Há pouco mais de dois mil anos, terá sido num estábulo, sob o céu estrelado, pacificamente deitado numa manjedoura, que os pastores encontraram Jesus acabado de nascer. Se fosse hoje, nem estábulo, nem manjedoura, muito menos paz. Apenas destroços da guerra e o perigo iminente de mais um bombardeamento, num conflito que prossegue sem fim à vista. Por isso, na igreja evangélica luterana de Belém, o presépio este ano é diferente: não deixa de haver Menino Jesus, mas não o deitaram sobre a palha, e sim sobre um monte de escombros. E o pano em que o envolveram é um keffiyeh, o lenço preto e branco que representa a resistência palestiniana.












