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Podes voltar, amigo Jorge.

Podes voltar, amigo Jorge.

Hoje, mais do que nunca. Muitos dos que aqui vivem, precisam de ti. E de tantos como tu. Precisam muito do teu abraço. De muitos abraços solidários. Compreendo a incompreensão. Percebo a incredulidade. O desespero. A desesperança. Como chegaram os EUA a este momento da história que achámos apenas caber a outros? [Texto de Luís Castanheira Pinto].

Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris

Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris

Ultimamente, ao andar pelas ruas de Paris tenho-me visto confrontada pelos contrastes que põem em questão um princípio da doutrina social da Igreja (DSI) que sempre me questionou e que estamos longe de ver concretizado. A fotografia que ilustra este texto é exemplo disso.

Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo

Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo

Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…

Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA

Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA

A história desta Universidade americana faz-nos recuar ao fim do século XIX. Nada melhor que percorrer o seu vastíssimo campus para saber quando tudo começou. Uma enorme placa à entrada da Reitoria explica que foi fundada pelos Missionários do Espírito Santo em 1878, incorporada no Pittsburg Catholic College em 1882 e chamada ‘Duquesne University’ em 1911. A poucos metros, mesmo na entrada da Igreja da Universidade, está a estátua do seu fundador: o padre Joseph Strub, missionário alemão.

30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)

30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)

No dia 4 de Novembro de 1989, um sábado, enquanto eu fazia as malas para me mudar para a Alemanha, na Alexanderplatz, em Berlim Leste decorria uma manifestação com um milhão de pessoas. Gritavam “nós somos o povo” contra um regime que roubava a liberdade às pessoas em nome do que entendia ser o interesse delas.

“When Love comes to town…”

“When Love comes to town…”

Chegou o outono. E eu, que sou movida ao ritmo das estações, já trago comigo aquela melancolia dos ciclos. Chegou o tempo das rotinas que nos trazem estabilidade, mas nos retiram a espontaneidade do tempo sem tempo. E depois a vulnerabilidade do recomeço, essa de novo nudez onde tudo é possível.

Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris

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Ultimamente, ao andar pelas ruas de Paris tenho-me visto confrontada pelos contrastes que põem em questão um princípio da doutrina social da Igreja (DSI) que sempre me questionou e que estamos longe de ver concretizado. A fotografia que ilustra este texto é exemplo disso.

Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo

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Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…

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A história desta Universidade americana faz-nos recuar ao fim do século XIX. Nada melhor que percorrer o seu vastíssimo campus para saber quando tudo começou. Uma enorme placa à entrada da Reitoria explica que foi fundada pelos Missionários do Espírito Santo em 1878, incorporada no Pittsburg Catholic College em 1882 e chamada ‘Duquesne University’ em 1911. A poucos metros, mesmo na entrada da Igreja da Universidade, está a estátua do seu fundador: o padre Joseph Strub, missionário alemão.

30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)

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No dia 4 de Novembro de 1989, um sábado, enquanto eu fazia as malas para me mudar para a Alemanha, na Alexanderplatz, em Berlim Leste decorria uma manifestação com um milhão de pessoas. Gritavam “nós somos o povo” contra um regime que roubava a liberdade às pessoas em nome do que entendia ser o interesse delas.

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Chegou o outono. E eu, que sou movida ao ritmo das estações, já trago comigo aquela melancolia dos ciclos. Chegou o tempo das rotinas que nos trazem estabilidade, mas nos retiram a espontaneidade do tempo sem tempo. E depois a vulnerabilidade do recomeço, essa de novo nudez onde tudo é possível.

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