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Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

[Crónica da Europa]

Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

Para ser ateu, é preciso muita fé é uma frase que não pretende ser uma provocação mas sim um teste de consistência. A frase obriga a perguntar que tipo de mundo estamos dispostos a aceitar como “auto-explicativo”. E, curiosamente, essa pergunta ganha outro peso quando é feita por alguém como Simon Conway Morris, recém-distinguido com o Templeton Prize. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A Europa e os três imperadores

[Crónica da Europa]

A Europa e os três imperadores

Enquanto os EUA encaram a Terra como um jogo de póquer onde cada mão deve ser ganha a qualquer custo, a China encara-o como um jogo de Go, onde a chave não é tanto eliminar o adversário, mas sim controlar a maior parte do território. Entretanto, a Rússia encara-o como um jogo de xadrez, onde interessa dar o xeque-mate ao adversário. [Crónica de Mendo Castro Henriques]

Pobres, indigentes e miseráveis

[Crónica da Europa]

Pobres, indigentes e miseráveis

A Associação Metanoia de Profissionais Católicos, que já leva boas décadas de atividade, reuniu a 7 de março em Alfragide, com Paulo Melo como coordenador, e gente que sabe que a vida não é só números. Entre exposições e debates dedicados à sobriedade e às cooperativas sociais, houve uma pergunta que ficou no ar, quase a rir de nós: afinal, vale mais a pena ser rico ou ser pobre? Pois é. A gente discute, ri-se e percebe que o tema é antigo como o mundo. (Texto de Mendo Castro Henriques]

A luz que falhou

[Crónica da Europa]

A luz que falhou

Há momentos na história em que o mundo parece entrar num crepúsculo. Não um colapso repentino, mas uma acumulação de sinais: guerras que se multiplicam, fronteiras que se fecham, sociedades que se dividem. Vivemos um desses momentos.

A alegria do humanismo em Michel Serres

[Crónica da Europa]

A alegria do humanismo em Michel Serres

Michel Serres (1930-2019) pertence à linhagem rara dos pensadores que ampliam o horizonte sem esmagar o detalhe. Quando o comandante do couraçado Richelieu lhe perguntou, “diga-nos o que é o mal” ele pediu aos oficiais que o seguissem até à ponte, apontou os canhões de 244 mm e exclamou “Está aqui, o mal”.

Não há catástrofes naturais

[Crónica da Europa]

Não há catástrofes naturais

Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

O estranho caso do genial Emmerico Nunes

[Crónica da Europa]

O estranho caso do genial Emmerico Nunes

Há artistas que cabem inteiros numa etiqueta: modernista, naturalista, ilustrador, pintor oficial. E depois há o estranho caso de Emmerico Nunes — que parece ter sido tudo isso ao mesmo tempo, sem pedir licença a ninguém. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

[Crónica da Europa]

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Para ser ateu, é preciso muita fé é uma frase que não pretende ser uma provocação mas sim um teste de consistência. A frase obriga a perguntar que tipo de mundo estamos dispostos a aceitar como “auto-explicativo”. E, curiosamente, essa pergunta ganha outro peso quando é feita por alguém como Simon Conway Morris, recém-distinguido com o Templeton Prize. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A Europa e os três imperadores

[Crónica da Europa]

A Europa e os três imperadores

Enquanto os EUA encaram a Terra como um jogo de póquer onde cada mão deve ser ganha a qualquer custo, a China encara-o como um jogo de Go, onde a chave não é tanto eliminar o adversário, mas sim controlar a maior parte do território. Entretanto, a Rússia encara-o como um jogo de xadrez, onde interessa dar o xeque-mate ao adversário. [Crónica de Mendo Castro Henriques]

Pobres, indigentes e miseráveis

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A Associação Metanoia de Profissionais Católicos, que já leva boas décadas de atividade, reuniu a 7 de março em Alfragide, com Paulo Melo como coordenador, e gente que sabe que a vida não é só números. Entre exposições e debates dedicados à sobriedade e às cooperativas sociais, houve uma pergunta que ficou no ar, quase a rir de nós: afinal, vale mais a pena ser rico ou ser pobre? Pois é. A gente discute, ri-se e percebe que o tema é antigo como o mundo. (Texto de Mendo Castro Henriques]

A luz que falhou

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Há momentos na história em que o mundo parece entrar num crepúsculo. Não um colapso repentino, mas uma acumulação de sinais: guerras que se multiplicam, fronteiras que se fecham, sociedades que se dividem. Vivemos um desses momentos.

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Não há catástrofes naturais

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Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

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Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Walter Osswald (1928-2026): um homem sólido, um grande coração

In Memoriam

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Há vidas tão belas, tão ricas e tão bem preenchidas que a sua morte, apesar e além da profunda tristeza que suscita, consegue ao mesmo tempo segregar o perfume de um profundo êxito. É o caso de Walter Osswald [cientista e professor universitário, que morreu no passado dia 22 de setembro, dois dias depois de ter completado 98 anos].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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