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A estética indizível do Chade

A estética indizível do Chade

Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.

E hoje, onde vamos?

E hoje, onde vamos?

Há pouco menos de um mês lançámo-nos em mais uma viagem de carro neste país que nos acolhe. Nove dias, cerca de dois mil quilómetros percorridos. De tudo, no entanto, destacou-se uma pergunta. Uma pergunta livre, sem agenda. Simples. Direta.

Quando a escola é mesmo uma comunidade

O poder do trabalho em conjunto

Quando a escola é mesmo uma comunidade

Os exemplos são apenas isso. Breves exemplos das últimas semanas. Extraídos de uma vertigem avassaladora de início de um novo ano letivo. São, no entanto, ilustrações fidedignas, reais, de uma comunidade em acção. Digo comunidade. E não Administração. Ou Governo. Ou Direcção.

O regresso à escola má

O regresso à escola má

Custa-me imenso falar de educação. A sério. Dói-me. Magoa fundo. O mal que temos tratado a educação escolar nas últimas décadas. Colectivamente. Geração após geração. Incomoda-me a forma como é delegada para planos secundários perante a suposta urgência de temas tão mais mediáticos e populares. Quando nada me parece mais urgente.

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.

STOP nas nossas vidas: Parar e continuar

STOP nas nossas vidas: Parar e continuar

Ao chegar aos EUA tive que tirar a carta condução novamente. De raiz. Estudar o código. Praticar. Fazer testes. Nos EUA existe um sinal de trânsito que todos conhecemos. Porque é igual em todo o mundo. Diz “STOP”. Octogonal, fundo branco, letras brancas. Maiúsculas. Impossível não ver. Todos vemos. Nada de novo. O que me surpreendeu desde que cheguei aos EUA, é que aqui todos param num STOP. Mesmo. Não abrandam. Param. O carro imobiliza-se. As ruas desertas, sem trânsito. Um cruzamento com visibilidade total. Um bairro residencial. E o carro imobiliza-se. Não abranda. Para mesmo. E depois segue.

Um refúgio na partida

Um refúgio na partida

De um lado vem aquela voz que nos fala da partida como descoberta. Um convite ao enamoramento pelo que não conhecemos. Pelo diferente. Um apelo aos sentidos. Alerta constante. Um banquete abundante em novidade. O nervoso miudinho por detrás do sorriso feliz. Genuinamente feliz. O prazer simples de não saber, de não conhecer…

A estética indizível do Chade

A estética indizível do Chade

Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.

E hoje, onde vamos?

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Há pouco menos de um mês lançámo-nos em mais uma viagem de carro neste país que nos acolhe. Nove dias, cerca de dois mil quilómetros percorridos. De tudo, no entanto, destacou-se uma pergunta. Uma pergunta livre, sem agenda. Simples. Direta.

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Os exemplos são apenas isso. Breves exemplos das últimas semanas. Extraídos de uma vertigem avassaladora de início de um novo ano letivo. São, no entanto, ilustrações fidedignas, reais, de uma comunidade em acção. Digo comunidade. E não Administração. Ou Governo. Ou Direcção.

O regresso à escola má

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Custa-me imenso falar de educação. A sério. Dói-me. Magoa fundo. O mal que temos tratado a educação escolar nas últimas décadas. Colectivamente. Geração após geração. Incomoda-me a forma como é delegada para planos secundários perante a suposta urgência de temas tão mais mediáticos e populares. Quando nada me parece mais urgente.

A reunião de trabalho

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A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.

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Ao chegar aos EUA tive que tirar a carta condução novamente. De raiz. Estudar o código. Praticar. Fazer testes. Nos EUA existe um sinal de trânsito que todos conhecemos. Porque é igual em todo o mundo. Diz “STOP”. Octogonal, fundo branco, letras brancas. Maiúsculas. Impossível não ver. Todos vemos. Nada de novo. O que me surpreendeu desde que cheguei aos EUA, é que aqui todos param num STOP. Mesmo. Não abrandam. Param. O carro imobiliza-se. As ruas desertas, sem trânsito. Um cruzamento com visibilidade total. Um bairro residencial. E o carro imobiliza-se. Não abranda. Para mesmo. E depois segue.

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