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Precisamos de nos ouvir (37) – Paulo Melo: Memória de meu Pai

Precisamos de nos ouvir (37) – Paulo Melo: Memória de meu Pai

O meu Pai era assim. Evitava as festas e encontros de sociedade, criava cumplicidades com aqueles, familiares ou amigos, de quem gostava. Cultivava uma indolência que não era necessariamente estéril e que, para mim, foi, neste segundo confinamento, motivo de reflexão e edificação. Num tempo em que a produtividade, a performance, o reconhecimento público são valores socialmente dominantes, reconheço no jeito de viver do meu Pai, com defeitos e manias, um desafio a reavaliar o que realmente conta na vida.

Precisamos de nos ouvir (36): Margarida Paulino: Teleterapia… ou telequalquer coisa

Precisamos de nos ouvir (36): Margarida Paulino: Teleterapia… ou telequalquer coisa

É incrível como num espaço de apenas um ano já adquirimos tantas competências informáticas e já temos a vivência de dois confinamentos e por isso uma experiência vasta em teletrabalho – no meu caso, teleterapia. Sou psicóloga e trabalho num Centro de Recursos para a Inclusão que presta apoio terapêutico a cerca de 300 crianças de vários agrupamentos do distrito de Lisboa.

Fragilidade, dignidade e economia

Fragilidade, dignidade e economia

O Papa Francisco convocou todos os católicos e cristãos do mundo e todas as pessoas de boa vontade a aderirem a uma reforma da economia. Para isso, lançou a iniciativa A Economia de Francisco, com o objetivo de repensar a economia a partir dos jovens. A nova economia, proposta por ele, inclui todos, promove a justiça, preserva o ambiente e gera solidariedade. Esta nova conceção da economia parte da convicção de que todas as pessoas, sem exceção, têm uma profunda dignidade, que provém da sua filiação divina.

Pecados em quarentena

Pecados em quarentena

Também há pandemias que atacam os assuntos mais sérios, destruindo a seriedade e independência com que deles devemos falar. E exigem cuidados especiais muito intensivos, quando está em jogo a formação de espírito crítico nas novas gerações e o esforço de darmos o exemplo: chamando bom ao que justificadamente consideramos bom e mau ao que justificadamente ajuizamos ser mau.

Grito da sociedade civil face à pandemia no Brasil: “É hora de estancar a escalada da morte”

Grito da sociedade civil face à pandemia no Brasil: “É hora de estancar a escalada da morte”

“Não há tempo a perder, negacionismo mata. É hora de estancar a escalada da morte!” – é o grito lançado por seis organizações da sociedade civil brasileira, perante uma situação da pandemia que tem estado fora de controlo. Ao mesmo tempo, um outro leque de cidadãos de setores científicos, culturais, religiosos e políticos do Brasil apelaram às Nações Unidas e ao Tribunal Penal Internacional para que condenem a “política genocida” do Presidente da República do país.

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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