Opinião
Opinião
Podes voltar, amigo Jorge.
Hoje, mais do que nunca. Muitos dos que aqui vivem, precisam de ti. E de tantos como tu. Precisam muito do teu abraço. De muitos abraços solidários. Compreendo a incompreensão. Percebo a incredulidade. O desespero. A desesperança. Como chegaram os EUA a este momento da história que achámos apenas caber a outros? [Texto de Luís Castanheira Pinto].
Missionários “passadores” de cabo-verdianos e carros a atropelar gafanhotos
Durante um mês, estive com vários “monumentos” missionários vivos, em Cabo Verde que, desde 1954, quando chegou o primeiro, por lá continuam de pedra e cal. São todos Missionários Espiritanos, congregação que para ali foi em 1941, ajudando a reconstruir a Igreja nas ilhas de Santiago, Maio e Boavista.
Sankt Andreas Kirke, Copenhaga – Uma igreja nómada
Gothersgade 148, 1123 København K, Igreja de Skt. Andreas. Era este o sítio a que nos devíamos dirigir quando nos interessámos por um concerto de música clássica, de entrada gratuita, por altura do Natal de 2009. Estávamos em fase de descoberta daquela que seria a nossa casa por 10 anos – Copenhaga, Dinamarca.
Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris
Ultimamente, ao andar pelas ruas de Paris tenho-me visto confrontada pelos contrastes que põem em questão um princípio da doutrina social da Igreja (DSI) que sempre me questionou e que estamos longe de ver concretizado. A fotografia que ilustra este texto é exemplo disso.
Santo António, S. Judas Tadeu, Buda e as causas impossíveis
Entrei no táxi. Saltou-me à vista uma imagem de Santo António sobre o tablier e para desbloquear a conversa perguntei:
– Sabe que aquele senhor nasceu na mesma cidade que eu?
Thilak, o motorista, numa tentativa de não me desapontar respondeu rápido:
– Itália?
Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo
Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…
Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA
A história desta Universidade americana faz-nos recuar ao fim do século XIX. Nada melhor que percorrer o seu vastíssimo campus para saber quando tudo começou. Uma enorme placa à entrada da Reitoria explica que foi fundada pelos Missionários do Espírito Santo em 1878, incorporada no Pittsburg Catholic College em 1882 e chamada ‘Duquesne University’ em 1911. A poucos metros, mesmo na entrada da Igreja da Universidade, está a estátua do seu fundador: o padre Joseph Strub, missionário alemão.
30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)
No dia 4 de Novembro de 1989, um sábado, enquanto eu fazia as malas para me mudar para a Alemanha, na Alexanderplatz, em Berlim Leste decorria uma manifestação com um milhão de pessoas. Gritavam “nós somos o povo” contra um regime que roubava a liberdade às pessoas em nome do que entendia ser o interesse delas.
“When Love comes to town…”
Chegou o outono. E eu, que sou movida ao ritmo das estações, já trago comigo aquela melancolia dos ciclos. Chegou o tempo das rotinas que nos trazem estabilidade, mas nos retiram a espontaneidade do tempo sem tempo. E depois a vulnerabilidade do recomeço, essa de novo nudez onde tudo é possível.
Missionários “passadores” de cabo-verdianos e carros a atropelar gafanhotos
Durante um mês, estive com vários “monumentos” missionários vivos, em Cabo Verde que, desde 1954, quando chegou o primeiro, por lá continuam de pedra e cal. São todos Missionários Espiritanos, congregação que para ali foi em 1941, ajudando a reconstruir a Igreja nas ilhas de Santiago, Maio e Boavista.
Sankt Andreas Kirke, Copenhaga – Uma igreja nómada
Gothersgade 148, 1123 København K, Igreja de Skt. Andreas. Era este o sítio a que nos devíamos dirigir quando nos interessámos por um concerto de música clássica, de entrada gratuita, por altura do Natal de 2009. Estávamos em fase de descoberta daquela que seria a nossa casa por 10 anos – Copenhaga, Dinamarca.
Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris
Ultimamente, ao andar pelas ruas de Paris tenho-me visto confrontada pelos contrastes que põem em questão um princípio da doutrina social da Igreja (DSI) que sempre me questionou e que estamos longe de ver concretizado. A fotografia que ilustra este texto é exemplo disso.
Santo António, S. Judas Tadeu, Buda e as causas impossíveis
Entrei no táxi. Saltou-me à vista uma imagem de Santo António sobre o tablier e para desbloquear a conversa perguntei:
– Sabe que aquele senhor nasceu na mesma cidade que eu?
Thilak, o motorista, numa tentativa de não me desapontar respondeu rápido:
– Itália?
Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo
Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…
Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA
A história desta Universidade americana faz-nos recuar ao fim do século XIX. Nada melhor que percorrer o seu vastíssimo campus para saber quando tudo começou. Uma enorme placa à entrada da Reitoria explica que foi fundada pelos Missionários do Espírito Santo em 1878, incorporada no Pittsburg Catholic College em 1882 e chamada ‘Duquesne University’ em 1911. A poucos metros, mesmo na entrada da Igreja da Universidade, está a estátua do seu fundador: o padre Joseph Strub, missionário alemão.
30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)
No dia 4 de Novembro de 1989, um sábado, enquanto eu fazia as malas para me mudar para a Alemanha, na Alexanderplatz, em Berlim Leste decorria uma manifestação com um milhão de pessoas. Gritavam “nós somos o povo” contra um regime que roubava a liberdade às pessoas em nome do que entendia ser o interesse delas.
“When Love comes to town…”
Chegou o outono. E eu, que sou movida ao ritmo das estações, já trago comigo aquela melancolia dos ciclos. Chegou o tempo das rotinas que nos trazem estabilidade, mas nos retiram a espontaneidade do tempo sem tempo. E depois a vulnerabilidade do recomeço, essa de novo nudez onde tudo é possível.
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