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A pandemia do nosso descontentamento

2021-2022, marcas do tempo (3)

A pandemia do nosso descontentamento

este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo. A fadiga causada por esta consciência acrescida ou, mais simplesmente, o sentimento de incapacidade e de impotência para vencer definitiva e rapidamente o vírus constitui um terreno propício a movimentos de cariz autoritário, xenófobo e populistas. A resiliência das democracias e as convicções democráticas das suas populações serão, assim, postas à prova em 2022.

Cuidarmos e sermos cuidados não tem fim

O mundo nas nossas mãos (6)

Cuidarmos e sermos cuidados não tem fim

A necessidade humana não tem fim. Não sei se terá sido por isso, também, que Jesus disse: “os pobres sempre os tereis entre vós”. Na minha vida tenho aprendido que muitas vezes a pobreza humana, seja material ou espiritual, está um pouco por todo o lado, até onde menos a esperava. Tenho-lhe dedicado uma boa parte do meu percurso, combatendo-a como sei e posso, a começar em mim próprio.

A arte do encontro

O mundo nas nossas mãos (4)

A arte do encontro

Escrevi, há mais de ano e meio, um texto de opinião no 7MARGENS sobre a minha experiência dos tempos de quarentena; entre outras coisas, num projecto que dava os primeiros passos: uma cantina solidária que nascia no Colégio Luso-Internacional de Braga para dar resposta aos casos de emergência alimentar que se multiplicavam, um pouco por toda a cidade, ao mesmo tempo que várias respostas sociais se viam forçadas a fechar as portas por causa da pandemia. Se, no início, pensávamos que seria um projecto para durar o tempo do confinamento, quiçá mais umas semanas, enquanto as respostas que tinham encerrado se recompunham, rapidamente nos apercebemos de que não era bem assim…

Criminalizar os pobres?

Criminalizar os pobres?

A sociedade suíça é muitas vezes encarada como modelo de civilização, ordem, limpeza e harmonia. Este caso choca-nos porque denota a intenção de esconder a pobreza (sem a eliminar) como algo de indecoroso ou incómodo, que dá “mau aspeto”, como quem varre o lixo para não destruir essa suposta limpeza, ordem ou harmonia.

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este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo. A fadiga causada por esta consciência acrescida ou, mais simplesmente, o sentimento de incapacidade e de impotência para vencer definitiva e rapidamente o vírus constitui um terreno propício a movimentos de cariz autoritário, xenófobo e populistas. A resiliência das democracias e as convicções democráticas das suas populações serão, assim, postas à prova em 2022.

Cuidarmos e sermos cuidados não tem fim

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A necessidade humana não tem fim. Não sei se terá sido por isso, também, que Jesus disse: “os pobres sempre os tereis entre vós”. Na minha vida tenho aprendido que muitas vezes a pobreza humana, seja material ou espiritual, está um pouco por todo o lado, até onde menos a esperava. Tenho-lhe dedicado uma boa parte do meu percurso, combatendo-a como sei e posso, a começar em mim próprio.

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Escrevi, há mais de ano e meio, um texto de opinião no 7MARGENS sobre a minha experiência dos tempos de quarentena; entre outras coisas, num projecto que dava os primeiros passos: uma cantina solidária que nascia no Colégio Luso-Internacional de Braga para dar resposta aos casos de emergência alimentar que se multiplicavam, um pouco por toda a cidade, ao mesmo tempo que várias respostas sociais se viam forçadas a fechar as portas por causa da pandemia. Se, no início, pensávamos que seria um projecto para durar o tempo do confinamento, quiçá mais umas semanas, enquanto as respostas que tinham encerrado se recompunham, rapidamente nos apercebemos de que não era bem assim…

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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