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Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros, o amor passional, e ágape, o amor sacrificial, continuam em batalha campal nas nossas vidas, como se não fosse possível juntá-los à mesma mesa, que é como quem diz, assumi-los por inteiro e integrá-los a ambos no leque dos bons amigos. A confusão radica nas dualidades que somos propensos a fazer, dividindo o que está destinado a ser junto e atribuindo dísticos de “bom” e “mau” a realidades que se limitam a ser.

O que é a liberdade?

O que é a liberdade?

O que é a liberdade? Ela existe de facto, ou não passa de uma ilusão? O problema da liberdade pode também ser formulado assim: somos realmente autores dos nossos atos, quer dizer, a sua causa primeira, original, vertical, ou são eles necessariamente prisioneiros de uma causalidade horizontal, i.e. fisio-psico-biológica?

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

O título que escolhi para este texto evoca a questão que talvez seja a mais comum aos ouvidos de quem estuda e investiga na área das Humanidades. Numa época pandémica, em que se exige tanto dos profissionais da saúde, da economia, da segurança, da estatística, e de tantos outros, as Humanidades ficaram aparentemente ainda mais em segundo plano, já que, pela essência dos objetos com que lidam, não foram chamadas para a linha da frente do combate anti-covid-19.

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

Que coisa é a poesia, o pensamento poético, senão o labor silencioso da captação da ausência, do invisível que está aí para que se veja, se apresente? Só um fino olhar, transfigurado e transfigurador, captará tal modo de ser presença. Este pensar sensível, que mantém a tensão entre o conceito e a intuição, a razão e a pulsão, mantem-nos despertos do longo sono do racionalismo estrito, de uma razão tecnológica glicémica, mas estreita e pesada, que nos adormece e embala, de teorema em teorema, não obstante a condição trágica em que os humanos vivem – a permanente e inacabada “noite do Getsémani”.

O que é a liberdade?

A Justiça livra da morte

É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

A espiral da vida

A espiral da vida

Com muitas ou poucas aventuras, a espiral da vida tem uma peculiaridade: para quem nos observe e para o próprio, não estamos sempre a subir: podemos voltar muito abaixo do nível alcançado. Mas se o desejo não morreu, esta sensação apenas indica que a riqueza das experiências vividas não está a ser devidamente digerida. Na realidade, estaremos a subir: em breve, a energia acumulada nos faz subir com mais força e resiliência.

Identidade e Pandemia

Identidade e Pandemia

Indubitavelmente que a pandemia também trouxe alterações positivas às nossas identidades pessoais e colectivas. A ideia de um homem dono e senhor da natureza foi substituída pela necessidade de cuidar do planeta e pela consciência das nossas obrigações enquanto habitantes do mesmo. O desafio diário para ultrapassar o modo habitual de lidar com os nossos medos intensificou a criatividade, levou a contactos diferentes com os amigos que apenas vemos online, manteve acesa a nossa sede de leitura partilhando livros e pedindo a filhos e netos que nos descarreguem músicas.

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros, o amor passional, e ágape, o amor sacrificial, continuam em batalha campal nas nossas vidas, como se não fosse possível juntá-los à mesma mesa, que é como quem diz, assumi-los por inteiro e integrá-los a ambos no leque dos bons amigos. A confusão radica nas dualidades que somos propensos a fazer, dividindo o que está destinado a ser junto e atribuindo dísticos de “bom” e “mau” a realidades que se limitam a ser.

O que é a liberdade?

O que é a liberdade?

O que é a liberdade? Ela existe de facto, ou não passa de uma ilusão? O problema da liberdade pode também ser formulado assim: somos realmente autores dos nossos atos, quer dizer, a sua causa primeira, original, vertical, ou são eles necessariamente prisioneiros de uma causalidade horizontal, i.e. fisio-psico-biológica?

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

O título que escolhi para este texto evoca a questão que talvez seja a mais comum aos ouvidos de quem estuda e investiga na área das Humanidades. Numa época pandémica, em que se exige tanto dos profissionais da saúde, da economia, da segurança, da estatística, e de tantos outros, as Humanidades ficaram aparentemente ainda mais em segundo plano, já que, pela essência dos objetos com que lidam, não foram chamadas para a linha da frente do combate anti-covid-19.

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

Que coisa é a poesia, o pensamento poético, senão o labor silencioso da captação da ausência, do invisível que está aí para que se veja, se apresente? Só um fino olhar, transfigurado e transfigurador, captará tal modo de ser presença. Este pensar sensível, que mantém a tensão entre o conceito e a intuição, a razão e a pulsão, mantem-nos despertos do longo sono do racionalismo estrito, de uma razão tecnológica glicémica, mas estreita e pesada, que nos adormece e embala, de teorema em teorema, não obstante a condição trágica em que os humanos vivem – a permanente e inacabada “noite do Getsémani”.

O que é a liberdade?

A Justiça livra da morte

É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

A espiral da vida

A espiral da vida

Com muitas ou poucas aventuras, a espiral da vida tem uma peculiaridade: para quem nos observe e para o próprio, não estamos sempre a subir: podemos voltar muito abaixo do nível alcançado. Mas se o desejo não morreu, esta sensação apenas indica que a riqueza das experiências vividas não está a ser devidamente digerida. Na realidade, estaremos a subir: em breve, a energia acumulada nos faz subir com mais força e resiliência.

Identidade e Pandemia

Identidade e Pandemia

Indubitavelmente que a pandemia também trouxe alterações positivas às nossas identidades pessoais e colectivas. A ideia de um homem dono e senhor da natureza foi substituída pela necessidade de cuidar do planeta e pela consciência das nossas obrigações enquanto habitantes do mesmo. O desafio diário para ultrapassar o modo habitual de lidar com os nossos medos intensificou a criatividade, levou a contactos diferentes com os amigos que apenas vemos online, manteve acesa a nossa sede de leitura partilhando livros e pedindo a filhos e netos que nos descarreguem músicas.

Últimas Notícias

Últimas Notícias

As cápsulas

[Sete Partidas]

As cápsulas

No radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

Perseu declara-se vítima

Testemunho

Perseu declara-se vítima

Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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