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A hermenêutica de Jesus (2): Jesus e o seu manifesto

A hermenêutica de Jesus (2): Jesus e o seu manifesto

A hermenêutica de Jesus, tal como exposta ao longo dos evangelhos, extrapola muitas vezes a rigidez da letra das próprias escrituras, remetendo para novas interpretações, novos significados. Não foi isso que também muitos dos profetas fizeram ao longo do tempo?

Relações falhadas

Relações falhadas

Vivemos em tempos que nos convocam ao equilíbrio. Estamos rodeados de desequilíbrio por todo o lado, tanto nos discursos como nas atitudes, por parte de muitos protagonistas na vida pública. Basta pensarmos na arena política (populismos de esquerda e direita), no desporto ou mesmo no campo das artes, mas também na vida privada, se considerarmos a violência doméstica e tantos outros crimes sociais. As sociedades necessitam de equilíbrio emocional, relacional, económico-financeiro e também espiritual.

A hermenêutica de Jesus

A hermenêutica de Jesus

Jesus é, por excelência, o verdadeiro hermeneuta, aquele que interpreta verdadeiramente a vontade do Pai. Jamais alguém viu o Pai; por isso, também ele é o único que revela o Pai. Outros dirão igualmente que Jesus é a chave hermenêutica para a compreensão das próprias escrituras. Mas Jesus, além de interpretar as escrituras, também as reinterpreta, dando-lhes novos sentidos.

Um Natal muito (pouco) sentimental…

Um Natal muito (pouco) sentimental…

Os relatos do Nascimento de Jesus não são meramente sentimentais. Os relatos são ao mesmo tempo pessoais e políticos. Falam de transformação pessoal e política. Situados no contexto do século I, são visões globais e apaixonadas por uma outra maneira de ver a vida e de viver as nossas vidas. Levam a tribunal a vida actual corrente, o status quo da maioria dos tempos e lugares. Causam tensão e dificuldade. Confrontam aquilo a que chamamos a “normalidade da civilização”.

Pecadores nas mãos de um Deus infinitamente amoroso

Pecadores nas mãos de um Deus infinitamente amoroso

É sobejamente conhecido um famoso sermão que Jonathan Edwards pregou no dia 8 de Julho de 1741. O sermão tinha por tema “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e estava em curso o chamado Primeiro Grande Avivamento pietista que atingiu a então colónia britânica de Nova Inglaterra em meados do século XVIII e que se espalhou pela civilização norte-americana ocidental.

Afinal, Jesus era branco, negro ou assim-assim? – entre a influência semita e a indo-europeia (ensaio)

Afinal, Jesus era branco, negro ou assim-assim? – entre a influência semita e a indo-europeia (ensaio)

Tem-se falado muito da cor da pele de Jesus. Vai-se formando um consenso entre clérigos e leigos de que Jesus não seria branco, mas algo mais aparentado com o mestiço típico de um semita do Médio Oriente. Não que a questão seja minimamente relevante do ponto de vista teológico ou espiritual. De facto, não o é, embora possa ter a sua importância social e política, admito.

O movimento descendente como vocação cristã

O movimento descendente como vocação cristã

Diz-se no Credo cristão: “(…) foi crucificado, morto e sepultado; / desceu à mansão dos mortos; / ressuscitou ao terceiro dia (…).” Jesus Cristo desceu aos Infernos ou “mansão dos mortos”; em hebraico, no Antigo Testamento, sheol significa morte e inferno.

O movimento descendente como vocação cristã

Paixão de Cristo, confortai-me

Há pequenas capelas junto ao rio Douro e aos seus afluentes, próximas das aldeias, denominadas Senhor da Boa Viagem, representando Jesus crucificado. Memórias de tempos em que se cruzava o rio nas “barcas de passagem”, “com o credo na boca”, quer os barqueiros quer os passageiros.  

A hermenêutica de Jesus (2): Jesus e o seu manifesto

A hermenêutica de Jesus (2): Jesus e o seu manifesto

A hermenêutica de Jesus, tal como exposta ao longo dos evangelhos, extrapola muitas vezes a rigidez da letra das próprias escrituras, remetendo para novas interpretações, novos significados. Não foi isso que também muitos dos profetas fizeram ao longo do tempo?

Relações falhadas

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Vivemos em tempos que nos convocam ao equilíbrio. Estamos rodeados de desequilíbrio por todo o lado, tanto nos discursos como nas atitudes, por parte de muitos protagonistas na vida pública. Basta pensarmos na arena política (populismos de esquerda e direita), no desporto ou mesmo no campo das artes, mas também na vida privada, se considerarmos a violência doméstica e tantos outros crimes sociais. As sociedades necessitam de equilíbrio emocional, relacional, económico-financeiro e também espiritual.

A hermenêutica de Jesus

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Jesus é, por excelência, o verdadeiro hermeneuta, aquele que interpreta verdadeiramente a vontade do Pai. Jamais alguém viu o Pai; por isso, também ele é o único que revela o Pai. Outros dirão igualmente que Jesus é a chave hermenêutica para a compreensão das próprias escrituras. Mas Jesus, além de interpretar as escrituras, também as reinterpreta, dando-lhes novos sentidos.

Um Natal muito (pouco) sentimental…

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Os relatos do Nascimento de Jesus não são meramente sentimentais. Os relatos são ao mesmo tempo pessoais e políticos. Falam de transformação pessoal e política. Situados no contexto do século I, são visões globais e apaixonadas por uma outra maneira de ver a vida e de viver as nossas vidas. Levam a tribunal a vida actual corrente, o status quo da maioria dos tempos e lugares. Causam tensão e dificuldade. Confrontam aquilo a que chamamos a “normalidade da civilização”.

Pecadores nas mãos de um Deus infinitamente amoroso

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É sobejamente conhecido um famoso sermão que Jonathan Edwards pregou no dia 8 de Julho de 1741. O sermão tinha por tema “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e estava em curso o chamado Primeiro Grande Avivamento pietista que atingiu a então colónia britânica de Nova Inglaterra em meados do século XVIII e que se espalhou pela civilização norte-americana ocidental.

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidade

No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

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