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Do Silêncio

Um ensaio

Do Silêncio

Alberto Filipe Araújo tem uma profícua reflexão sobre o silêncio, com dois livros publicados, nos quais pretende contribuir para uma iniciação ao silêncio, uma introdução sempre passível de lançar a inquietação e a reflexão. O texto escrito para o 7MARGENS permite alargar esta sensibilização para o silêncio.

Silêncio: a luz adentra no corpo

Pré-publicação 7M

Silêncio: a luz adentra no corpo

A linguagem não é só palavra, é também gesto, silêncio, ritmo, movimento. Uma maior atenção a estas realidades manifesta uma maior consciência na resposta e, na liturgia, uma qualidade na participação: positiva, plena, ativa e piedosa. Esta é uma das ideias do livro Mistagogia Poética do Silêncio na Liturgia, de Rafael Gonçalves. Pré-publicação do prefácio.

Meditação, silêncio e transformação social

Meditação, silêncio e transformação social

Um dos aspetos mais interessantes deste século XXI é a consciência, cada vez mais estendida, de que não pode haver uma verdadeira transformação social, política, económica e cultural sem uma transformação interior. Noutras palavras, não pode haver uma revolução social sem haver, ao mesmo tempo, uma revolução interior. Ambas as realidades são dialéticas: ambas se necessitam e mutuamente se implicam.

onde vais com a tua oração?

onde vais com a tua oração?

Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade no Domingo XXIX do Tempo Comum C. Hospital de Santa Marta, Lisboa, 15 de Outubro de 2022.

O padre mudo

O padre mudo

É uma historiazinha popular. Certo sacerdote, no momento da homilia, avança para o púlpito e declara: “Celebramos hoje o maior mistério, o da Santíssima Trindade; e como não percebo nada disto, não vai haver homilia.” (Referida no livro de Hans Küng Existe Dios? – tradução espanhola do original). Foi honesto como poucos. Porém, se é verdade que a existência do mundo e a vida também são um mistério, não é por isso que deixamos de nos interrogar, de recolher experiências e de especular.

Tríptico e eco

Tríptico e eco

É nesse momento de suspensão, de silêncio, em que deixamos de procurar activamente, entrando delicadamente no espaço-sem-espaço e no tempo-atemporal, que “mergulhamos com ele até ao fundo” e nos aproximamos do clarão do farol que dissolve as trevas ao varrer a noite [não fosse este jogo de escondidas e pensaríamos nós um dia ter já um domínio total e um conhecimento perfeito daquele que nos procura] para que, pelos vislumbres da beleza da sua presença, nos sintamos chamados a ir procurando mais e sempre de modo renovado.

A calar ao telemóvel

[Segunda leitura]

A calar ao telemóvel

A ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados. 

O resgate do silêncio

O silêncio permite escutar. Escutar o interior, escutar o outro e até o meio envolvente. Relembro com alguma saudade os tempos de quarentena da pandemia quando abrir a janela significava silêncio e contemplação. Ou quando a ausência do ruído citadino trouxe a fauna de volta ao seu habitat. Mas foi-nos ensinado que o silêncio é sinónimo de solidão. No entanto, para quem a enfrenta no meio da multidão, a ausência de sonoridade é a salvação da alma. E finalmente, quando o silêncio é encontrado, a nossa alma pode gritar o que lhe faz doer.

Do Silêncio

Um ensaio

Do Silêncio

Alberto Filipe Araújo tem uma profícua reflexão sobre o silêncio, com dois livros publicados, nos quais pretende contribuir para uma iniciação ao silêncio, uma introdução sempre passível de lançar a inquietação e a reflexão. O texto escrito para o 7MARGENS permite alargar esta sensibilização para o silêncio.

Silêncio: a luz adentra no corpo

Pré-publicação 7M

Silêncio: a luz adentra no corpo

A linguagem não é só palavra, é também gesto, silêncio, ritmo, movimento. Uma maior atenção a estas realidades manifesta uma maior consciência na resposta e, na liturgia, uma qualidade na participação: positiva, plena, ativa e piedosa. Esta é uma das ideias do livro Mistagogia Poética do Silêncio na Liturgia, de Rafael Gonçalves. Pré-publicação do prefácio.

Meditação, silêncio e transformação social

Meditação, silêncio e transformação social

Um dos aspetos mais interessantes deste século XXI é a consciência, cada vez mais estendida, de que não pode haver uma verdadeira transformação social, política, económica e cultural sem uma transformação interior. Noutras palavras, não pode haver uma revolução social sem haver, ao mesmo tempo, uma revolução interior. Ambas as realidades são dialéticas: ambas se necessitam e mutuamente se implicam.

onde vais com a tua oração?

onde vais com a tua oração?

Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade no Domingo XXIX do Tempo Comum C. Hospital de Santa Marta, Lisboa, 15 de Outubro de 2022.

O padre mudo

O padre mudo

É uma historiazinha popular. Certo sacerdote, no momento da homilia, avança para o púlpito e declara: “Celebramos hoje o maior mistério, o da Santíssima Trindade; e como não percebo nada disto, não vai haver homilia.” (Referida no livro de Hans Küng Existe Dios? – tradução espanhola do original). Foi honesto como poucos. Porém, se é verdade que a existência do mundo e a vida também são um mistério, não é por isso que deixamos de nos interrogar, de recolher experiências e de especular.

Tríptico e eco

Tríptico e eco

É nesse momento de suspensão, de silêncio, em que deixamos de procurar activamente, entrando delicadamente no espaço-sem-espaço e no tempo-atemporal, que “mergulhamos com ele até ao fundo” e nos aproximamos do clarão do farol que dissolve as trevas ao varrer a noite [não fosse este jogo de escondidas e pensaríamos nós um dia ter já um domínio total e um conhecimento perfeito daquele que nos procura] para que, pelos vislumbres da beleza da sua presença, nos sintamos chamados a ir procurando mais e sempre de modo renovado.

A calar ao telemóvel

[Segunda leitura]

A calar ao telemóvel

A ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados. 

O resgate do silêncio

O silêncio permite escutar. Escutar o interior, escutar o outro e até o meio envolvente. Relembro com alguma saudade os tempos de quarentena da pandemia quando abrir a janela significava silêncio e contemplação. Ou quando a ausência do ruído citadino trouxe a fauna de volta ao seu habitat. Mas foi-nos ensinado que o silêncio é sinónimo de solidão. No entanto, para quem a enfrenta no meio da multidão, a ausência de sonoridade é a salvação da alma. E finalmente, quando o silêncio é encontrado, a nossa alma pode gritar o que lhe faz doer.

Últimas Notícias

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

O meu tio Fred

[Arquipélago Jerusalém]

O meu tio Fred

Contra a vaga da direita radical e de antisemitismo que assalta a França e a Alemanha e que tem expressão em vitórias eleitorais, gostaria de evocar o legado do meu tio-bisavô Fréderic Kohn-Abrest (1850-1893). Foi um ilustre jornalista, dramaturgo e ensaísta que viveu entre Paris e Viena e lutou nesses tempos longínquos para criar pontes entre os europeus. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
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