À Margem
Os massacres de Gaza e os bombardeamentos na Ucrânia começaram em Portugal
O questionamento da “violência justificada de cada tradição” a partir das suas próprias doutrinas podem permitir abrir caminhos de ruptura na lógica que se tem alargado nos últimos anos, absorvendo o impulso violento com os princípios não-violentos.
“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”
Há pouco mais de 50 anos, chegado ao Gerês, Miguel Torga registava no seu Diário o que acabara de observar: “Horas seguidas a presenciar pelo caminho a crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa. De quilómetro em quilómetro, um carro espatifado. Latas amolgadas, sangue…”
[À Margem]
Uma proibição, crimes de guerra e lágrimas de crocodilo
A interdição de o patriarca Pizzaballa celebrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, a missa de Domingo de Ramos, é mais um passo na escalada do extremismo e do belicismo que governa Israel: os cristãos são cada vez menos no Médio Oriente e isso tem sobretudo a ver com a política dos governos europeus e dos EUA, de apoio incondicional a Israel.
[À Margem]
O momento de dizer “não” ao populismo e aos perigos da IA
“O que apelidamos hoje de populismo parece crescer gravemente, nomeadamente na captura e transformação das várias instituições pilares das democracias liberais. Quanto aos efeitos, começamos a senti-los e, se nos distrairmos e acomodarmos, muitos deles serão dificilmente reversíveis.”
[À Margem]
Reencontrar o diabo e… talvez Deus
“Voltar a ler livros lidos com entusiasmo há 20, 30 anos é uma decisão de consequências imprevisíveis. Desencanto, desilusão e deceção espreitam em cada página. Há também, entre os sentimentos fortes provocados pela revisitação de textos, aquele triste espanto de ali encontrar uma arrepiante atualidade profética. É desta que quero falar.”
[À Margem]
Deixem Deus (e o mundo) em paz
“É urgente questionar este sequestro da fé. Se as religiões defendem a paz, como podem ser o combustível da guerra? Como pode Deus estar presente nos discursos de ódio e nas estratégias de bombardeamento? O Bem não virá de quem se diz escolhido por forças divinas para destruir o outro, mas de quem tem a coragem humana de baixar as armas e deixar, finalmente, Deus e o mundo em paz.”
É preciso pôr fim à violência contra as crianças
“Ainda que haja, pontualmente, uma ou outra situação capaz de suscitar algum alarido e comoção, a violência escolar é um problema muito erradamente subestimado. Mas não deveríamos ignorar e ficar indiferentes perante este género de dramas que quotidianamente têm lugar nas nossas escolas. E eles impõem-nos a obrigação de agir.”
[À Margem]
Fixemos o número: 3,83 mil milhões. Metade da humanidade. Para dizer o quê?
Chocante? Gritante? Escandalosa? Ofensiva? Aviltante?… As palavras já não servem, mesmo quando todas juntas, para descrever a tragédia do fosso das desigualdades que continuam a cavar-se no nosso mundo. Nesta sexta-feira, 20, assinala-se o Dia Mundial da Justiça Social, mas estamos muito longe de atingir os mínimos da dignidade humana em muitas áreas.
[À Margem]
Pode haver paz na Palestina (e em Israel) à revelia dos palestinianos?
“O chamado plano de paz de Trump permitiu o apagamento das imagens terríveis da destruição de pessoas e bens em Gaza nos ecrãs televisivos e nas plataformas digitais. E, no entanto, na Gaza real, que todos vimos ser aniquilada, essa realidade não mudou. Mantém-se em lume brando.”
“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”
Há pouco mais de 50 anos, chegado ao Gerês, Miguel Torga registava no seu Diário o que acabara de observar: “Horas seguidas a presenciar pelo caminho a crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa. De quilómetro em quilómetro, um carro espatifado. Latas amolgadas, sangue…”
[À Margem]
Uma proibição, crimes de guerra e lágrimas de crocodilo
A interdição de o patriarca Pizzaballa celebrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, a missa de Domingo de Ramos, é mais um passo na escalada do extremismo e do belicismo que governa Israel: os cristãos são cada vez menos no Médio Oriente e isso tem sobretudo a ver com a política dos governos europeus e dos EUA, de apoio incondicional a Israel.
[À Margem]
O momento de dizer “não” ao populismo e aos perigos da IA
“O que apelidamos hoje de populismo parece crescer gravemente, nomeadamente na captura e transformação das várias instituições pilares das democracias liberais. Quanto aos efeitos, começamos a senti-los e, se nos distrairmos e acomodarmos, muitos deles serão dificilmente reversíveis.”
[À Margem]
Reencontrar o diabo e… talvez Deus
“Voltar a ler livros lidos com entusiasmo há 20, 30 anos é uma decisão de consequências imprevisíveis. Desencanto, desilusão e deceção espreitam em cada página. Há também, entre os sentimentos fortes provocados pela revisitação de textos, aquele triste espanto de ali encontrar uma arrepiante atualidade profética. É desta que quero falar.”
[À Margem]
Deixem Deus (e o mundo) em paz
“É urgente questionar este sequestro da fé. Se as religiões defendem a paz, como podem ser o combustível da guerra? Como pode Deus estar presente nos discursos de ódio e nas estratégias de bombardeamento? O Bem não virá de quem se diz escolhido por forças divinas para destruir o outro, mas de quem tem a coragem humana de baixar as armas e deixar, finalmente, Deus e o mundo em paz.”
É preciso pôr fim à violência contra as crianças
“Ainda que haja, pontualmente, uma ou outra situação capaz de suscitar algum alarido e comoção, a violência escolar é um problema muito erradamente subestimado. Mas não deveríamos ignorar e ficar indiferentes perante este género de dramas que quotidianamente têm lugar nas nossas escolas. E eles impõem-nos a obrigação de agir.”
[À Margem]
Fixemos o número: 3,83 mil milhões. Metade da humanidade. Para dizer o quê?
Chocante? Gritante? Escandalosa? Ofensiva? Aviltante?… As palavras já não servem, mesmo quando todas juntas, para descrever a tragédia do fosso das desigualdades que continuam a cavar-se no nosso mundo. Nesta sexta-feira, 20, assinala-se o Dia Mundial da Justiça Social, mas estamos muito longe de atingir os mínimos da dignidade humana em muitas áreas.
[À Margem]
Pode haver paz na Palestina (e em Israel) à revelia dos palestinianos?
“O chamado plano de paz de Trump permitiu o apagamento das imagens terríveis da destruição de pessoas e bens em Gaza nos ecrãs televisivos e nas plataformas digitais. E, no entanto, na Gaza real, que todos vimos ser aniquilada, essa realidade não mudou. Mantém-se em lume brando.”
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