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“Nós Viemos”: a emigração  revisitada por José Vieira

Festival de Melgaço

“Nós Viemos”: a emigração revisitada por José Vieira

Toda a sua vida e preocupação enquanto cidadão e cineasta tem sido voltada para a emigração. Aos sete anos, sentiu na pele a miséria dos “bidonvilles” e, após tirar Sociologia, optou por  filmar o problema daqueles que partiram em busca de uma vida melhor. “Procuro contar a minha história pessoal e da família para lembrar o drama da emigração colectiva”, disse ao “Sete Margens” José Vieira, que nesta edição do MDOC trouxe “Nós Viemos” (2021). O filme foi bem recebido pela assistência e é um forte candidato ao prémio Jean-Loup Passek.

“Paraíso” de Sérgio Tréfaut encantou em tarde quente

Festival de Melgaço

“Paraíso” de Sérgio Tréfaut encantou em tarde quente

É quase em clima “non stop” que decorre mais uma edição do MDOC/Festival Internacional de Documentário de Melgaço: quatro filmes em média, mais as manifestações paralelas, exposições, cursos Fora de Campo, Plano Frontal, residências artísticas. Como a temperatura é escaldante e, em alguns dias, chega a rondar 40 graus, a maioria dos participantes, vindos de várias geografias, opta pela sala climatizada da Casa da Cultura e, por lá fica, a apreciar filmes atrás de filmes pelo prazer da viagem e descoberta.

Melgaço com 32 filmes e tributo a Jean-Loup Passek

Festival de documentário

Melgaço com 32 filmes e tributo a Jean-Loup Passek

Não é uma “Viagem ao Princípio do Mundo” (Oliveira) antes uma “Peregrinação Exemplar” (Bresson) ao MDOC/Festival Internacional de Documentário de Melgaço, com exibição de 32 filmes de 12 países, exposições, debates, cursos de Verão, residências cinematográficas e, nesta oitava edição, “X-RayDoc”.

Cinema do passado e com futuro

Curtas de Vila do Conde

Cinema do passado e com futuro

Num festival com mais Saudade do Futuro e menos virado ao passado – pese embora o cinema datado seja fundamental para o conhecimento e identidade de um país –, o Curtas resolveu, e bem, mostrar algumas películas da “arqueologia do cinema” produzidas no início do séc. XX e cujas cópias em diferentes formatos analógicos foram depositadas na Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema.

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Curtas de Vila do Conde

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Um silêncio gélido atravessou a sala quando começou Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais, cineasta, nome cimeiro do documentarismo mundial. As imagens traduzem o horror do extermínio nazi e uma voz off vai relatando a barbárie de milhões de judeus em Auschwitz e Majdanek. A guerra terminou em 1945, ou seja, 10 anos antes de Resnais produzir o filme e as imagens de rostos esqueléticos à beira da morte terem sido recolhidas pelos repórteres de guerra dos exércitos aliados após a libertação dos campos. E, no entanto, após a barbárie, será que o tempo varreu tudo e já só resta a memória?

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Toda a sua vida e preocupação enquanto cidadão e cineasta tem sido voltada para a emigração. Aos sete anos, sentiu na pele a miséria dos “bidonvilles” e, após tirar Sociologia, optou por  filmar o problema daqueles que partiram em busca de uma vida melhor. “Procuro contar a minha história pessoal e da família para lembrar o drama da emigração colectiva”, disse ao “Sete Margens” José Vieira, que nesta edição do MDOC trouxe “Nós Viemos” (2021). O filme foi bem recebido pela assistência e é um forte candidato ao prémio Jean-Loup Passek.

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