção de provisoriedade histórica. Diria, por certo, que deveria pensar outra coisa”. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

Quando os amigos nos morrem

[Nas margens da filosofia (LXI)]

Quando os amigos nos morrem

É-nos possível estabelecer relações de amizade com pessoas diferentes de nós. Há amizades fugazes, há amizades profundas, há amizades que nos remetem para a infância e que, como tal, nos trazem estabilidade; outras há que resultam de encontros ocasionais, mas que nos marcaram para sempre. [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira]

O ser e a liberdade (II)

O ser e a liberdade (II)

O Ser Humano tem uma enorme facilidade para se esquecer do essencial. Precisa de ser dele continuamente lembrado. É nesse sentido que a disciplina da religião e do rito pode ser proveitosa, no sentido em que introduz a disciplina da memória. [Texto de Ruben Azevedo]

Deus, flauta da nossa obscuridade?

Ensaio

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«Deus está vivo ou Deus está morto. E não vos extravieis pelo que de superficial, mecânico, sugeridor de um certo cheiro a cera e a santos óleos podereis descobrir nesta questão. Porque para lá de todos esses aspectos anedóticos e ridículos há um problema de radicalidade, de justificação basilar do próprio destino do homem.»

O risco é dispersar ou adormecer

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Estamos absolutamente no Absoluto, de tal maneira que não conseguimos vê-lo nem conhecê-lo. Sabemos, porém, algo, positivamente: é que o Ser que habitamos é Consciência, i.e., ser-para-si. Aí também o Absoluto está. Há algum lugar onde o Absoluto não esteja presente, ele que está em toda a parte e inteiramente em cada uma das suas partes? [Texto de Rúben Azevedo].

O risco é dispersar ou adormecer

Sentido da vida

Em que consiste o sentido da vida? Somos o único animal que coloca esta questão. Sobretudo depois de satisfeitas todas as necessidades materiais. Porque é evidente que o material não chega. Parece bastante evidente que o ser humano não foi feito para estar parado; ele age e deseja agir. O desejo de sentido último é um desejo de ação. Não de uma ação qualquer, não de um mero agitar-se, mas de um agir com propósito. [Texto de Rúben Azevedo]

O risco é dispersar ou adormecer

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Um admirável filósofo português que descobri muito recentemente, Eduardo Abranches de Soveral, o qual foi inclusive professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde estudei, escreveu acerca do Absoluto muitas coisas com as quais concordo e que eu próprio já escrevi. Uma das quais foi a de que a existência do Absoluto é “«óbvia, se aceitarmos a existência do relativo e do finito»”. [Texto de Rúben Azevedo]

A respiração das casas

[Nas margens da filosofia (LXII)]

A respiração das casas

As casas que me marcaram tiveram sempre corredor. O corredor da casa dos meus avós era uma faixa comprida que partia da cozinha, estendia-se ao longo de salas e terminava no quarto da minha avó. Percorrê-lo de patins foi sempre um sonho nunca concretizado, pelas razões óbvias do barulho e dos estragos na madeira encerada. [Luísa Ribeiro Ferreira]

E se S. Tomás vivesse nos dias de hoje?

E se S. Tomás vivesse nos dias de hoje?

Há anos, Umberto Eco perguntava: o que faria Tomás de Aquino se vivesse nos dias de hoje? Aperceber-se-ia de que “não poderia nem deveria elaborar um sistema definitivo, como uma arquitetura acabada, mas preferiria uma espécie de sistema móvel, uma Suma de folhas substituíveis, porque na sua enciclopédia das ciências entraria a noção de provisoriedade histórica. Diria, por certo, que deveria pensar outra coisa”. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

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É-nos possível estabelecer relações de amizade com pessoas diferentes de nós. Há amizades fugazes, há amizades profundas, há amizades que nos remetem para a infância e que, como tal, nos trazem estabilidade; outras há que resultam de encontros ocasionais, mas que nos marcaram para sempre. [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira]

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