Nenhuma solução milagrosa. Nenhuma segurança definitiva. Todas as interrogações. Um mar de dúvidas. Um rio de inquietações. Muitas perguntas.
Nenhuma solução milagrosa. Nenhuma segurança definitiva. Todas as interrogações. Um mar de dúvidas. Um rio de inquietações. Muitas perguntas.
Há casos de fome em Setúbal, diz o bispo José Ornelas. E também no Porto, denunciam os padres responsáveis por 16 das 26 paróquias da cidade. É preciso uma resposta política, que coloque a fome no centro da agenda política e que ajude as pessoas com um programa integrado, “não só para dar de comer”, mas também para que as pessoas “não precisassem de pedir para comer”.
Um novo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) na semana passada revela que “as taxas de insegurança alimentar aguda estão a atingir novos máximos a nível mundial” e alerta para a necessidade de tomar medidas imediatas, caso contrário a situação irá “deteriorar-se rapidamente nos próximos meses”. Foram identificados 20 países onde o cenário é particularmente grave, dos quais quatro estão já na “iminência de fome”: o Burkina Faso, na região africana do Sahel, a Nigéria, o Sudão do Sul e o Iémen.
Os líderes de várias igrejas cristãs do Sudão do Sul fizeram um apelo à ajuda humanitária urgente para satisfazer as necessidades da população do país, que ficou vulnerável na sequência das cinco crises recentes, cuja simultaneidade criou uma situação trágica.
Um dia típico do Programa Alimentar Mundial (PAM) inclui o movimento de 5600 camiões, 30 navios e 100 aviões. Mas o dia típico desta organização, que integra o sistema das Nações Unidas e nesta sexta-feira, 9 de Outubro, foi anunciada como vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2020, é passado nos “lugares mais difíceis e complexos do mundo”.
Sabia que um terço dos alimentos diariamente produzidos no planeta acaba por ir parar ao lixo, ao mesmo tempo que está a aumentar o número de pessoas e comunidades que passam fome? E que, em Portugal, se calcula que um milhão de toneladas de comida são desperdiçadas?
É o maior número da história, alertou o director executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM), David Beasley, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, esta quinta-feira, 17 de setembro: há 138 milhões de pessoas a passar fome neste momento e o PAM está “a fazer tudo” para ajudá-las, mas em breve serão 270 milhões a precisar de ajuda alimentar e 30 milhões morrerão se não receberem auxílio de emergência. O PAM não tem verba suficiente para dar resposta a estas necessidades e a solução depende dos mais ricos, avisa Beasly.
Um novo relatório da organização não governamental Save the Children alerta para o risco de 67 mil crianças morrerem, até ao final deste ano, na África subsariana, devido a fome extrema. A análise estima ainda que, em 2030, haja um total de 433 milhões de pessoas subnutridas naquele continente. Um outro estudo, realizado pela Oxfam, indica que, na Ásia, o número de pessoas a morrer de fome poderá atingir os 12 mil por dia no final de 2020 e haverá mais 132 milhões de pessoas a passar fome do que o previsto antes da pandemia de Covid-19.
Nenhuma solução milagrosa. Nenhuma segurança definitiva. Todas as interrogações. Um mar de dúvidas. Um rio de inquietações. Muitas perguntas.
Há casos de fome em Setúbal, diz o bispo José Ornelas. E também no Porto, denunciam os padres responsáveis por 16 das 26 paróquias da cidade. É preciso uma resposta política, que coloque a fome no centro da agenda política e que ajude as pessoas com um programa integrado, “não só para dar de comer”, mas também para que as pessoas “não precisassem de pedir para comer”.
Um novo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) na semana passada revela que “as taxas de insegurança alimentar aguda estão a atingir novos máximos a nível mundial” e alerta para a necessidade de tomar medidas imediatas, caso contrário a situação irá “deteriorar-se rapidamente nos próximos meses”. Foram identificados 20 países onde o cenário é particularmente grave, dos quais quatro estão já na “iminência de fome”: o Burkina Faso, na região africana do Sahel, a Nigéria, o Sudão do Sul e o Iémen.
Os líderes de várias igrejas cristãs do Sudão do Sul fizeram um apelo à ajuda humanitária urgente para satisfazer as necessidades da população do país, que ficou vulnerável na sequência das cinco crises recentes, cuja simultaneidade criou uma situação trágica.
Um dia típico do Programa Alimentar Mundial (PAM) inclui o movimento de 5600 camiões, 30 navios e 100 aviões. Mas o dia típico desta organização, que integra o sistema das Nações Unidas e nesta sexta-feira, 9 de Outubro, foi anunciada como vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2020, é passado nos “lugares mais difíceis e complexos do mundo”.
Sabia que um terço dos alimentos diariamente produzidos no planeta acaba por ir parar ao lixo, ao mesmo tempo que está a aumentar o número de pessoas e comunidades que passam fome? E que, em Portugal, se calcula que um milhão de toneladas de comida são desperdiçadas?
É o maior número da história, alertou o director executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM), David Beasley, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, esta quinta-feira, 17 de setembro: há 138 milhões de pessoas a passar fome neste momento e o PAM está “a fazer tudo” para ajudá-las, mas em breve serão 270 milhões a precisar de ajuda alimentar e 30 milhões morrerão se não receberem auxílio de emergência. O PAM não tem verba suficiente para dar resposta a estas necessidades e a solução depende dos mais ricos, avisa Beasly.
Um novo relatório da organização não governamental Save the Children alerta para o risco de 67 mil crianças morrerem, até ao final deste ano, na África subsariana, devido a fome extrema. A análise estima ainda que, em 2030, haja um total de 433 milhões de pessoas subnutridas naquele continente. Um outro estudo, realizado pela Oxfam, indica que, na Ásia, o número de pessoas a morrer de fome poderá atingir os 12 mil por dia no final de 2020 e haverá mais 132 milhões de pessoas a passar fome do que o previsto antes da pandemia de Covid-19.
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONUA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
[Entre Margens]
Joana Lopes: 88 cravos à sua memóriaNo próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].
[Arquipélago Jerusalém]
Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].
“Viola Lei”
Comissão da Liberdade Religiosa condena presença do patriarca em bênção de escola públicaA Comissão da Liberdade Religiosa considera que a presença do patriarca Rui Valério na cerimónia de inauguração de uma escola pública de Cascais onde estiveram o Presidente da República, primeiro-ministro e ministro da Educação “viola claramente” a Lei da Liberdade Religiosa” e o princípio da não confessionalidade”.
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