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Não, a História não se repete

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    A História não tem um progresso retilíneo. Como escreveu Reis Torgal na “Carta a um jovem investigador” publicada em 2021, é mais adequado aceitar a ideia de um progresso em espiral que “nos leva a considerar que o processo civilizacional tem recuos e...

Investigação sobre Goa e catolicismo oriental distingue Ângela Barreto Xavier na Índia

Infosys premeia historiadora

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O Prémio Infosys 2021 em Humanidades, da prestigiada fundação indiana Infosys Science Foundation, foi atribuído à historiadora portuguesa Ângela Barreto Xavier “pela sua profunda pesquisa e sofisticada análise da conversão e violência no Império Português na Índia, especialmente em Goa”. O júri destaca a contribuição significativa da galardoada para a “história social e cultural do colonialismo português”, concretizando uma voz “importante e original” no que à história colonial e imperial diz respeito.

Há dois mil anos de presença judaica em Portugal e Esther Mucznik foi à procura dessa história

Novo livro

Há dois mil anos de presença judaica em Portugal e Esther Mucznik foi à procura dessa história

O que nos diz a história de quase dois mil anos de presença judaica no território que é hoje Portugal? Partindo desta pergunta, a investigadora em temas judaicos Esther Mucznik escreveu um livro que pretende mostrar como “a vida dos judeus portugueses é indissociável da história de Portugal”. A obra, com o título Judeus Portugueses – Uma história de luz e sombra (ed. Manuscrito), será apresentada nesta terça-feira, 28, às 18h30, no espaço cultural do El Corte Inglés, de Lisboa.

A Madeira (também) teve o seu dia de S. Bartolomeu

A Madeira (também) teve o seu dia de S. Bartolomeu

Foi há 175 anos que rebentou a primeira grande perseguição religiosa que Portugal conheceu, depois da missa na Sé Catedral do Funchal. Houve fiéis protestantes mortos e centenas deles tiveram que abandonar a ilha à pressa.

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

O título que escolhi para este texto evoca a questão que talvez seja a mais comum aos ouvidos de quem estuda e investiga na área das Humanidades. Numa época pandémica, em que se exige tanto dos profissionais da saúde, da economia, da segurança, da estatística, e de tantos outros, as Humanidades ficaram aparentemente ainda mais em segundo plano, já que, pela essência dos objetos com que lidam, não foram chamadas para a linha da frente do combate anti-covid-19.

A Madeira (também) teve o seu dia de S. Bartolomeu

Portugueses, não tenham medo de olhar para o retrovisor!

 Costuma dizer-se que a memória dos povos é curta. Depressa esquecemos as páginas douradas do passado, mas ainda mais depressa esquecemos as negras. Mas conhecer a história colectiva dum país continua a ser o melhor antídoto para evitar cair nos mesmos erros, sempre que as oportunidades espreitam.

A longa e iníqua Inquisição

A longa e iníqua Inquisição

Até ao séc. XV, vigorou no nosso país um clima de convivência pacífica entre cristãos, judeus e muçulmanos, respeitando-se mutuamente. Uma liberdade religiosa apadrinhada pelos primeiros monarcas e pela Igreja. Pelo que se sabe, só nas Cortes de 1361 as minorias judaicas foram episodicamente sujeitas a perseguição por parte dos comerciantes que competiam nos negócios com os judeus.

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