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Três diálogos necessários (e outros tantos) sobre pacientar e amarrar capulana

[Moçambique, margem Sul]

Três diálogos necessários (e outros tantos) sobre pacientar e amarrar capulana

Pacientar é um neologismo muito utilizado em Moçambique. Não carece de explicação, porque a sua composição é esclarecedora. Este, em alguns meios que explicarei mais adiante, funciona em paridade com a expressão amarrar capulana. Esta última expressão, paradoxalmente ambígua, nuns contextos significa recato (para a mulher) ou seja, não atiçar “os apetites” dos homens para uma relação sexual. (Sara Jona Laisse)

Uma janela

Uma janela

Uma janela, na nossa casa, lembra-me sempre que o tempo não passa tão depressa como parece. As estações demoram-se nas folhas, nas suas cores ou na sua completa ausência. Esta janela lembra-me sempre uma família muito querida que vive em Lisboa e que também tem janelas-árvores. (Texto de Inês Patrício, médica, vive em Berlim com o marido de olhos de mar e uma filha solar.)

Talibã proíbem afegãs de trabalharem para a ONU 

Assistência humanitária em causa

Talibã proíbem afegãs de trabalharem para a ONU 

As autoridades talibã proibiram as mulheres nascidas no Afeganistão de trabalhar para a Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi dada pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA, da sigla em inglês), na rede social Twitter, referindo que, sem a colaboração das afegãs, será impossível concluir as missões na província de Nangarhar.

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[Moçambique, margem Sul]

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Uma janela, na nossa casa, lembra-me sempre que o tempo não passa tão depressa como parece. As estações demoram-se nas folhas, nas suas cores ou na sua completa ausência. Esta janela lembra-me sempre uma família muito querida que vive em Lisboa e que também tem janelas-árvores. (Texto de Inês Patrício, médica, vive em Berlim com o marido de olhos de mar e uma filha solar.)

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A morte e a noite caíram sobre nós demasiado depressa com a notícia do falecimento de Pai Telmo. Os seus 100 anos foram um sopro veloz que não deixou ninguém indiferente e a sua dedicação à Igreja dos mais pobres uma brisa que suavizou muitas dores. [Texto de padre José Alfredo].

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A identidade e a missão do professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) na escola pode ser vista sob múltiplos pontos de vista; porém, desejo fazê-lo a partir de três palavras ou pilares que considero substanciais. Estruturo esta reflexão a partir do “habitar-se”, do “habitar com” e do “habitar o ainda não”. [Texto de Adriano Batista, intervenção no Simpósio sobre a Educação e Escola em Portugal].

As cápsulas

[Sete Partidas]

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No radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

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