Fazia calor. O suor, em gotas espessas, deslizava-lhe trémulo pela testa, nuca e fontes. O pescoço molhado pedia socorro. Desculpe, senhor, perdoe-me, dizia ele. Não podemos continuar com o seu serviço, respondeu o homem. Prometo, senhor, não voltar a fazê-lo, insistiu. Ouvi a conversa sem querer. Fiquei confusa. O melhor empregado da empresa – melhor no verdadeiro sentido da palavra. Humano e prático – acabara de ser despedido.












