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Entrevista de D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal: “A selva tornou-se global, mas não globalizámos a ética”

Entrevista de D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal: “A selva tornou-se global, mas não globalizámos a ética”

Eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) em Junho, o bispo de Setúbal, D. José Ornelas, diz nesta entrevista ao 7MARGENS que a Igreja em Portugal “tem de se sentar no mesmo banco em que se sentam os imigrantes, as pessoas que são de outra etnia, de outra cultura, que ainda não falam bem o português” para ir ao seu encontro e ser mais inclusiva: ao contrário da selva económica que se globalizou, “não globalizámos a ética nem as relações internacionais justas nem a dignidade”.

Presidente do episcopado pede mundo e Igreja “mais solidários e mais atentos”

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e bispo de Setúbal, D. José Ornelas, diz que não podemos sair da pandemia “apenas curados, exaustos e vazios da pandemia, e naturalmente sedentos de voltar sôfregos e saudosos ao que já era”, mas antes devemos cuidar de fazer desabrochar um mundo, uma sociedade, uma economia e uma Igreja “mais solidários, mais atentos, com mais esperança”.

Declarações do Papa sobre homossexuais “não afetam a doutrina da Igreja”, dizem bispos portugueses

Declarações do Papa sobre homossexuais “não afetam a doutrina da Igreja”, dizem bispos portugueses

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que as declarações do Papa sobre a proteção legal a uniões de pessoas do mesmo sexo “não afetam a doutrina da Igreja” sobre o matrimónio. Em nota enviada à agência Ecclesia esta quarta-feira, 22, os bispos portugueses sublinham que as afirmações de Francisco contidas no novo documentário “Francesco” já eram conhecidas anteriormente e “revelam a atenção constante do Papa às necessidades reais da vida concreta das pessoas”.

Uma sinodalidade portuguesa?

Uma sinodalidade portuguesa?

José Ornelas, bispo de Setúbal e, agora, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), será um dos três bispos portugueses em maior consonância com a abertura do bispo de Roma, Francisco. Outros dois serão o de Leiria-Fátima, D. António Marto, e D. José Tolentino Mendonça, o que se poderá traduzir numa maior abertura da Igreja Católica Romana à sinodalidade que “não é inimiga, antes pelo contrário, da unidade”.

Cardeal Rosa Chavéz fala sobre opção pelos pobres e evoca 45 anos da nomeação de D. Manuel Martins para bispo de Setúbal

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Será um vídeo-debate para “fazer memória, demonstrar gratidão e rasgar novos caminhos” aquele que acontecerá via internet nesta quinta-feira, 16 de Julho, com a participação do cardeal Gregório Rosa Chávez, bispo auxiliar emérito de San Salvador (El Salvador) e que evocará os 45 anos da nomeação de D. Manuel Martins como primeiro bispo de Setúbal – que se completam precisamente nesse dia.

Esperança de renovação

Esperança de renovação

Em entrevista recente a um jornal o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse claramente ao que vinha, sem rodeios, o que alimenta alguma esperança de renovação no catolicismo português.

Presidente da CEP admite debate sobre celibato obrigatório e ordenação de mulheres

Presidente da CEP admite debate sobre celibato obrigatório e ordenação de mulheres

O novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa diz que “não veria mal” a possibilidade de haver padres casados na Igreja Católica de rito latino – já que eles existem no rito oriental. Em entrevista ao Público, neste domingo, o também bispo de Setúbal, D. José Ornelas, afirma: “Não vejo mal nisso. Agora a discussão não se deve colocar porque temos pouco padres; deve incidir naquilo que é o sacerdócio e no que ele significa para a Igreja como um dos ministérios fundamentais.”

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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